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POLÍTICA

Reforma ministerial: ressentimento pode atrapalhar Geraldo Alckmin na Defesa

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Marcela Mattos

O ministro da Defesa, José Múcio, comunicou ao presidente Lula em dezembro que, quando possível, quer deixar a pasta e encerrar a sua participação na Esplanada. Desde então, o petista desconversa sobre esse assunto, e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica tentam demover Múcio de deixar o cargo.

Em meio à incerteza sobre a permanência do ministro, militares de alta patente começaram a discutir reservadamente os possíveis sucessores para o Ministério da Defesa. Até o momento, são cotados para a função o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Desses, conforme consta entre os fardados, Lewandowski já teria fechado as portas para a mudança.

Cotado a ministro da Defesa logo no início do governo, Alckmin tem uma relação cordial com os militares. A ida dele poderia reeditar a estratégia de Lula em 2004, quando o então vice José de Alencar também assumiu o comando das Forças Armadas.

No entanto, nos últimos dias, Alckmin passou a sofrer resistência por causa de declarações dadas no passado. Militares resgataram a defesa, feita pelo vice quando disputou a Presidência em 2018, de criar um sistema unificado de aposentadoria. Atualmente, integrantes das Forças Armadas têm direito a um sistema de proteção social, bancado pelo Tesouro, com regras diferentes das dos civis e servidores públicos.

Mexer na aposentadoria é um dos principais tabus, e os fardados preferem manter distância do tema ou dos defensores dele. Além disso, durante a campanha, Alckmin defendeu defendeu a criação de uma Guarda Nacional, medida rechaçada pelas tropas.

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Senadores ganham força

Em meio a esse cenário, o nome do presidente do Congresso passou a ser chancelado pelos militares. Rodrigo Pacheco é tratado como um “grande homem” e elogiado por não ter dado guarida a projetos que podem afetar as forças.

De acordo com um importante general, caso o atual ministro não seja convencido a permanecer no posto, os comandantes das Forças vão tentar trabalhar para que Múcio use sua influência e amizade junto ao presidente Lula para que Pacheco seja o substituto.

Apesar da torcida, o presidente do Congresso já indicou que quer sim assumir uma pasta no governo Lula – mas não a Defesa. Advogado, o senador mineiro prefere o Ministério da Justiça, cuja cadeira atualmente é ocupada por Ricardo Lewandowski. O chefe da Justiça, porém, tem sido menos incisivo do que Múcio sobre a sua intenção de deixar a pasta.

Outra opção levantada para a Defesa é a de Jaques Wagner, que chefiou a pasta no governo Dilma Rousseff. O senador também é respeitado dentro da caserna e avaliado como um bom nome. Ele tem mantido contato com os militares e já indicou ser favorável à proposta que determina na Constituição um valor fixo para o orçamento voltado às Forças Armadas, uma das principais bandeiras dos comandantes.

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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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