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Química de Florence Pugh com Andrew Garfield surpreendeu – 30/10/2024 – Ilustrada

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Thales Menezes

“Todo Tempo que Temos”, novo longa do cineasta irlandês John Crowley, aclamado por “Brooklyn” (2015), poderia servir para resgatar os chamados “filmes de doença” que formaram um filão de sucesso popular nos anos 1970.

Num resumo bem conciso do roteiro, mostra como o futuro de um jovem casal é ameaçado quando a mulher descobre ter câncer. Mas tudo ganha um rumo inesperado. Ou, melhor, um formato inesperado.

Andrew Garfield, de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “Até o Último Homem” (2016), contracena com Florence Pugh, atriz em alta depois dos recentes “Oppenheimer” e “Duna: Parte 2”. Eles aceitaram levar a história protagonizada por Tobias e Almut, exibida num redemoinho temporal.

Tudo é editado em cenas claramente desconectadas. O cabelo de Almut cresce e encurta. Em uma cena, eles estão numa casa; na sequência, parecem morar em outro lugar. Falam sobre talvez começar um namoro, para em seguida serem mostrados conversando com uma menina que aparentemente é filha do casal.

Em entrevista, Crowley defende que a proposta é o espectador ter realmente uma participação ativa diante do que está vendo.

“Creio que nos primeiros dez minutos, ou um pouco mais, quem assiste pode ter alguma dificuldade, mas com o passar do tempo você assimila o formato, então as conexões começam a ficar mais tranquilas. O espectador é convidado a acompanhar criativamente o filme, a montar sua própria linha do tempo nessas idas e vindas.”

Muita gente pode pensar que o vai-e-vem do filme foi trabalhado na mesa de edição. Na verdade, a proposta de saltar de um período de tempo a outro de forma aparentemente aleatória já constava do roteiro escrito por Nick Payne, revela o diretor. “A ideia estava lá desde o começo. Sempre foi uma questão de desenvolver um formato diferente para esse conteúdo.”

Segundo Crowley, o que iria acontecer com o casal foi pensado de uma forma linear. Mas aí o roteiro foi construído já contemplando as idas e vindas no tempo. “Foi como quebrar alguma coisa e juntar de novo os pedaços. O que importava era contar as várias faces do relacionamento dos dois, pensando uma cena de cada vez. Mesmo que isso não significasse uma estrutura temporal fácil para quem assiste.”

O diretor refuta a ideia de que montar um filme dessa maneira seja um desafio excepcional. “Creio que ficou até mais fácil. A ideia nunca foi confundir. É preciso entender que contar a história de um casamento abrange muito tempo. Desenvolver isso em ordem linear exige muita informação para conectar todas as etapas. As quebras premeditadas foram boas para cortarmos trechos que achamos desnecessários.”

A ideia inicial de que “Todo Tempo que Temos” poderia ser uma comédia romântica dura muito pouco. Não demora a aparecer a primeira cena que aponta para o câncer diagnosticado em Almut. O filme segue numa gangorra de sequências leves e pesadas. Assim, foge do habitual dessas histórias, nas quais o casal é mostrado inicialmente numa relação idílica, que depois é devastada pela chegada sombria da doença.

“Sim, evitamos isso”, concorda Crowley. “Mas não sei se torna tudo mais suave. Sobre equilibrar coisas leves e coisas pesadas, acho que a vida é assim. Se uma cena tem humor foi escrita com humor, ela cabe em qualquer um desses lados, se é que podemos chamar assim.”

Humor mesmo numa história que sinaliza a chance de a personagem principal morrer? “Bem, talvez seja meu lado irlandês. Nós falamos muito sobre a morte, mas para mim é mais uma questão de mostrar como a brevidade é absurda em face de tantas questões existenciais.”

“Quero personagens críveis”, prossegue o diretor. “O humor humaniza os personagens. Na minha vida, pelo menos, situações engraçadas às vezes surgem nos momentos mais difíceis.”

O diretor volta a trabalhar com Andrew Garfield 14 anos depois de “Rapaz A”, elogiado drama sobre um jovem, Jack, solto depois de cumprir anos de prisão por um crime violento cometido quando ele era criança. Para “Todo Tempo que Temos”, Garfield foi a primeira escolha do cineasta para o papel de Tobias.

A química entre Garfield e Florence Pugh foi maior do que a esperada. “Eles me surpreenderam e me agradaram muito. Nunca tinham trabalhado juntos, então você não sabe como isso vai funcionar até começar a rodar.” Para Crowley, além de serem atores talentosos, os dois têm o que ele chama de “ambição criativa”.

“Eles querem aprender, entender tudo”, avalia o diretor, que destaca como a convivência longe do set colaborou para que o trabalho fosse desenvolvido. “Facilitou muito uma coisa evidente: eles não se conheciam e se tornaram amigos rapidamente, e isso é sempre muito importante quando você precisa gravar muitas cenas pesadas.”



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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