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Quem é Calin Georgescu, candidato romeno de direita que lidera as eleições? | Notícias Eleitorais

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Um candidato independente que até há dois anos fazia parte do principal partido de extrema-direita da Roménia emergiu como o surpreendente vencedor da primeira volta das eleições do país da Europa de Leste. eleição presidencial no domingo.

Calin Georgescu irá agora para um segundo turno contra o segundo colocado nas eleições.

Mas quem é Georgescu, como conseguiu votos e o que vem a seguir para a Roménia?

Qual foi o resultado das eleições romenas?

Ao todo, 52,4 por cento dos eleitores elegíveis na Roménia, ou 9,4 milhões de eleitores, votaram, de acordo com o Gabinete Eleitoral Central.

Depois de 98 por cento dos votos terem sido contados, Georgescu desafiou as pesquisas de opinião e emergiu em primeiro lugar com 23 por cento dos votos, de acordo com os resultados eleitorais parciais.

Em novembro, o instituto de pesquisas Inscop projetou que ele obteria 5,4% dos votos – um bloco significativo, mas nem perto do que obteve.

Em segundo lugar ficou o primeiro-ministro Marcel Ciolacu, com cerca de 20 por cento dos votos. Ciolacu é o líder do Partido Social Democrata (PSD) da Roménia.

Em terceiro lugar está Elena Lasconi, do partido de centro-direita Salve a União Roménia (USR), com aproximadamente 19 por cento dos votos. George Simion, da Aliança de extrema-direita para a Unidade dos Romenos (AUR), está em quarto lugar, com 14 por cento dos votos.

O presidente cessante, Klaus Iohannis, do Partido Nacional Liberal (PNL), de centro-direita, está no cargo desde 2014 e este é o seu segundo mandato. O PNL e o PSD governam actualmente a Roménia numa coligação difícil.

Quem é Calin Georgescu?

Georgescu, 62 anos, é um candidato independente e de direita. Ele veiculou sua campanha principalmente nas redes sociais, principalmente no TikTok.

De acordo com o seu site, ele possui doutorado em ciências do solo e trabalhou para o Ministério do Meio Ambiente da Romênia. Professor universitário, também trabalhou nas Nações Unidas como relator especial no Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos entre 2010 e 2012, e como diretor executivo do Global Sustainable Index Institute entre 2015 e 2016.

Ele é um ex-membro da aliança de oposição de extrema direita AUR e foi escolhido como primeiro-ministro antes de sair em 2022, em meio a tensões com membros seniores da coalizão sobre suas opiniões sobre a Rússia e a OTAN.

Embora não tenha admitido explicitamente que apoia a Rússia, disse numa entrevista que a Roménia deveria respeitar a “sabedoria russa”.

Numa entrevista de 2022, Georgescu chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de um dos poucos verdadeiros líderes do mundo.

Durante uma entrevista em 2021, ele descreveu o escudo de defesa contra mísseis balísticos da OTAN na base militar romena de Deveselu como uma “vergonha da diplomacia”. Ele também disse que a OTAN não protegeria nenhum dos seus membros se a Rússia os atacasse. A Roménia é membro da NATO desde 2004.

A Roménia partilha uma fronteira de 650 km (400 milhas) com a Ucrânia. Desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia em Fevereiro de 2022, a Ucrânia, um dos maiores exportadores de cereais do mundo, tem utilizado o porto romeno de Constanta, no Mar Negro, para exportar milhões de toneladas de cereais.

A Rússia também teria violado o espaço aéreo romeno em aldeias que fazem fronteira com a Ucrânia, mas não foram relatadas vítimas.

Em 2020, Georgescu fez declarações de apoio ao Movimento Legionário fascista do século XX.

Como Georgescu conseguiu tantos votos?

Os especialistas alertam contra a interpretação errada do veredicto, motivada pelo apoio em massa a Georgescu.

“A realidade é que os votos que Georgescu obteve foram votos de protesto contra (a) classe política atual”, disse Claudiu Pandaru, jornalista e cofundador do site de notícias romeno Republica, à Al Jazeera.

Acrescentou que a maioria dos eleitores de Georgescu desconhece os seus comentários “pró-Rússia”, que, segundo ele, não encontraram grande ressonância entre a população romena.

“Georgescu ganhou o voto anti-establishment”, disse Philipp Lausberg, analista político sênior do Centro de Política Europeia, instituto de pesquisa com sede na Bélgica, à Al Jazeera. “Muitos estão cansados ​​do sistema partidário existente, alguns não se sentem representados por ele.”

Lausberg acrescentou que devido à posição mais branda de Georgescu em relação à Rússia, “alguns confiam que ele será capaz de fazer a paz com a Rússia, mas é ilusório pensar que a Roménia pode causar um impacto ali”.

Além disso, disse Lausberg, Georgescu ganhou a votação da diáspora, provavelmente entre “trabalhadores migrantes na Europa Ocidental” porque o candidato independente “deu-lhes a ideia de que lhes ofereceria uma Roménia que valeria a pena regressar a casa”.

Pandaru explicou que os eleitores romenos não queriam que o actual primeiro-ministro Ciolacu ou os seus parceiros de coligação do PNL ascendessem ao cargo mais alto. A popularidade de Ciolacu tem diminuído devido a alegações de corrupção contra ele e de plágio contra um parceiro da coligação.

Entretanto, a popularidade de Georgescu disparou no TikTok, onde publica vídeos abordando a situação difícil dos romenos comuns – como os perigos económicos e a inflação. No TikTok, ele também é visto conversando em podcasts, frequentando a igreja e praticando judô. Seus vídeos acumularam 3,6 milhões de curtidas.

Lausberg disse que Georgescu usou sua presença no TikTok para enviar mensagens fortes, simples e emocionais, mostrando que ele é um “homem simples que pode enfrentar as elites”. Ele disse que isso era semelhante ao presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trumpque conseguiu angariar voto da classe trabalhadora para vencer as eleições no início deste mês.

De acordo com o Instituto Romeno de Estatística, a inflação caiu de 13,8 por cento em 2022 para pouco mais de 5 por cento em 2024. No entanto, continua a ser uma das mais elevadas da União Europeia. Em Outubro, a Roménia registou a taxa de inflação mais elevada de 5% dentro do bloco, de acordo com o serviço de estatística da UE, o Eurostat.

Pandaru disse que várias contas anônimas do TikTok também impulsionam o conteúdo de Georgescu na plataforma – e não está claro se pertencem a pessoas reais ou são bots.

Ele disse que o descontentamento dos eleitores com a forma como o actual governo lida com a economia os levou a procurar um candidato alternativo para eliminar os titulares.

“Georgescu estava no lugar certo, ao deslizar dos dedos no TikTok.”

Quando é o segundo turno das eleições?

O segundo turno das eleições está marcado para 8 de dezembro.

Ciolacu e Lasconi estão empatados na corrida pelo segundo lugar, e Georgescu pode enfrentar um deles no segundo turno.

Mas Pandaru disse que vencer o segundo turno seria difícil para Georgescu devido à falta de uma campanha presidencial adequada por trás dele, além de seu conteúdo no TikTok e aparições em podcasts. “O povo romeno não sabe quem ele é na realidade.”

Ele acrescentou que os vídeos TikTok de Georgescu são principalmente sobre ele falando sobre problemas, não sobre soluções, e que suas propostas políticas reais são vagas.

O antigo jornalista Lasconi – que Pandaru espera conquistar o segundo lugar e enfrentar Georgescu na segunda volta – é um defensor do aumento dos gastos com a defesa e da continuação da ajuda à Ucrânia.

Lausberg previu que se Lasconi concorrer contra ele no segundo turno, “ela seria a mais fraca”, traçando paralelos com as recentes eleições nos EUA, onde Trump, um “líder masculino populista” como Georgescu, enfrentou a democrata Kamala Harris, uma mulher como Lasconi. Acrescentou que isto se deve ao facto de “a Roménia ainda ser tradicional em termos de papéis de género”.

Se Ciolacu avançar para o segundo turno, terá mais chances de derrotar Georgescu, disse Lausberg. Ciolacu provavelmente receberia apoio da maioria dos partidos principais, enquanto Georgescu provavelmente receberia apoio apenas do AUR. Simion, o líder da AUR, disse no domingo que apoiaria Georgescu no segundo turno.

Será que a Roménia também tem eleições parlamentares à porta?

Sim, as eleições parlamentares serão realizadas no dia 1 de dezembro, Dia Nacional do país.

De acordo com o instituto de pesquisas Inscop, em outubro, o PSD liderava as pesquisas parlamentares com 30,2 por cento, seguido pelo PNL com 13,2 por cento e o USR de Lasconi com 12,7 por cento.

O que isto significa para a Europa?

Observa-se um aumento mais amplo da extrema-direita na Europa.

Por exemplo, a extrema-direita austríaca Partido da Liberdade (FPO) venceu as eleições parlamentares do país em setembro deste ano. No início do mesmo mês, a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita da Alemanha, ganho as eleições estaduais na Turíngia, marcando a primeira vez que um partido de extrema direita venceu uma eleição estadual na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial.

Dorit Geva, professora da Universidade de Viena, disse anteriormente à Al Jazeera que as vitórias da direita na Europa poderiam “legitimar ainda mais a visão de Viktor Orban para o futuro da Europa, o que significa limitar o poder de Bruxelas, garantir a segurança das fronteiras europeias contra a migração, e é certamente uma má notícia para a Ucrânia.”

Orban, que é primeiro-ministro da Hungria desde 2010, é o chefe do grupo populista de direita Festa do Fidesz no país. Orbán tem criticado a liberdade europeia ajuda à Ucrâniae um defensor de fronteiras mais rígidas.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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