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Produtores buscam solução para travessia do Rio Acre em Xapuri e cogitam bloquear BR-317
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A repercussão causada pelas dificuldades enfrentadas diariamente pelos usuários do serviço de transporte aquaviário entre as duas regiões do município de Xapuri divididas pelo Rio Acre está ganhando proporção nas últimas semanas e já ameaça se tornar um problema maior para os governos estadual e municipal.
Como o município ainda não dispõe de uma ponte entre a parte central da cidade e o bairro Sibéria, localizado na margem oposta do rio, a travessia é realizada por uma pequena balsa que é mantida pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária, o Deracre.
A raiz do problema que motiva os protestos e faz com que os usuários do transporte ameacem medidas extremas é a precariedade da balsa que opera a travessia em Xapuri. Mesmo tendo sido recuperada recentemente, a embarcação tem pouca capacidade de peso e está funcionando com motores com vida útil já expirada.
O resultado desse somatório de fatores é que a capacidade e a qualidade do serviço que é prestado na travessia do rio não atende mais à demanda do município, uma vez que o tráfego de veículos e de pessoas entre os dois lados da cidade, assim como entre as comunidades rurais aumentou muito nas últimas décadas.
Por conta da má condição dos motores que impulsionam a balsa, a travessia do rio tem se tornado dificultosa e arriscada para os veículos e passageiros, como ocorreu na noite da última terça-feira, 27, quando o único motor que funcionava naquele momento quebrou e a embarcação desceu o rio, à deriva.
Paralelamente às reivindicações pela construção de uma ponte sobre o Rio Acre, que já teve anúncio de investimentos pelo governador Gladson Cameli, a população de Xapuri também cobra das administrações estadual e municipal o bom funcionamento da balsa, considerada como um serviço indispensável.

Nesta quarta-feira, 28, um grupo formado por moradores, lideranças comunitárias, vereadores e produtores rurais se reuniu com o prefeito Ubiracy Vasconcelos, que se comprometeu em buscar uma parceria com o Governo do Estadual para tentar melhorar as condições de funcionamento da travessia do rio.
“Nós estamos à disposição para nos juntar a essa luta que é do município de Xapuri, seja para comprar ou alugar motores e fazer aquisição de combustível, como já fizemos no passado. Isso não significa que queremos administrar a balsa, mas apenas ajudar em uma obrigação que é do Governo do Estado”, disse o prefeito.
Em entrevista à Rádio Aldeia FM de Xapuri, o deputado estadual Antônio Pedro (Dem), disse que não tem medido esforços para conseguir, junto ao governo, a solução para o problema. Ele destinou, no ano passado, uma emenda no valor de R$ 150 mil para a compra de motores e combustível para a embarcação.
“Não temos economizado tempo nem trabalho solicitando do governo, por meio do Deracre, a solução para esse problema antigo. Inclusive, destinei, em 2020, emenda parlamentar para a compra de motores novos, mas o processo de liberação desses recursos ainda está em tramitação”, informou.

Em um grupo de WhatsApp, formado em grande maioria por produtores rurais, ocorrem discussões sobre reivindicações por melhorias de ramais e pontes, além da problemática da balsa. Neste último caso, eles cogitam, inclusive, um bloqueio da BR-317 como forma de protesto pela solução do impasse.
“Esse grupo tem o único objetivo de reclamar melhorias para o setor do agronegócio no nosso município no que diz respeito à infraestrutura dos ramais e pontes, além dessa travessia que é de fundamental importância para todos, sem atingir ninguém politicamente ou falar de partido A ou B”, disse um dos membros.
A reportagem entrou em contato com o diretor-presidente do Deracre, Petrônio Antunes, na manhã desta quarta-feira, para que ele se manifestasse sobre o assunto. Ele informou que naquele momento estava em um evento, prometeu retornar logo em seguida, mas isso não aconteceu até o fechamento desta nota.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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