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Quem ama dá bandeira – 16/12/2024 – Vera Iaconelli

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O recente lançamento do filme “Limonov: the Ballad” na Europa, baseado no livro de Emmanuel Carrère, faz ressurgir uma biografia que revela, de forma histriônica, o enigmático desejo humano. Carrère se delicia em demonstrar, fato após fato, as inconsistências de um personagem que, de tão rocambolesco, pareceria forçado numa obra de ficção.

Eduard Veniaminovitch Savenko, autobatizado Limonov (misto de limonka, gíria para granada, e limão), é um gato com dezenas de vidas, obcecado pela aventura, pelo sucesso e por ganhar dinheiro. Acontece que, como já nos alertava Lacan, o desejo é algo que só se conhece a posteriori, e é entre o proferido e o realizado que descobrimos as escolhas reais que desenharam uma história. São elas que, ao fim e ao cabo, revelarão os caminhos libidinais pelos quais o desejo se revelou.

O russo Limonov é bandidinho vulgar, guerrilheiro impiedoso, fascista, escritor aclamado, amante que tenta o suicídio quando leva toco da mulher, corno convicto da esposa ninfomaníaca e drogadita, mendigo gay, prisioneiro realizado, aprendiz de iogue.

Enfim, uma coleção de títulos que fazem de sua vida um prato cheio à especulação psicanalítica, que só serviria para reduzi-la, afinal, uma vida é sempre muito mais. O pano de fundo histórico, no qual vemos a URSS se esfacelar e as guerras que se sucedem, é apresentado com complexidade e sem maniqueísmos, marca registrada de Carrère.

Limonov, que tanto idolatrava a guerra e os gulags, a ponto de lutar ao lado dos sérvios na guerra da Bósnia, não deixou de tornar pública sua fragilidade amorosa. Enquanto sofria pelo abandono da amante, fato pelo qual quase se suicidou, buscou a companhia de mendigos negros: escândalo sexual, racial e social numa estocada só. Sofreu por amor como um adolescente e cuidou de “suas” mulheres o quanto pôde ao longo da vida, sendo considerado um cara decente no trato individual.

A intensa e aventureira vida do biografado nos serve de espelho para pensar as escolhas amorosas em sua vertente mais determinante: a inconsciente. Aquela que nos faz perguntar, incrédulos, por que escolhemos esse/a e não aquele/a, seja com a cabeça no travesseiro, seja recostada no divã.

Não raro, observamos os pares que se formam à nossa volta, sem que consigamos atinar os fios que os mantêm unidos. Como a feminista lésbica que se afunda em uma relação nada diferente de um casamento heterossexual, conservador e abusivo; o amante torturado por relações que nunca inspiraram lealdade e nas quais insiste estar buscando justamente esse traço; ou ainda a pessoa a quem não faltam atrativos mas que sofre de uma solidão crônica e enigmática.

As fantasias que sustentam nossas relações são calcadas em experiências de infância, momento no qual aprendemos a amar justamente com aqueles que nunca poderiam tornar-se nossos pares: os pais. Daí a sensação de que o prazer de amar vem acompanhado da iminente rejeição que todos nós forçosamente conhecemos.

Nossas escolhas amorosas dão bandeira das fantasias inconscientes que nos regem e que, por vezes, passam longe das listas de qualidades e defeitos que supomos privilegiar num parceiro. Amar é dar bandeira do pouco que sabemos de nós e uma chance considerável de vir a saber um pouquinho mais.


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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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