ACRE
Putin não nega que a Coreia do Norte enviou soldados para a Rússia | Vladímir Putin
PUBLICADO
2 anos atrásem
Patrick Wintour Diplomatic editor
Vladimir Putin evitou as alegações de que a Coreia do Norte enviou soldados para a Rússia, insistindo que cabia a Moscovo a forma de executar a sua cláusula de defesa mútua com Pyongyang.
Falando no encerramento a cimeira dos Brics em Kazan, na quinta-feira, ele acusou o Ocidente de intensificar a guerra na Ucrânia e disse que estava “vivendo uma ilusão” se pensasse que poderia infligir uma derrota estratégica à Rússia.
Os EUA disseram ter visto evidências de que Coréia do Norte enviou 3.000 soldados para a Rússia para possível destacamento na Ucrânia, uma medida que poderá constituir um desafio fundamental para a Ucrânia devido à sua escassez de mão-de-obra.
Questionado por um repórter sobre imagens de satélite que aparentemente mostram movimentos de tropas norte-coreanas, Putin disse: “As imagens são uma coisa séria. Se existem imagens, então elas refletem alguma coisa.”
Ele repetiu as suas afirmações de que o Ocidente tinha escalado a Ucrânia crise e disse que os oficiais e instrutores da OTAN estavam diretamente envolvidos na guerra da Ucrânia.
“Sabemos quem está presente lá, de quais países europeus da Otan e como eles realizam esse trabalho”, disse Putin.
Os EUA e a Coreia do Sul afirmaram que as tropas norte-coreanas chegaram à Ucrânia e, embora Putin possa estar a ser deliberadamente ambíguo para baixar o moral da Ucrânia, também é surpreendente que ele não tenha negado as acusações, dada a oportunidade de alto perfil para o fazer.
Nenhum colega líder do Brics levantou a questão em público durante a cimeira, que em vez disso ouviu vagos apelos à moderação.
O secretário-geral da ONU, Antônio Guterresaproveitou o seu discurso para apelar a uma “paz justa”.
Guterres esteve na Rússia pela primeira vez desde abril de 2022 e deveria manter conversações privadas sobre a Ucrânia com Putin no final do dia. Moscovo procura utilizar o fórum para construir uma frente unida de economias emergentes que utilizem alternativas ao dólar com o qual negociar.
Numa breve passagem sobre a Ucrânia, o chefe da ONU disse: “Precisamos de paz na Ucrânia – uma paz justa, em conformidade com a Carta da ONU, o direito internacional e a resolução da assembleia geral (da ONU).
Ele disse: “devemos defender os valores da Carta das Nações Unidas, o Estado de direito e os princípios de soberania, integridade territorial e independência política de todos os estados”. Ele não fez nenhuma referência às tropas norte-coreanas.
É a primeira vez que Guterres se encontra com Putin desde que o Tribunal Penal Internacional emitiu, em março de 2023, um mandado de prisão do líder russo por causa do rapto de crianças na Ucrânia e do seu transporte para a Rússia. Guterres foi criticado pela reunião pelo Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia especialmente porque rejeitou um convite para participar numa cimeira de paz patrocinada pela Ucrânia este Verão.
Guterres exortou os membros dos Brics a não verem a organização como uma alternativa à ONU, dizendo: “Nenhum grupo e nenhum país pode agir sozinho ou isoladamente. É necessária uma comunidade de nações, trabalhando como uma família global, para enfrentar os desafios globais”.
Putin afirmou que a emergência de uma “ordem mundial mais justa” está a ser dificultada por “forças acostumadas a pensar e agir na lógica da dominação sobre tudo e todos”. Ele disse que os apoiantes estrangeiros de Kiev já não escondem o seu objectivo de infligir uma derrota estratégica ao nosso país.
Putin disse: “Só aqueles que não conhecem a história da Rússia podem acreditar nisso, porque não levam em conta a unidade e a força de espírito dos russos forjada ao longo dos séculos”.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
7 dias atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
Relacionado
ACRE
Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
7 dias atrásem
16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE7 dias agoUfac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
ACRE7 dias agoUfac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoEstudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login