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Quase 500 lobistas de captura de carbono tiveram acesso à cúpula climática Cop29 | Cop29
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2 anos atrásem
Dharna Noor in Baku
Pelo menos 480 lobistas que trabalham na captura e armazenamento de carbono (CCS) tiveram acesso à cimeira climática da ONU, conhecida como Cop29o Guardião pode revelar.
Isto significa mais cinco lobistas do CCS do que os que estavam presentes negociações climáticas do ano passadoapesar do número total de participantes ter diminuído significativamente de cerca de 85.000 para cerca de 70.000.
Lobistas do CCS na Cop29 em Baku, Azerbaijãosuperam em número as principais delegações nacionais de nações poderosas, incluindo os EUA e o Canadá. Quase metade dos lobistas teve acesso como membros de delegações nacionais, proporcionando-lhes maior acesso às negociações, incluindo 55 que foram convidados como “convidados” pelo governo do Azerbaijão, que acolhe a cimeira do clima deste ano, e dado o que alguns na conferência estão chamando de “tratamento no tapete vermelho”.
O número, calculado pelo Centro de Direito Ambiental Internacional (CIEL) e partilhado exclusivamente com o Guardian, surge no meio da preocupação dos activistas de que a cimeira do clima esteja a apresentar demasiado “falsas soluções”.
“Estamos testemunhando uma lavagem verde dos combustíveis fósseis por parte daqueles que tentam atrasar a inevitável eliminação dos combustíveis fósseis”, disse Rachel Kennerley, ativista do CIEL. “Esta grande presença de lobistas é uma confirmação de que a indústria de captura de carbono está a trabalhar arduamente para promover a equivocada tecnologia CCS. Mas os governos e as empresas simplesmente não podem “limpar” o seu carvão, petróleo e gás através da captura e da “gestão” das emissões.”
Na sexta-feira, foi revelado que 1.773 lobistas de carvão, petróleo e gás tiveram acesso às negociações sobre o clima, incluindo 132 convidados pelo país anfitriãocomo relatou o Guardian.
A CCS foi fortemente promovida na Cop29 e também teve grande destaque nos planos nacionais de descarbonização apresentados esta semana, incluindo o do Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos.
A indústria de petróleo e gás há muito defende a CCS. Se for tratado como um veículo principal para a descarbonização, poderá permitir que as empresas continuem a vender combustíveis fósseis e, assim, preservem os seus principais modelos de negócio.
Mas os ativistas há muito ridicularizam a tecnologia, observando que ela ainda não existe em escala e os danos locais da extração de combustíveis fósseis, e que pode ser perigoso. E apesar de ser considerado uma solução climática, até agora tem sido utilizado principalmente para recuperar carbono de poços de petróleo e depois injectá-lo de volta no subsolo para ajudar a extrair mais combustível de campos esgotados – um processo conhecido como recuperação melhorada de petróleo.
O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, a principal autoridade climática do mundo, afirmou que a CCS – ou CCUS, que inclui a “utilização” de carbono para a produção de fertilizantes ou para a recuperação melhorada de petróleo – deve desempenhar um papel nos planos globais de descarbonização. Mas no ano passado, o líder do grupo disse que a dependência excessiva das tecnologias poderia levar o mundo a ultrapassar os pontos de inflexão climáticos.
Em 2022, a organização de pesquisa Institute for Energia A Análise Económica e Financeira descobriu que os projetos de captura de carbono com baixo desempenho superavam os bem-sucedidos por largas margens. Este ano, descobriram que é pouco provável que a utilização de combustíveis fósseis com captura e armazenamento de carbono seja economicamente competitiva com soluções baseadas em energias renováveis.
“O número significativo de lobistas da CCS na Cop29 destaca o investimento substancial da indústria dos combustíveis fósseis na tentativa de garantir o seu futuro, apesar da necessidade urgente de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis”, disse Kennerley. “Investir nesta tecnologia cara e não confiável irá reter combustíveis fósseis e desperdiçar tempo e dinheiro preciosos que não podemos pagar. O transporte e armazenamento de CCS em grande escala também acarreta riscos significativos para a saúde e a segurança.”
Negociadores aprovados regras sobre a utilização dos mercados de carbono no primeiro dia de negociações desta semana. As regras do mercado de carbono enquadram-se no artigo 6.º do acordo climático de Paris de 2016, e uma subsecção do artigo 6.º permite que os créditos de carbono resultem de reduções e remoções de emissões. O CIEL está preocupado que a subsecção possa abrir a porta para uma maior dependência da CCS. E os ativistas temem que os lobistas estejam a pressionar os negociadores para que estabeleçam regras que possam aumentar o financiamento para as tecnologias.
Para a análise, o CIEL se debruçou sobre a lista da ONU de indivíduos registrados para participar da Cop29 e divulgou afiliações, totalizando todos aqueles que estiveram envolvidos em projetos CCS e CCUS conforme banco de dados da Agência Internacional de Energia, e outras empresas e organizações que possuem registro público. registro defendendo as tecnologias.
Documentos da indústria de combustíveis fósseis divulgados por uma investigação do Congresso dos EUA em 2021 sugerem que os chefes do petróleo estão há muito conscientes das limitações do CCUS – e do seu potencial como tábua de salvação para os combustíveis fósseis.
O Guardian contactou o Global CCS Institute e a CCS Association para comentar.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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