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Quatro paquistaneses condenados à morte por “blasfémia online”

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Quatro homens foram condenados à morte por “palavrões online” no Paquistão, onde estão aumentando os julgamentos por cargos considerados ofensivos ao Islã, um advogado que os processava e um comitê de familiares dos acusados ​​relataram à Agência France-Presse (AFP) na segunda-feira, 27 de janeiro. Os condenados podem recorrer desta condenação proferida sexta-feira em primeira instância por um tribunal de Rawalpindi, perto de Islamabad.

Até à data, o Paquistão nunca executou ninguém condenado por blasfémia e as penas de morte proferidas por esta acusação foram geralmente comutadas para prisão perpétua. “Eles foram condenados à morte (…) Sexta-feira por disseminar conteúdo blasfemo contra o profeta Maomé e o Alcorão »Rao Abdur Raheem, advogado da Comissão Legal de Blasfêmia do Paquistão (LCBP), disse à AFP.

Este grupo anti-blasfémia, que se orgulha de ter denunciado mais de 300 casos aos tribunais, iniciou na sexta-feira processos contra os quatro homens condenados. “Tivemos provas legais extraídas dos dispositivos utilizados neste ato de ódio”acrescentou.

Se durante muito tempo se limitou a acusações de queima do Alcorão ou a insultos públicos contra o profeta, a blasfémia assumiu uma dimensão virtual nos últimos anos. Centenas de paquistaneses estão agora a aparecer para publicações e até mensagens trocadas em serviços de mensagens privadas – muitos dos quais dizem que foram encurralados, especialmente por perfis que se apresentam como sendo de mulheres jovens.

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“Inflação experimental”

Um membro de um comité de familiares dos acusados ​​e condenados confirmou as quatro condenações à AFP, expressando indignação com o aumento dos julgamentos de blasfémia online. “As prisões e o julgamento neste caso são semelhantes aos anteriores”disse ela sob condição de anonimato, por medo de represálias.

“Apelamos às autoridades para que formem uma comissão para investigar esta inflação de julgamentos antes que estes jovens passem os melhores anos das suas vidas atrás das grades”ela acrescentou.

A lei anti-blasfémia, herdada da era colonial britânica, é por vezes utilizada para vingança pessoal ou para atacar minorias, acusam os defensores dos direitos humanos, num país onde mesmo acusações vagas e não comprovadas podem levar ao linchamento público.

E denunciar esta lei pode ter consequências graves. Em 2011, Salman Taseer, então governador do Punjab (norte), foi assassinado pelos seus guarda-costas por pedir reformas.

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No ano passado, a Comissão dos Direitos Humanos do Paquistão, a principal ONG do país que defende as liberdades, acusou vários grupos “autoproclamados defensores do Islã” liderar “uma caça às bruxas” e de “fabricar evidências”.

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A polícia de Punjab, a mais populosa das províncias do Paquistão, também denuncia uma “negócio de blasfêmia” e apela num relatório para que se investigue o financiamento destes grupos de advogados que se esforçam por levar casos aos juízes “blasfemadores” que eles dizem que encontram online.

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos, um órgão estatal, registou em Outubro 767 pessoas, principalmente homens jovens, que aguardavam julgamento por “blasfêmia”. Ela também observa que “as prisões são frequentemente realizadas por particulares e não pelas autoridades” nestes casos em que “as regras de probidade são amplamente ignoradas”. A Comissão menciona assim “defeitos processuais significativos em diferentes fases” do processo jurídico.

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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

Sua opinião é fundamental para construirmos juntos o futuro do nosso curso!

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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