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PTI de Imran Khan ameaça fechar o Paquistão se ex-PM ‘maltratar’ na prisão | Notícias de Imran Khan
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Islamabad, Paquistão – O principal partido da oposição no Paquistão ameaçou uma paralisação nacional para “livrar-se do governo” se as autoridades continuarem o que alega serem os maus-tratos ao seu fundador, o ex-primeiro-ministro Imran Khan, que esteve na prisão desde agosto do ano passado.
Ali Amin Gandapur, ministro-chefe da província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste, e líder sênior do partido paquistanês Tehreek-e-Insaf (PTI), emitiu o “aviso” na segunda-feira ao governo federal e ao governo da província de Punjab, ambos liderado pelo partido Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PMLN) do primeiro-ministro Shehbaz Sharif.
“Imran Khan não recebe comida. A eletricidade de sua cela está suspensa. Ele não tem permissão para conhecer pessoas. Estou lhe dando um aviso: se isso continuar, estamos planejando fechar o Paquistão e nos livrar deste governo”, disse ele em uma mensagem de vídeo postada no X.
Gandapur divulgou o comunicado enquanto as irmãs de Khan, Aleema e Uzma Khan, se encontravam com o líder encarcerado na prisão de Adiala, em Rawalpindi, Punjab, na segunda e terça-feira. Mais tarde, eles disseram aos repórteres que estavam preocupados que seu irmão estivesse sendo “maltratado” pelas autoridades.
Na quarta-feira, uma mensagem atribuída a Khan foi postada em sua conta X, na qual o político de 72 anos dizia estar sendo submetido a “tortura mental” sob custódia. “Eu não tinha permissão para sair. Meus médicos, familiares e advogados foram proibidos de me visitar por várias semanas”, dizia a mensagem.
O líder do PTI, Sayed Zulfi Bukhari, disse à Al Jazeera na quarta-feira que o partido está planejando lançar um grande protesto em Peshawar, capital de Khyber Pakhtunkhwa, nos próximos dias. “Este será o início da nossa mobilização em todo o país com o único objectivo de garantir a sua libertação (de Khan)”, disse ele.
Bukhari disse que Khan é um “líder corajoso e corajoso” que “nunca reclamou de sua saúde”.
“No entanto, suas irmãs confirmaram que Khan não teve permissão para se encontrar com pessoas durante duas semanas, que não havia eletricidade em sua cela e que ele não teve permissão de sair ou fazer exercícios. A alimentação que lhe foi dada era inadequada”, acrescentou.
Depois de Khan ter sido destituído do poder em 2022, num voto parlamentar de censura, foi acusado e preso em dezenas de casos, incluindo sedição e “terrorismo”, pelo governo liderado por Sharif, que sucedeu ao jogador de críquete que se tornou político. Embora Khan tenha recebido fiança e sido absolvido em vários casos, ele continua atrás das grades, o que o PTI diz ser uma manobra para impedir o seu regresso ao poder.
O partido de Khan acusou o governo e os poderosos militares do Paquistão de uma campanha para mantê-lo preso. O governo e os militares, que outrora apoiaram a ascensão política de Khan, negaram as acusações.
O PTI expressou repetidamente preocupação com o bem-estar de Khan na prisão, dizendo mesmo que a sua vida estava em perigo.
Em 15 de outubro, as alegações do partido da oposição foram repetidas pela ex-esposa de Khan, Jemima Goldsmith, residente em Londres, que, numa publicação viral no X, sinalizou alguns “desenvolvimentos sérios e preocupantes” sobre o bem-estar do pai dos seus dois filhos.
“Recebemos relatos de que as autoridades desligaram as luzes e a eletricidade da sua cela e ele não está mais autorizado a sair da cela a qualquer momento. O cozinheiro da prisão foi mandado de licença. Ele está agora completamente isolado, em confinamento solitário, literalmente no escuro, sem contacto com o mundo exterior”, escreveu ela, acrescentando que os advogados de Khan estavam preocupados com a sua segurança.
Em Julho, um grupo de trabalho das Nações Unidas para os direitos humanos também emitiu um comunicadodizendo que Khan foi preso arbitrariamente em violação do direito internacional e exigindo a sua libertação imediata.
As preocupações do PTI seguiram-se a uma ordem governamental de 4 de Outubro que proibia visitantes na Cadeia de Adiala devido a “preocupações de segurança”. A ordem foi emitida dias antes Paquistão hospedado a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) na sua capital, Islamabad, de 15 a 16 de Outubro, que contou com a reunião do primeiro-ministro chinês Li Qiang e de outros líderes da região na cidade.
O PTI já havia convocado um protesto perto do prédio do parlamento do Paquistão, em Islamabad, em 15 de outubro, para exigir a libertação de Khan, bem como para se opor a uma emenda constitucional que dá ao parlamento o poder de nomear o juiz superior do Supremo Tribunal. A emenda foi aprovada em 21 de outubro.
No entanto, o partido da oposição cancelou o seu protesto depois de o governo ter enviado uma equipa médica para verificar Khan na prisão. Os médicos atenderam Khan e relataram que ele estava com “boa saúde”.
Autoridades em Adiala disseram esta semana que as reuniões de Khan com seus familiares, advogados e líderes partidários foram retomadas.
Na semana passada, a esposa de Khan Tia Bushraque também estava presa desde janeiro, foi libertada depois de receber fiança em um caso relacionado à venda ilegal de presentes recebidos por Khan e seu governo quando ele estava no poder de 2018 a 2022.
Alguns analistas paquistaneses disseram que a ameaça do PTI de um encerramento nacional revela uma “falta de estratégia”. Majid Nizami, um analista político baseado em Lahore, disse à Al Jazeera que os líderes do PTI não têm coesão em termos de qual deveria ser a sua linha de acção.
“Alguns líderes sugerem agitação e estão tentando fazer o papel de vítima de Khan estar na prisão e querem lançar um movimento. Não creio que haja qualquer preocupação com a saúde, mas está apenas a ser usada para ganhar terreno político”, disse ele.
Talat Hussain, outro comentarista político, expressou ceticismo em relação à declaração em vídeo de Gandapur.
“Parece familiar e todos nós já estivemos lá, vimos e ouvimos tudo. Ele está tentando permanecer na luta pelo poder dentro do PTI. Isso tudo é conversa e não caminhada”, disse o analista à Al Jazeera.
Nizami acredita que a ameaça de Gandapur foi dirigida mais aos trabalhadores do PTI para mantê-los “motivados”.
“Nos últimos seis meses, o PTI tentou diversas vezes lançar agitações em todo o país, mas não conseguiu criar um impacto que pudesse pressionar o governo. Isso talvez esteja levando à frustração na liderança do PTI”, disse ele.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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