POLÍTICA
Relatora da CPI insiste em convocação do president…
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1 ano atrásem
Ricardo Chapola
Relatora da CPI das Bets, instalada para investigar os sites de apostas, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) disse que uma das prioridades da comissão a partir de agora é colher o depoimento do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues.
Soraya já apresentou requerimentos para a convocação do executivo, mas, por alguma razão que senadora diz não saber explicar, eles nunca foram aprovados. “Acho que ele tem muito a colaborar, já que o Brasileirão atualmente é patrocinado por uma casa de apostas”, disse a relatora.
A senadora apresentou um requerimento de convocação do presidente da CBF em 14 de novembro deste ano. No dia 19, ele foi apreciado e rejeitado. No mesmo dia, ela protocolou um novo requerimento, dessa vez na modalidade de convite, que não foi apreciado pela comissão até o momento.
Thronicke reclama e, em tom enigmático, diz que algo acontece de estranho todas as vezes em que ela tenta convocar o presidente da CBF. “Estou convocando o Ednaldo e eles (os senadores) estão tirando. Será que o problema sou eu?”, indagou. Uma vez aprovado o requerimento pelos membros da comissão, cabe ao presidente da CPI, senador Dr. Hiran (PP-RR), agendar a data da oitiva.
Estatísticas e audiências
Nesta semana, a relatora do colegiado afirmou ter se reunido com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No encontro, recebeu informações e dados sobre o perfil dos apostadores virtuais no Brasil que apontam que a maior parte deles são pessoas com mais de 60 anos. “São números chocantes e astronômicos que dão um sinal de alerta muito pesado. Queremos levar essas estatísticas para serem analisadas pela CPI”, ressalta Soraya.
A senadora destacou que as próximas sessões da comissão devem ser dedicadas a ouvir depoimentos de vítimas de golpes em sites de apostas. A ideia é colher os relatos em audiências reservadas.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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