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Reino Unido adere ao bloco comercial Indo-Pacífico como primeiro membro europeu – DW – 15/12/2024
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O Reino Unido tornou-se o 12º membro do Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífico, ou CPTPP, a partir de domingo.
O anterior governo britânico assinou o tratado de adesão no ano passadotendo a maioria dos membros do bloco ratificado desde então a entrada do Reino Unido.
As autoridades esperam que a adesão possa impulsionar a economia britânica em dificuldades em até 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,4 mil milhões de euros) por ano.
O país está tentando fechar novos acordos comerciais no exterior após deixar a União Europeia após o referendo de 2016 sobre o Brexit, com os estados membros da UE ainda representando mais de 40% das exportações do Reino Unido e mais de 50% das importações.
O que é o CPTPP?
O Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica teve 11 membros antes do Reino Unido: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname.
A CPTPP foi resgatada das cinzas do planeado bloco da Parceria Trans-Pacífico (TPP) – que deveria incluir também os EUA – depois de Washington se ter retirado logo após a eleição de Donald Trump em 2016.
Manteve a maior parte das disposições desse acordo e reduziu as barreiras comerciais entre os Estados-Membros numa variedade de produtos. No entanto, o pacto oferece um comércio livre muito menos abrangente do que a circulação desinibida de bens e serviços com os estados membros da UE.
O bloco é visto como uma espécie de contrapeso económico à China na região do Pacífico, embora A China também é um dos vários candidatos que atualmente procuram adesão. Combinados, os seus membros representam atualmente cerca de 15% do PIB global e uma população de cerca de meio bilhão.
Starmer do Reino Unido em Berlim para negociações para redefinir laços com a Europa
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Acordo assinado sob governo conservador anterior
O anterior governo conservador assinou a adesão da Grã-Bretanha em julho de 2023, com o então Secretário de Negócios e Comércio Kemi Badenoch – agora o líder da oposição com os Trabalhistas no poder – chamando-o de “o maior acordo comercial” desde que o Reino Unido deixou a União Europeia.
A Grã-Bretanha garantiu uma série de acordos comerciais, incluindo com a Austrália, a Nova Zelândia e Singapura, desde que deixou o mercado único da UE no início de 2021. Os críticos, no entanto, afirmam que o impacto económico do Brexit supera o destes acordos.
O secretário de negócios do Partido Trabalhista, Jonathan Reynolds, disse que o país está “em uma posição única para tirar vantagem de novos mercados interessantes, ao mesmo tempo que fortalece os relacionamentos existentes”.
“As notícias de hoje são mais uma prova de que o Reino Unido é um lugar maravilhoso para fazer negócios, com uma economia aberta e virada para o exterior, impulsionando o crescimento que as pessoas podem sentir nas suas comunidades”, disse Reynolds.
Ele disse que seu governo publicará em 2025 uma estratégia comercial que “finalmente implementará um plano estratégico de longo prazo para o comércio internacional que ajude empresas e consumidores e, em última análise, faça crescer a economia”.
Badenoch, por sua vez, disse que foi o seu partido quem entregou o acordo, aproximando o Reino Unido das “economias de crescimento mais rápido do mundo”.
“No entanto, aderir a um bloco comercial é apenas o começo. Os trabalhistas passaram o último parlamento a zombar das nossas negociações CPTPP e agora têm a responsabilidade de garantir que as empresas do Reino Unido possam tirar o máximo partido deste acordo histórico”, disse ela.
msh/sri (AFP, dpa)
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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