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Procurador diz que MP deve apurar suposta ação de extermínio na morte de Caveirinha

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A morte de Severino Ripardo de Lima, de 37 anos, conhecido pelo apelido “Caveirinha”, ocorrida na última quarta-feira, 6, numa ação de policiais militares na Baixada da Sobral, em Rio Branco, desencadeou uma série de questionamentos por parte da família. Caveirinha é acusado de ter sido membro da organização criminosa Bonde dos 13 e a família acredita que ele teria sofrido tortura antes de ser assassinado pela polícia.

Em entrevista ao programa de rádio Voz do Povo nesta segunda-feira, 11, apresentado pelo jornalista Itaan Arruda, o procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Sammy Barbosa, que integra a procuradoria-geral adjunta para assuntos jurídicos, explanou que o caso poderá ser investigado.

“É necessário que haja a devida investigação, uma  avaliação do que de fato tenha acontecido. Se, por acaso, tiver havido alguma ação irregular, o MP vai agir como sempre agiu, que é o combate à criminalidade dentro da legalidade”, disse o procurador.
Barbosa afirma que o MP fará todo o esforço para que o Acre não sofra novamente com a existência de grupo de extermínio. “Toda ação tem que estar pautada no que determina a lei e a constituição. Só podemos fazer aquilo que a lei autoriza fazer”.

O procurador garante que atualmente o Acre não tem ambiente para a volta de grupo de extermínio. “As instituições estão muito maduras e não vão permitir em hipótese alguma que aquela situação retorne. Temos agido com intuito de apoiar a ação policial sempre. Somos parceiros, mas não admitimos ilegalidade, ou grupo de extermínio”.

Entenda o caso

Caveirinha, presidiário monitorado por tornozeleira, foi morto com um tiro no peito após uma averiguação policial em uma residência localizada na Travessa São Pedro, no bairro Bahia Velha. Militares se deslocaram até ao local e adentraram a residência. Segundo a polícia, Severino chegou a apontar uma pistola para os policiais e um dos agentes reagiu efetuando um tiro no peito da vítima, que estava só em casa. Durante a ação, segundo a Polícia, foi apreendido duas armas de fogo, drogas e muita munição.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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