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RD Congo diz que exército de Ruanda está em Goma – DW – 27/01/2025
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Congo governo acusou na segunda-feira Ruanda de uma incursão na província de Kivu do Norte, no leste do país, horas depois de o grupo apoiado por Ruanda Rebeldes M23 reivindicou o controle da capital da província, Goma.
“O governo continua a trabalhar para evitar a carnificina e a perda de vidas à luz das intenções claras do Ruanda”, disse o porta-voz do governo, Patrick Muyaya, numa publicação na plataforma X.
Falou da “presença do exército ruandês” em Goma.
Muyaya disse que Kinshasa exortou os residentes da cidade oriental a ficarem em casa e a absterem-se de cometer atos de vandalismo e saques.
O que mais sabemos sobre a situação em Goma?
Quando os rebeldes entraram em Goma, milhares de reclusos fugiram da prisão de Munzenze da cidade.
A estação Rádio Okapi, apoiada pela ONU, informou que a fuga da prisão foi causada por um incêndio nas instalações.
A agência de notícias Reuters citou fontes da ONU dizendo que as forças congolesas trocaram tiros de artilharia com as tropas ruandesas através da fronteira entre os dois países da África Central.
O porta-voz do exército ruandês, Ronald Rwivanga, disse que cinco civis foram mortos e 25 ficaram feridos nos arredores da cidade fronteiriça de Gisenyi.
O Fronteira Ruanda-Congo perto de Goma foi fechada na segunda-feiradisse a agência de notícias AFP citando uma fonte do consulado europeu.
No Congo, rebeldes do M23 avançam sobre Goma, capital do Kivu do Norte
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A declaração do governo congolês surge horas depois de a etnia tutsi Rebeldes do M23 disseram ter assumido o controlo de Goma.
No sábado, forças de paz internacionais da África do Sul, Malawi e Uruguai foram mortos em confrontos com caças M23.
No domingo, o Conselho de Segurança da ONU ordenou ao grupo que suspendesse a sua ofensiva no leste do Congo e “condenou o desrespeito flagrante em curso pela soberania e integridade territorial (do Congo)”, ao mesmo tempo que apelou à retirada das “forças externas”.
Ruto, do Quénia, apela a negociações “directas”
O presidente queniano, William Ruto, disse que os líderes do Ruanda e do Congo lhe disseram que participariam numa cimeira sobre a crise na quarta-feira.
“Discuti a reunião de cimeira de quarta-feira com o presidente (ruandês) Paul Kagame e com o presidente (congolês) Felix Tshisekedi, e ambos confirmaram a sua participação”, disse ele.
“Não vemos, do meu ponto de vista, uma possibilidade de uma solução militar para os desafios que (o Leste do Congo) enfrenta”, disse ele, apelando ao “envolvimento directo” com os rebeldes do M23 e outras “partes interessadas” nas conversações.
Negociações mediadas por Angola entre Congo e Ruanda entrou em colapso em Dezembro, depois de Kigali ter insistido que Kinshasa mantivesse conversações de paz directas com o M23.
Qual é o conflito no leste do Congo?
Congo, os EUA e especialistas da ONU acusam Ruanda de apoiar o grupo rebelde M23.
Kigali nega apoiar a milícia, mas reconheceu ter estacionado tropas e sistemas de mísseis no leste do Congo.
O Leste do Congo é rico em minerais e recursos naturais e tem sido contestado por vários grupos armados diferentes.
Os combates no Congo mais de 7 milhões de pessoas deslocadas internamente.
O M23 também assumiu Goma em 2012, mas concordou em retirar-se poucos dias após a captura.
sdi/rmt (AFP, AP, Reuters)
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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