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Rebeldes passaram pela Venezuela antes de atacar Colômbia – 27/01/2025 – Mundo

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Rebeldes responsáveis por uma onda recente de ataques sangrentos que deixou dezenas de mortos na Colômbia passaram pelo território venezuelano antes de lançar um dos piores episódios de violência no país nos últimos anos, de acordo com relatório de inteligência militar vazado.

O documento indica que pelo menos 80 combatentes armados com poderosos fuzis e explosivos atravessaram os estados fronteiriços de Táchira e Zulia, na Venezuela, antes de atacar um grupo armado rival e seus supostos apoiadores civis, segundo o jornal britânico The Guardian.

A revelação aumentou a tensão entre Bogotá e Caracas, à medida que as autoridades colombianas questionam o papel do país vizinho na operação e a possível cumplicidade do regime de Nicolás Maduro.

As tensões podem aumentar ainda mais com a suspeita de que o regime venezuelano teria autorizado a operação ou desempenhado um papel ativo no planejamento do ataque, disseram analistas.

Bram Ebus, do Grupo Internacional de Crise, afirmou ao The Guardian que, embora não houvesse evidências concretas, era difícil acreditar que o ataque tivesse acontecido por coincidência, principalmente após as posses de Maduro e do presidente americano, Donald Trump.

O conflito que assola a região de Catatumbo, próxima do território venezuelano e onde há uma das maiores reservas de coca (matéria-prima da cocaína) no mundo, serviu como um dramático lembrete da paradoxal relação entre o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o herdeiro de Hugo Chávez.

Disputas armadas entre integrantes do ELN (Exército de Libertação Nacional) e de um grupo dissidente das antigas Farc, o Frente 33, deixaram cerca de 80 mortos, muitos civis, nos últimos dias.

Mais de 36 mil pessoas tiveram de deixar suas casas, a maioria delas em caravanas terrestres e fluviais rumo a regiões nas quais ainda há relativa paz ou mesmo ao país vizinho, a Venezuela, que numa triste ironia é a origem da maior diáspora hoje na América Latina. Há pelo menos 1.600 colombianos refugiados do lado venezuelano.

Petro respondeu rompendo as negociações de paz com o ELN, anunciando um “estado interno de comoção” e enviando tropas para a fronteira. Maduro também enviou tropas para a fronteira.

Mas à medida que a escala da atrocidade de direitos humanos se tornou clara, as tensões aumentaram ainda mais, já que Petro questionou como era possível que tantos homens armados pudessem ter viajado centenas de quilômetros de Arauca a Norte de Santander sem serem detectados, nesse ataque recente, segundo o The Guardian.

“Certamente teríamos alguma forma de informação e não tínhamos. Por onde eles passaram?”, perguntou Petro.

Caracas revidou acusando Petro —um ex-guerrilheiro de esquerda— de trair suas raízes. “Aquele homem é um zumbi; ele arruinou todo o seu prestígio. Não sobrou nada da pessoa de esquerda que ele já foi”, disse um alto funcionário da administração Maduro ao jornal espanhol El País.

O ELN, o grupo guerrilheiro ativo mais antigo do mundo, é conhecido por operar em território venezuelano há décadas.

Grupos de direitos humanos e analistas indicam que a crise na Venezuela fortaleceu o ELN, que teria estreitado laços com o governo.

Antes focado em lucros, o ELN agora colabora com forças venezuelanas, sendo usado por Maduro para controlar a fronteira e impor ordem no arco minerador, explorando ouro e diamantes.

Os laços de Maduro com o ELN há muito são um segredo aberto e desconfortável, mas a catástrofe humanitária em Catatumbo lançou luz sobre o relacionamento de Maduro com o grupo rebelde e colocou pressão sobre Petro para agir, de acordo com o The Guardian.

Petro era um dos poucos aliados restantes de Maduro, mas se recusou a comparecer à sua posse em 10 de janeiro, depois que as eleições nacionais da Venezuela foram amplamente consideradas uma farsa.



Leia Mais: Folha

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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