POLÍTICA
Quem são os militares e o policial federal presos…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Pedro Pupulim
A PF prendeu, nesta terça-feira, cinco militares da ativa e da reserva do Exército investigados por atuarem num suposto plano de golpe de Estado no âmbito das eleições de 2022. Os atos incluiriam os assassinatos de Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, ministro do STF. Os alvos do mandado de prisão expedido pelo próprio Moraes são o general da reserva Mario Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo, o major Rafael Martins de Oliveira e o policial federal Wladimir Matos Soares.
O plano foi encontrado pela PF em um HD externo pertencente a Fernandes durante a Operação “Tempus Veritatis”. O documento tinha uma espécie de roteiro em tópicos sobre as ações.
Além dos cinco mandados de prisão preventiva, a “Operação Contragolpe” cumpre ainda três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas, que incluem a proibição de manter contato com demais investigados, a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 horas e a suspensão do exercício de funções públicas de Rodrigo Bezerra e Wladimir Soares.
Veja quem são os investigados presos pela PF nesta terça:
General Mario Fernandes
General da reserva, Mario Fernandes foi chefe substituto da Secretaria Geral da Presidência da República durante o governo Bolsonaro, entre 19 de outubro de 2020 e 1º de janeiro de 2023.
Alvo de mandado de busca e apreensão em fevereiro deste ano, Fernandes foi citado por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, segundo a PF, como um dos militares “mais radicais” que integrava o núcleo militar organizado na operação, e teria registros de intenções antidemocráticas antes mesmo do resultado das eleições presidenciais de 2022, tendo “atuado diretamente com pessoas acampadas” diante do Quartel General do Exército após o fim do pleito daquele ano.
Tenente-coronel Helio Ferreira Lima
Helio é tenente-coronel do Exército. Identificado em trocas de mensagens com Mauro Cid, ele comandava a 3ª Companhia de Forças Especiais de Manaus do Comando Militar da Amazônia, e foi exonerado do cargo no dia 14 de fevereiro deste ano após ter sido alvo de busca e apreensão da PF, em 8 de fevereiro.
As investigações da PF apontam que o tenente-coronel tinha uma “planilha detalhada que condensa informações acerca de um planejamento estratégico do Golpe de Estado”. O conteúdo do referido documento conteria trechos que indicam um planejamento de ruptura institucional em razão, possivelmente, do resultado das eleições presidenciais de 2022.
Major Rodrigo Bezerra Azevedo
Rodrigo é Major de Infantaria que servia no Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro em 2022. Segundo a PF, Rodrigo fazia parte de um grupo administrado por Mauro Cid em um aplicativo de mensagens.
A PF apontou que as mensagem de aplicativo periciadas indicam a associação de Rodrigo aos demais investigados no âmbito da “ação clandestina que tinha a finalidade de prender/executar o ministro Alexandre de Moraes, empregando técnicas de anonimização para se furtarem à responsabilidade criminal, visando consumar o golpe de Estado”.
Major Rafael Martins de Oliveira
Major das Forças Especiais do Exército, Rafael Martins de Oliveira é investigado por negociar com Mauro Cid o valor de 100.000 reais para trazer para Brasília manifestantes favoráveis ao ato golpista. O planejamento incluiria “hotel”, “material” e “alimentação”.
Rafael foi preso durante uma operação da PF, em fevereiro deste ano.
Policial federal Wladimir Matos Soares
De acordo com os investigadores, o policial federal Wladimir Matos Soares teria sido um “elemento auxiliar do núcleo vinculado à tentativa de golpe de Estado”. Documentos apreendidos pela PF apontam no sentido de que o agente teria sido incumbido de fornecer informações relativas à segurança do presidente Lula, já eleito à época do suposto ocorrido.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
Matheus Leitão
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
Felipe Barbosa
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
PUBLICADO
9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
Economia e Negócios5 dias agoO Papel Estratégico do Software de Data Room Virtual em Transações de Alto Nível
OPINIÃO4 dias agoArtigo de Opinião: Flávio Bolsonaro – um herdeiro sem projeto para o Brasil
SAÚDE2 dias agoO Impacto dos Robôs na Saúde Humana
ACRE4 dias agoUfac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre


Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login