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No Acre, de 110 médicos alocados, 48 já tinham vínculo com o Programa Saúde da Família

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Cidades relatam desistências e migração de programa após edital do Mais Médicos.

Alguns voltam atrás após saberem sobre local; outros que já estavam na rede trocam de programa.

Localizada às margens do rio Tocantins, a cidade de Cametá, no Pará, com 120 mil habitantes, viu na última semana cinco de 20 médicos deixarem o atendimento nas unidades de saúde.

A saída ocorreu após o fim da participação de Cuba no Mais Médicos. Poucos dias depois, recebeu cinco inscrições de profissionais dispostos a ocupar as vagas por meio de um edital lançado pelo Ministério da Saúde.

O alívio, porém, durou pouco. Segundo o secretário municipal de Saúde, Charles Tocantins, dois dos médicos inscritos que fizeram contato com a prefeitura disseram que, apesar de terem selecionado Cametá no momento da inscrição, não devem ocupar as vagas.

“Um disse que era difícil de cumprir o horário e de se deslocar. O outro deve sair para fazer residência no ano que vem”, relata.

Para ele, a situação mostra um “outro lado” da ampla adesão ao edital lançado pelo Ministério da Saúde. Até esta quarta, data do último balanço, 8.345 das 8.517 vagas abertas após a saída de médicos cubanos já tinham médicos alocados —cerca de 98% do total.

A previsão é que eles se apresentem às cidades de forma imediata ou até o dia 14 de dezembro. Segundo o ministério, 1.061 médicos já se apresentaram aos municípios.

Charles Tocantins, porém, avalia que, após a adesão ao edital, municípios de algumas regiões terão dificuldades nesta etapa de confirmação do interesse.

“Por enquanto os médicos estão se inscrevendo no nome do município. Não sabem os lugares que os aguardam, que ficam a 100 km de distância da sede, ou que a locomoção é por barco”, afirma. “Os médicos cubanos que tínhamos aqui, por exemplo, ficavam nas vilas e nas localidades mais afastadas do município.”

Na definição de Charles, cubanos que atuavam sobretudo no Norte e Nordeste ficavam sempre no “interior do interior” ou no “interior em relação à cidade-sede” —daí o maior risco de desistência.

Um problema que já é citado por outros secretários de saúde. “Alguns médicos estão ligando para os nossos municípios daqui e dizendo: podemos começar só depois do resultado da residência?”, afirma a presidente do Cosems (conselho de secretários municipais de saúde) do Rio Grande do Norte, Débora Costa. “Outros tentam negociar o horário”, diz.

‘TROCA’ DE MÉDICOS

Além da desistência, secretários têm detectado outro impasse em relação ao edital: a adesão de médicos inscritos que já atuavam nas unidades de saúde. Assim, o que era para ser uma reposição de vagas após a saída dos cubanos tem sido, na verdade, apenas uma “troca” de vagas ou mesmo redução —já que alguns municípios que estão “perdendo” médicos não estavam no programa.

Pelo edital do Mais Médicos, a inscrição de profissionais que já atuam em programas como o Estratégia Saúde da Família só é permitida caso o médico optar por um município de perfil de vulnerabilidade menor do que hoje atua ou já atuou. Neste caso, o profissional deve pedir desligamento antes de assumir a nova vaga.

O salário maior pago aos médicos do Mais Médicos, no entanto, tem levado muitos a fazer essa transferência. “No Mais Médicos, eles recebem maior valor de salário integral, além de auxílio-alimentação e moradia. É algo que nós municípios não temos como oferecer”, afirma Débora Costa.

Levantamento feito pelo Cosems do Rio Grande do Norte aponta que, de 139 médicos que selecionaram vagas no edital e que tiveram cadastro verificado, 98 já apareciam com vínculo dentro da rede. “Estamos recebendo muitas ligações desesperadas de municípios dizendo que estão perdendo seus médicos.”

Nas cidades Almino Afonso e Rafael Godeiro, por exemplo, há apenas uma equipe do programa Saúde da Família. Lá, os médicos se inscreveram no Mais Médicos e devem migrar para outros lugares.

Em Cerro Corá, cidade de 11 mil habitantes que fica a 190 km de Natal, dois dos cinco médicos que atuam na atenção básica se inscreveram no programa federal e devem deixar o posto de trabalho. O município não é atendido pelo Mais Médicos.

“Vou perder de imediato dois profissionais, sendo que um deles atua na zona rural. Será muito negativo para a nossa população”, afirma a secretária municipal de Saúde Regina Célia Guimarães.

A situação já se repete em outros estados, como Bahia, Piauí, Acre, Tocantins, Santa Catarina e Amazonas, de acordo com o Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), que tenta mapear os dados. No Acre, por exemplo, de 110 médicos alocados, 48 já tinham vínculo com o Programa Saúde da Família.

Na Bahia, dos 763 inscritos no Mais Médicos até 23 de novembro, 421 têm algum tipo de vínculo na atenção básica, ou seja, mais da metade: 55%.

Na cidade de Antônio Cardoso, no sertão baiano, dois dos cinco médicos que atuam no Programa Saúde da Família devem deixar o município. A situação é semelhante em Rio de Contas, sudoeste baiano, em que dois dos seis médicos se inscreveram no Mais Médicos e devem seguir para outras locais.

“Não estamos tendo uma resolução do problema, só uma migração”, diz Leopoldina Cipriano, presidente do Cosems do Piauí.

Ela relata que, no município onde é secretária de saúde, em Beneditinos (PI), uma médica que atendia a quatro comunidades da zona rural já avisou que deve deixar a unidade para atuar em uma cidade no Maranhão pelo Mais Médicos.

O motivo é o salário: de R$ 6.500, deve passar a ganhar R$ 11.800.

Com a saída, diz, o município, que não estava no edital do Mais Médicos, deve ficar com duas vagas abertas. Isso porque, além da médica que pediu transferência, uma vaga aberta após a saída de outro profissional do programa, em julho, ainda não foi reposta.

Para dar conta do atendimento, Leopoldina tem contratado médicos como plantonistas. “Ainda assim, é apenas de forma esporádica”, relata.

No Amazonas, alguns médicos já solicitaram aos municípios para se apresentar apenas após o Natal. Com 36% das vagas disponíveis, o estado é um dos quatro que ainda apareciam no sistema como opção de escolha nesta terça-feira —a maioria em cidades mais distantes, diz Januário Neto, presidente do Cosems do estado. Segundo ele, sem médicos nas unidades de saúde, hospitais locais têm ficado sobrecarregados. Os outros estados com vagas disponíveis são Amapá, Pará e Roraima.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba”.

Segundo a pasta, em caso de desistência, a vaga será disponibilizada em uma possível segunda etapa do edital. A publicação dos médicos confirmados nas vagas e que iniciaram as atividades está prevista para o dia 18 de dezembro.

Ainda de acordo com o ministério, o sistema impede automaticamente a inscrição quando há descumprimento das normas do edital. “Embora a escolha da localidade seja de uma decisão individual, os médicos que integram a ESF só poderão optar por municípios com perfis de maior vulnerabilidade do que aqueles em que atuam ou já tenham atuado”, diz. Natália Cancian e João Pedro Pitombo. Folha SP.

 

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BRASIL

TIM completa cobertura 4G em 100% dos municípios do Paraná e de Santa Catarina

Assessoria, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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  • Líder na cobertura 4G no País, TIM está em 3.490 cidades (90,7% da população urbana do país);
  • Operadora é a primeira a cobrir 100% dos municípios nos dois estados com a tecnologia, assim como já fez no RJ, SP e ES

A TIM conquista mais um marco nos investimentos em infraestrutura. Mesmo num cenário de desafios operacionais, em tempos de combate ao coronavírus, a companhia mantém o foco na entrega do plano de expansão e acaba de completar a cobertura de todos os 399 municípios do estado do Paraná e os 295 de Santa Catarina com a tecnologia de quarta geração – com a implementação da rede nas cidades de Bom Sucesso do Sul (PR) e Monte Castelo (SC). Líder na cobertura 4G no Brasil, a operadora está presente em 3.490 cidades, chegando a mais de 90% da população urbana do País, com destaque para a cobertura total dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

“Como líderes na cobertura do 4G no Brasil somos os primeiros a levar a tecnologia para 100% dos municípios do Paraná e de Santa Catarina, com um trabalho fortemente voltado para a qualidade de rede e para a eficiência operacional na entrega do acesso à internet móvel mais veloz. Isso reforça nosso compromisso, especialmente nesse momento pelo qual o País atravessa, garantindo a expansão da rede e a conectividade entre as pessoas. Somente no ano passado, o tráfego de dados na rede 4G da operadora ultrapassou 85% – alta de nove pontos percentuais em relação a 2018”, comenta Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil.

TIM e o 4G no Brasil

Os investimentos da TIM na rede 4G viabilizaram o lançamento de serviços como o VoLTE (voz sobre a rede LTE), que está disponível em 3.448 cidades do Brasil, permitindo chamadas em alta definição; a ativação da rede de quarta geração na faixa de frequência de 700MHz, que já foi ativada em 2.522 municípios do País oferecendo maior penetração em ambientes indoor; além da cobertura de 3.300 cidades com a plataforma habilitadora de soluções de Internet das Coisas – o NB-IoT (Narrow Band IoT) -, no auxílio ao desenvolvimento de soluções inovadoras para cidades inteligentes. A TIM é a primeira operadora a ter cobertura nacional NB-IoT.

Por ser um padrão adotado mundialmente, o NB-IoT pode ampliar em mais de 40% a cobertura tradicional em relação ao uso de smartphones, além de consumir menos bateria, o que é fundamental para aplicações de IoT (Internet das Coisas). E essa é uma dar vertentes adotadas pela operadora em outro grande passo, o ConectarAGRO, que em 2019 – seu primeiro ano de existência – levou conectividade de banda larga 4G da TIM para 5,1 milhões de hectares de áreas rurais do Brasil, superando e meta inicial de 100 mil ha. A solução promovida pela iniciativa usa a faixa de 700 MHz, padrão global que permite a cobertura com melhor compromisso entre cobertura e capacidade.

Fornecida pela operadora, a plataforma de Internet das Coisas é destinada a conexão de dispositivos que exigem uma capacidade menor de transmissão de dados e com baixo consumo de energia, como sensores de solo ou clima. A tecnologia funciona na rede 4G da empresa, disponível em quase 3.500 municípios brasileiros.

      

Sobre a TIM 

A TIM segue com sua missão de conectar e cuidar de cada um para que todos possam fazer mais. Para isso, atua focada nos pilares estratégicos de oferta, infraestrutura, eficiência e experiência do cliente, com base em uma cultura interna de accountability e na mudança de processos e plataformas que permitam a transformação digital. A empresa é desde 2015 líder em cobertura 4G no País e referência nas tendências do mercado, em linha com a assinatura da marca: “A inovação não para”.

A companhia é a única do setor de telecomunicações a integrar o Novo Mercado da B3, reconhecido como nível máximo de governança corporativa, além de estar há 12 anos seguidos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE): é a operadora por mais períodos consecutivos nesta carteira. Também é primeira empresa de telefonia reconhecida pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o selo Pró-Ética, iniciativa que existe com o objetivo de promover um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente. Para mais informações, acesse: www.tim.com.br.

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Tragédia

Mulher morre ao se desequilibrar e cair de sacada de prédio durante discussão; vídeo

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Veja o vídeo:

Caso aconteceu em Paraupebas, no Pará. A vítima, Verônica Neta Barbosa da Silva, era natural de Araguaína.

Uma mulher de 32 anos morreu após cair do segundo andar de um prédio em Paraupebas, no Pará. O caso aconteceu na manhã desse domingo (5), no Bairro da Paz. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que a vítima, identificada como Verônica Neta Barbosa Silva, se desequilibra e despenca da sacada.

Verônica caiu em cima de um carro que estava estacionado na frente do prédio e morreu no local. A Polícia Civil informou que foi chamada para averiguar a situação de um possível suicídio, porém, ao chegar no local, a hipótese foi descartada pelos agentes. Por Redação Araguaína, Pará, Paraupebas, Tocantins.

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