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Redução da jornada e a armadilha da baixa produtividade – 03/03/2025 – Michael França
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Exemplos de países desenvolvidos não dizem muito sobre qual seria o efeito da implementação de uma redução da jornada de trabalho no Brasil. A explicação é simples: nossa estrutura produtiva é distinta, nossa cultura é distinta.
Enquanto países desenvolvidos possuem uma economia com alta produtividade e um sistema educacional que garante a formação de uma mão de obra qualificada, ainda enfrentamos desafios como baixa qualificação da força de trabalho, alta informalidade e grandes desigualdades regionais.
Assim, qualquer comparação deve considerar as particularidades de nosso contexto. O cenário mais provável de uma adoção de uma política de redução da jornada no Brasil é o de um choque negativo no curto prazo durante o processo de transição, cuja dimensão é difícil de estimar.
Os setores de maior valor agregado até podem experimentar ganhos de produtividade, entretanto, parte expressiva de nossa economia é marcada por setores intensivos em mão de obra barata, os quais tendem a apresentar perdas. Desse modo, uma eventual reforma deveria ser pensada em conjunto com medidas complementares que procurem mitigar os potenciais impactos negativos de curto prazo e maximizar os benefícios no médio e longo prazo.
Ciclo da baixa qualificação e a armadilha da produtividade
Um dos entraves ao potencial econômico do Brasil é o expressivo número de trabalhadores pouco qualificados presos em um ciclo repetitivo. Parte considerável de nossa população não tem oportunidades educacionais reais ou tem baixa expectativa de retorno sobre a educação. Isso, em conjunção com outros fatores, faz com que muitos invistam pouco no desenvolvimento de suas competências.
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Dessa forma, eles ingressam no mercado de trabalho com baixa qualificação, ocupando cargos mal remunerados e intensivos em trabalho manual. As longas jornadas dessas funções deixam pouco espaço para os estudos e o aprimoramento de suas habilidades, fazendo com que eles permaneçam presos em empregos que não lhes dão apenas poucas chances de ter qualquer mobilidade social, mas também pouco tempo para descanso. O resultado é um ciclo de estagnação que é retroalimentado, fazendo com que os trabalhadores pouco qualificados permaneçam com baixa qualificação, mal remunerados e em empresas de baixa produtividade.
A redução da jornada de trabalho, se acompanhada de outras políticas bem desenhadas, sendo uma delas voltada para melhorar nosso sistema educacional, pode oferecer uma saída para essa armadilha. Com mais tempo disponível, os trabalhadores poderiam se qualificar para trabalhos mais bem remunerados.
Os ganhos de longo prazo se refletiriam em uma força de trabalho mais produtiva, que seria um dos vetores para o impulsionamento da mobilidade social. Sem investimentos na qualificação do trabalhador brasileiro e outras políticas complementares, é possível que uma mudança na legislação apenas desloque parte do tempo dos trabalhadores do setor formal para o informal. Ou seja, não haverá ganhos de bem-estar para o trabalhador, visto que ele continuará passando grande parte de sua vida preso a trabalhos de longas jornadas e baixa remuneração.
O título é uma homenagem à música Construção, de Chico Buarque.
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.
A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira
Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.
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