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Qual tamanho que queremos para o nosso Estado?

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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É preciso uma discussão madura sobre desestatização.

Vinicius Poit

Operários trabalham na fábrica estatal de preservativos Natex, em Xapuri (AC)
Operários trabalham na fábrica estatal de preservativos Natex, em Xapuri (AC) – Yasuyoshi Chiba – 7.out.14/AFP
Fiquei completamente inconformado ao ler, nesta Folha, reportagem sobre o fechamento de uma fábrica estatal que produzia camisinhas no Acre.

A indignação não aconteceu pelo encerramento das atividades do negócio em si. Afinal, essa empresa nem deveria ter sido criada com dinheiro público. Fiquei chocado exatamente pelo contrário, por tomar conhecimento de que essas empresas estatais ainda existam no Brasil.

A verdadeira função do Estado é adotar políticas públicas para mitigar riscos e atacar gargalos sociais. Por exemplo: distribuir camisinhas é uma ação importante para atacar a proliferação de doenças, entre outras coisas. E isso é função do governo. Mas não é função do Estado ter uma própria empresa, com linha de produção própria para fabricar esses produtos. É uma deturpação da função primordial do Estado, que é cuidar do cidadão.

Por que nós, contribuintes, temos de arcar, obrigatoriamente, com essas empresas? Por que nosso imposto é direcionado para bancar negócios de governos incompetentes?

Reportagens como essa nos fazem refletir sobre o tamanho do Estado que queremos. Apenas na esfera federal, pasmem, são cerca de 150 estatais, 40 delas fundadas nos governos Dilma e Lula, sendo a grande maioria deficitária. São empresas públicas que contam com cerca de 520 mil cargos para apadrinhados políticos e que direcionam verba para seus respectivos sindicatos.

Apenas para ficar em alguns exemplos de empresas bancadas com o nosso dinheiro que não deveriam existir, cito a EPL (Empresa de Planejamento e Logística), responsável por tocar o fracassado projeto do trem-bala que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro para a abertura da Copa de 2014.

A expectativa é que apenas essa empresa consuma, até o final do ano, R$ 69 milhões do Orçamento público —quase metade para pagar salários e encargos de 140 funcionários e fornecedores. A situação da EPL se repete em várias outras estatais, como Petrobras e Correios.

Além disso, o nosso dinheiro banca indústrias como a Ceitec, que resumidamente produz chip para gado, a Citepe, de fibra de poliéster, e até empresas do setor clássico da iniciativa privada, como o de comércio e serviços. Sem contar as instituições financeiras e bancárias dos governos que emprestam dinheiro barato para amigos dos próprios governantes para que eles enriqueçam juntos às nossas custas. 

Imaginem como a saúde, a segurança e a educação poderiam melhorar caso recebessem a verba direcionada atualmente para essas centenas de estatais. Aliás, é exatamente nessas três áreas apenas que o governo deveria se concentrar, deixando todos os outros assuntos para a iniciativa privada.

Portanto, os argumentos financeiros por si só já bastariam para a sociedade ter uma discussão madura sobre desestatização. No entanto, podemos falar o quanto o ambiente das estatais favorece a corrupção, com emparelhamento, indicações políticas e falta de fiscalização. Basta lembrar as dezenas de escândalos recentes na mídia que envolvem essas empresas.

Os acordos ilícitos de triangulação de recursos para abastecer campanhas eleitorais também estão sendo mostrados, além da total falta de transparência e o completo descontrole sobre o desempenho dessas empresas. 

Dito isso, as grandes perguntas que todos deveriam fazer são: qual é o tamanho que queremos para o nosso Estado e qual deve ser a sua atuação? É uma discussão que precisa começar já.

Vinicius Poit

Líder do Movimento RenovaBR, formado em administração de empresas e candidato a deputado federal pelo Partido Novo (SP)

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ARTIGOS

Com apenas 50 dias, Governo Gladson Camelli já se tornou antipatizado pela população

Bakunin Acriano, o Eremita, via Acrenoticias - Da Amazônia para o Mundo!

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Foto de capa: Gladson Cameli na tribuna do Senado Federal.

O Governador eleito do Acre, Gladson Cameli, está no início do seu mandato com apenas cinquenta dias, e já conseguiu criar uma grande antipatia da população.

Em rodas de conversas, os aliados veteranos de Camelli, já evidenciam grande nível de insatisfação com o jovem governador; a grande maioria afirma se as eleições fossem hoje o mesmo não teria apoio deles; nas redes sociais, as críticas são muitas, principalmente quando sai portaria de pessoas que eram petistas, e hastearam a bandeira do PT nas últimas eleições.

As reclamações são constantes. No quesito, órgãos públicos, o abandono de prédios e obras é corriqueiro, desde a gestão de Tião Viana (PT).

Nesses 50 dias, nos municípios do interior, a falta de comando é a principal das reclamações. Grande maioria dos setores encontra-se sem gerência ou sem chefia.

Não se sabe o que está acontecendo com o Jovem Governador que prometeu mudança, mais até agora não aconteceu; apenas uma gestão conturbada em tão pouco tempo; comentam os mais experientes da política, que o final desse Governo será trágico.

Perdeu muito aliados, como o Prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, considerado melhor prefeito do acre. Mazinho foi quem deu maior votação proporcionalmente ao candidato Camelli, tendo eleito sua esposa, Meire Serafim, a mulher mais votada para deputada estadual, em 2018.

O jovem deputado Roberto Duarte, do MDB, já sinaliza que não vai acompanhar os passos do Governo Progressista.

Gladson tem dado guarida e boas vindas à antiga turma que se regozijava com o PT. Agraciando com cargos e nomeando mulheres de deputados, filho de senador, ex-Prefeitos, e ex defensores da bandeira vermelha. Enquanto os militantes que o elegeu estão ‘bestializados’, mirando o navio que passa com novos tripulantes.

Talvez, o maior erro de Gladson Cameli, foi nomear Ney Amorim (sem partido) para seu governo. Não em razão de suas habilidades políticas ou técnicas, mas em razão do que ele representou no passado, e a incógnita que representa para o futuro. Durante muitos anos, Ney defendeu o PT, apesar de todos os escândalos, discretamente, mas defendeu. 

O resultado já se sente nas redes sociais: o Governo do Progressista já padece com a baixa popularidade em tão pouco tempo.

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Opinião

Opinião: Um governo desajustado

Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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“Não olharei para cores partidárias.” Tal frase foi repetida mais de 13 vezes pelo governador Gladson Cameli em 2018 durante o pleito que culminou com sua eleição. Promessa cumprida.

Ney Amorim é a ponte entre o Palácio Rio Branco e a Assembleia Legislativa. Ocupa nos bastidores uma das mais importantes funções de um governo, a de articulador político.

Ao escolher o ex-petista para sentar ao seu lado, o chefe do Palácio admite, ainda que não não declare diante das câmeras, a incapacidade de seus aliados oposicionistas.

O primeiro escalão de Gladson Cameli segue o exemplo do chefe. Não se importa com “cores partidárias” e enche as secretarias de petistas e ex-integrantes da extinta Frente Popular que ocuparam cargos nas gestões vianistas dos últimos 20 anos.

Semana passada o governo que começou há um mês apresentou sua identidade visual com as cores verde, branca, amarela e azul.

O vermelho, que relembra o PT, os Viana e companhia, deve ser banido dos veículos (incluindo a enorme estrela do helicóptero do Estado), as repartições públicas, fardamentos e fachadas, mas o governo continua com um certo DNA petista carregado por algumas figuras nomeadas.

Afinal, como bem diz o slogan, é um “governo de todos”.

São só 30 e poucos dias de um governo com nomeações questionáveis, desarticulação política, desajustes, gestão desconexa e com responsabilidades terceirizadas.

E a insegurança? “Continua tudo sob controle”, digo, descontrole.

Por: Luciano Tavares/Notícias da Hora.

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ARTIGOS

Em e-book juvenil, professor aponta impacto da implantação das cotas na UFES em 2007

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Em Melanie, Maxwell dos Santos conta a história de Melanie, uma jovem sonhadora da periferia de Vitória que sonha em ser médica e mostra os bastidores da indústria dos cursinhos, no tocante à luta pela aprovação nas carreiras de maior prestígio, como Medicina, Direito e Engenharias.

O ano é 2007. Melanie, 18 anos, jovem moradora do Bairro da Penha, tem o sonho de ser médica. Ela faz a prova de seleção para o Projeto Universidade para Todos(PUPT), à época, gerido pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida.

Sua vida é radicalmente transformada quando é atropelada com seu irmão Juninho, sua prima Bárbara e o frentista Carlinhos num posto de gasolina por dois rapazes que estavam participando de um racha. A prima e o irmão morrem, assim como o frentista. Mesmo com esses problemas, ela dá a volta por cima e ainda ganha uma bolsa de estudos no cursinho mais caro da cidade: o Lamarck.

Naquele ano, a UFES institui cotas de 40% para alunos de escolas públicas. No texto, o autor mostra a repercussão da medida entre os alunos de escolas públicas, os alunos da rede privada e os donos de cursinhos, que veem nas cotas uma ameaça aos seus lucros, principalmente nas áreas de Medicina, Direito e Engenharias. Há confronto ideológico entre os alunos das duas redes na UFES e Melanie é vítima de discriminação pelas colegas de cursinho.

 Será que a jovem alcançará sua meta?

 A obra, que teve sua primeira edição em 2013, ganhou uma nova edição em 2018, revista e ampliada, com prefácio da doutora em Semiologia pela UFRJ, escritora, professora titular do IFES e pesquisadora Andréia Delmaschio, apresentada por Nelson Martinelli Filho, professor do IFES e doutor em Estudos Literários pela UFES, foi relançada no dia 12 de dezembro na biblioteca do Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Vitória.

Melanie está disponível para download gratuito, em http://bit.ly/melanieedicao2018 (PDF), http://bit.ly/melanieedicao2018mobi (MOBI – para Kindle) e http://bit.ly/melanieedicao2018epub (EPUB  – Lev, Kobo, iPhone, iPad e Android).

Em breve, Melanie ganhará uma versão em áudio, focada nos deficientes visuais e para aqueles que não têm tempo ou paciência de ler um livro. O autor, no momento, está em prospecção de recursos para viabilizar a publicação de Melanie em meio impresso e quem tiver interesse em ajudar, basta ligar para (27) 99943-3585.

Sobre o autor

Maxwell dos Santos nasceu em Vitória/ES em 1986 e mora na referida cidade. É jornalista, designer gráfico e servidor público da Prefeitura de Cariacica desde 2017, além de professor de Literatura Brasileira em cursinhos populares. É técnico em Multimídia pelo CEET Vasco Coutinho, licenciando em Letras/Português pelo IFES e em História pela Uninter. É autor dos livros As 24 horas de Anna Beatriz, Ilha Noiada, Melanie, Amyltão Escancarado, Comensais do Caos, #cybervendetta e Empoderando-se.

 

Relações com a imprensa

Maxwell dos Santos – Jornalista MTE/ES 2605

[email protected]

+55 27 3100-8133 / +55 27 99943-3585

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