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Protagonismo feminino, modernização e trabalho comunitário marcam 2024 na PMAC
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Joabes Guedes
O ano de 2024 foi marcado por conquistas históricas para a Polícia Militar do Acre (PMAC), que consolidou seu papel como uma instituição essencial para a segurança pública e para o fortalecimento do estado. A instituição, que atingiu o marco de 108 anos em maio, implementou diversas iniciativas que fortaleceram a relação com a comunidade, fomentaram sua modernização e ampliaram os serviços prestados. Foram várias as frentes de atuação, sobretudo nas áreas sociais, de infraestrutura, tecnologia e capacitação. O protagonismo feminino nas fileiras da PMAC ganhou um capítulo à parte, com a nomeação de uma mulher, pela primeira vez em mais de 100 anos, ao cargo de comandante-geral.

Os investimentos do governo do Estado ao longo do ano, com valores que superam 19 milhões de reais, possibilitaram a aquisição de tecnologias, a modernização da infraestrutura e a otimização das operações e do atendimento à população. A compra de geradores de energia, mobiliário, armamentos modernos, equipamentos e sistemas de comunicação proporcionou uma gestão e atuação mais eficiente no combate à criminalidade. Além disso, a instituição recebeu mais de R$ 300 mil em emendas parlamentares estaduais, que serão empenhadas até o final do exercício, e executou quase R$ 1 milhão em convênios com a Prefeitura de Rio Branco, o que resultou no reforço do policiamento, por meio do pagamento de bancos de horas aos militares.

O comando da corporação deu início, com base no planejamento estratégico institucional, a ações que impactam as comunidades mais distantes e isoladas, e fortaleceu a relação com a população e lideranças dessas localidades. Como exemplo, o lançamento do Patrulhamento Comunitário Rural levou segurança para as regiões mais afastadas, entre elas a Transacreana e a zona rural do município de Xapuri, com viaturas modernas, comunicação via satélite e profissionais especializados.

O então comandante-geral, coronel Luciano Dias Fonseca, destaca que os avanços experimentados são reflexos do compromisso de cada policial militar e do apoio indispensável do governo do Estado. “Estamos no caminho, construindo uma Polícia Militar cada vez mais qualificada, humana e conectada às necessidades da sociedade acreana. Reforçamos o que consideramos essencial: a proximidade com a nossa comunidade. E cada investimento, seja em equipamentos, infraestrutura ou na formação de nossos policiais, teve um olhar voltado para o cidadão, onde enxergamos não apenas números ou índices, mas vidas que dependem do nosso trabalho diário”, disse.

Impacto social
Os projetos sociais também foram um dos pilares da atuação da PMAC. O Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que completou 25 anos em 2024, alcançou comunidades indígenas e áreas urbanas, promovendo cidadania e conscientização de centenas de alunos sobre prevenção às drogas. Além disso, a parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) garantiu maior segurança nas escolas e fortaleceu a relação entre a polícia e a comunidade escolar.

Em outras frentes, iniciativas como o Festival de Pipas, realizado na parte alta da cidade de Rio Branco, e a participação no projeto Juntos pelo Acre, promovido em parceria com diversos órgãos e setores do governo, uniram educação e conscientização para um convívio social mais harmonioso.
O policiamento comunitário, intensificado em todo o estado, mudou a realidade de bairros com altos índices de criminalidade, como o Complexo Habitacional Cidade do Povo, que vivia disputas territoriais por organizações criminosas. Atendida pela Coordenadoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos (CPCDH), da PMAC, essa comunidade viu os números negativos despencarem e passou a colecionar histórias positivas.
Valorização e capacitação profissional
Em 2024, a Polícia Militar intensificou a formação e a capacitação dos seus profissionais. Pelo menos 1.197 policiais militares, oficiais e praças passaram por um dos 28 cursos de formação realizados pela instituição, enquanto outros 67 foram enviados para cursos e especializações fora do estado. Cursos pioneiros, como o 1º Curso de Trânsito Aplicado do Acre, em parceria com o Detran-AC, e a formação de novos oficiais de saúde, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) representaram avanços históricos na qualificação do efetivo.
Seguindo a política de valorização profissional, ao longo do ano, a instituição promoveu 214 policiais militares, oficiais e praças a novos postos e graduações. Os militares foram qualificados para novas funções e atribuições dentro dos seus quadros de carreira.
Pioneirismo
O ano de 2024 ficará marcado na história da PMAC pelo protagonismo feminino. Pela primeira vez, uma mulher, a coronel Marta Renata Freitas, assumiu o subcomando da instituição e, posteriormente, o comando-geral, representando um marco na luta pela igualdade de gênero dentro da segurança pública. Foi um período em que diversas mulheres assumiram o comando de batalhões de áreas, unidades especializadas, principais diretorias e assessorias da PM. Esse avanço é reflexo de um trabalho de décadas, que tem valorizado a presença feminina em cargos de liderança.

Olhar para o futuro
Com um histórico de conquistas e uma trajetória marcada por avanços, a PMAC encerra 2024 com o olhar voltado para o futuro. A transição histórica de comando reflete a continuidade de um trabalho sólido e inovador. O compromisso com a modernização, a eficiência e a proximidade com a comunidade são pilares que permanecem firmes, mesmo diante dos desafios que ainda precisam ser superados.
Para a atual comandante-geral, coronel Marta Renata Freitas, com o apoio do governo do Estado e da sociedade civil, a Polícia Militar está pronta para enfrentar os desafios futuros e contribuir para a construção de um Acre mais seguro para todos. “Nossa instituição é uma força viva, que cresce a cada desafio. Temos muito a melhorar e evoluir para seguir avançando. Olhar para o futuro é enxergar além do hoje, reconhecendo desafios, mas também as oportunidades que o amanhã nos reserva. É planejar com responsabilidade, acreditando no poder da transformação e na capacidade humana de construção. O futuro nos intima a inovar e caminhar com coragem para superar os limites e barreiras que a vida apresenta”, concluiu a comandante.
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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