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Qualidade do ar melhora no Acre, mas queimadas voltam a aumentar nas últimas 48h
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5 anos atrásem
Depois de uma sensível queda nos índices de focos de queimadas na virada de agosto para setembro, os números voltaram a aumentar no Acre a partir desta quinta-feira, 2, de acordo com os últimos dados do programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Nas últimas 48 horas, o estado registrou 220 focos de queimadas, o maior índice nesse período entre todas as unidades da federação. No ano, o total chegou a 3.933 focos, entre 1º de janeiro e 2 de agosto. O acumulado é 2% menor do que o total de ocorrências registradas no ano passado no mesmo período.
Na atualização dos dados do INPE por municípios do Brasil com mais focos de queimadas nas últimas 48 horas, aparecem quatro acreanos entre os 10 primeiros: Feijó, com 34; Xapuri, com 28; Rio Branco, com 26; e Sena Madureira, com 25.
Mesmo assim, a qualidade do ar na maior parte dos municípios acreanos continua abaixo dos níveis registrados na última quinzena de agosto, quando a concentração de material particulado fino (Raw PM 2,5 µg/m³) chegou a atingir níveis preocupantes para a saúde humana.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o limite é de 25 µg/m³ para partículas de até 2,5 µm/m³ , na média para 24 horas de exposição, e de 10 µg/m³ para a média anual.
Nesta quinta-feira, a Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do Acre mostrou uma média para um dia, na maioria dos municípios acreanos, dentro da escala de 12 a 35 µg/m³ (microgramas por metro cúbico) de material particulado o que indica que a qualidade do ar é aceitável.
No entanto, se expostos por um período de 24 horas ou mais a essas condições de poluição atmosférica, pode haver problemas de saúde moderados para um número muito pequeno de pessoas, especialmente as mais sensíveis.
Na segunda metade de agosto, alguns municípios do Acre tiveram média diária dentro da escala de 55 a 150 µg/m³, nível em que todos podem começar a sofrer efeitos na saúde se expostos por 24 horas. Grupos mais sensíveis podem experimentar efeitos mais graves à saúde.
A pesquisadora Sonaira Souza, da Universidade Federal do Acre (UFAC), confirma tanto a melhora nos níveis da qualidade do ar quanto do retorno do crescimento das queimadas que, segundo ela, devem continuar, apesar de uma previsão de chuvas mais frequentes em setembro.
“Sim, melhorou um pouco, sim. Deu um super alívio, mas o cheiro de fumaça já é sentido novamente nesses últimos dois dias. A tendência é termos mais chuvas pontuais, entretanto mais frequentes em setembro, mas mesmo com as chuvas as queimadas devem continuar”, afirmou.
Sonaira Souza é uma das pesquisadoras envolvidas no projeto da maior rede de monitoramento da qualidade do ar da Amazônia, que começou a operar no Acre em 2019. São 30 sensores distribuídos nas sedes dos 22 municípios do Acre, com a disponibilização de dados em tempo real e de forma gratuita.
Esta ação foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) em parceria com a Universidade Federal do Acre (UFAC), o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFAC), além de prefeituras do estado, entre outras instituições.
Com informações de Ac24horas
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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