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PS de Rio Branco entra em colapso e pacientes são medicados dentro de ambulâncias do Samu

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O maior hospital de urgência e emergência do Acre, o pronto-socorro de Rio Branco, entrou em colapso total na noite de quinta-feira (15).

A reportagem recebeu diversas reclamações que partiram dos pacientes, acompanhantes e até mesmo de profissionais da saúde que, segundo eles, estavam impossibilitados de trabalhar naquelas circunstâncias.

Todas as salas do trauma e enfermarias estavam lotadas, até nos corredores da unidade de saúde haviam macas com pacientes.

Segundo o relato de um profissional da saúde que pediu para não se identificar, o hospital estava tão lotado que as ambulâncias do Samu já não estavam mais conseguindo deixar os pacientes porque não havia mais espaço e muito menos maca para acomodar os infermos.

Uma ambulância que veio do município de Epitaciolândia estava com pacientes politraumatizados no interior do veículo há mais de 12 horas, aguardando uma maca serem liberados e ter uma vaga no setor de emergência do trauma. Enquanto isso, os pacientes receberam a medicação dentro da ambulância. Familiares estavam revoltados pela situação e pediram à imprensa noticiar o fato.

Outros acompanhantes disseram que estavam mais de 10 horas sem notícias dos seus parentes, pois não puderam ficar com seus entes queridos porque o PS já estava lotado.

Para aumentar ainda mais a angústia e a revoltada da população, os seguranças foram tirados e o transtorno ficou maior, pois algumas portas de acesso ao interior do hospital tiveram que ser fechadas, e muitos usuários de entorpecentes resolveram intimidar os acompanhantes em busca de dinheiro para comprar drogas. Com a saída desses vigilantes, a segurança da unidade ficou totalmente fragilizada e exposta à ocorrências mais graves na área policial.

A reportagem entrou em contato com a direção do pronto-socorro de Rio Branco que emitiu uma nota para esclarecer os fatos, veja a nota:

Acerca da reportagem, que afirma que o Pronto Socorro está em “colapso”, a Direção da unidade vêm à público apresentar os seguintes esclarecimentos:

1. O Hospital de Urgência e Emergência – Pronto Socorro de Rio Branco é uma unidade de referência em atendimento de alta complexidade, realizando em média 9000 atendimento por mês. São cerca de 300 entradas por dia de pacientes das mais diversas especialidades, referenciados de outras unidades, trazidos pelo SAMU e por demanda própria. Este perfil é o regular para a instituição.

2. Nas últimas semanas, com o avanço da vacinação e a retomada de serviços, comércios e diversas atividades que encontravam-se suspensas pela pandemia de Covid-19, houve um sensível aumento na procura de pacientes por atendimento.

3. Com isso, na noite de 16/07/2021, houve uma superlotação pontual de pacientes em atendimento concomitante, situação que foi amenizada com a referência de diversos casos para outras unidades de saúde, inclusive UPAs e Fundhacre.

4. Acerca da presença de acompanhantes no interior do hospital, insta frisar que, a fim de preservar as normas sanitárias e de controle de infecção hospitalar, os setores de cuidados mais críticos e complexos não comportam a presença destes, independentemente do quantitativo de pacientes em atendimento.

5. Acerca da vigilância que foi mencionada, esclarecemos que o contrato com a Empresa Protege está em negociação pela Secretaria de Estado de Saúde, a qual providenciou, junto à Polícia Militar, a intensificação de rondas, não somente no PS, nas em todas as unidades de saúde em que tais vigilantes atuavam.

6. Por fim, esta Direção reafirma seu compromisso com a saúde da população, e informa que está tomando todas as medidas administrativas possíveis para lidar com o súbito aumento da demanda por atendimento, primando sempre pela integridade e restabelecimento da saúde dos pacientes que buscam o Pronto Socorro.

Atenciosamente,

Areski Peniche
Gerente Geral do Pronto Socorro

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