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Retrospectiva: Guerra de narrativas domina noticiário em 2019

Folha de São Paulo, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Das queimadas na Amazônia às ruas de Hong Kong, fatos foram interpretados a partir de versões antagônicas.

Para ver fotos e ler a reportagem completa, CLIQUE AQUI.

O que aconteceu na Bolívia foi reação a uma fraude eleitoral ou golpe de Estado?

Os manifestantes de Hong Kong são paladinos da democracia ou agentes do imperialismo?

Os incêndios na floresta amazônica são uma emergência ambiental ou ataques à soberania nacional?

Em vez dos fatos, foram as discussões em torno das diferentes narrativas sobre o que está acontecendo no mundo que dominaram as páginas do noticiário internacional.

É como a síndrome do vestido de duas cores: assim como naquele meme em que uns veem um vestido branco e dourado e outros só enxergam as cores preta e azul, os eventos do mundo contemporâneo são contados a partir de versões distintas e, muitas vezes, inconciliáveis.

“As narrativas são cruciais para entender a política internacional: elas nos oferecem sentido, orientação e uma noção de pertencimento”, diz Markus Fraundorfer, professor de governança global na Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Não se trata de um fenômeno novo, mas os embates de narrativas são amplificados nos dias de hoje graças às redes sociais, em que as audiências buscam, mais do que informação, validação para as suas visões de mundo.

“Histórias contadas a partir de falsidades costumam alcançar maior sucesso em tempos de crise econômica, política e social”, afirma Fraundorfer.

“Atualmente, vemos movimentos com tendências autoritárias usarem plataformas digitais para promover narrativas baseadas no medo, no isolamento e no ódio.”

A Folha explica as narrativas por trás de acontecimentos importantes no mundo em 2019.

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa BrancaO presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca – Brendan Smialowski – 19.dez.19/AFP.

IMPEACHMENT DE TRUMP

Donald Trump se tornou alvo de um processo de impeachment no Congresso depois de um delator anônimo revelar que o presidente americano havia pressionado a Ucrânia a investigar seu rival Joe 
Biden e o filho dele, Hunter

O impeachment foi aprovado na Câmara, controlada pelos democratas, mas Trump deverá ser absolvido no Senado, de maioria republicana.

A história contada pelos opositores de Trump é a de um presidente que abusou das prerrogativas do cargo ao solicitar a interferência de autoridades estrangeiras na eleição do ano que vem e ao tentar obstruir os trabalhos de investigação do Congresso

O jornal New York Times, de orientação liberal, defendeu em editorial que aprovar o impeachment é a “única decisão responsável” a tomar, e que um presidente democrata em posição parecida deveria passar pelo mesmo julgamento.

Já a versão apresentada por Trump e seus apoiadores sobre o impeachment é a de uma perseguição injusta contra um homem inocente.

O jornal conservador The Wall Street Journal afirmou em editorial que, embora não concordasse com as atitudes de Trump em relação à Ucrânia, não haveria provas de crime de responsabilidade, e que a oposição democrata estaria transformando o impeachment em “instrumento de batalha partidária”.

Estudante com luzes de telefones celulares durante protestos pró-democracia em Hong Kong
Estudante com luzes de telefones celulares durante protestos pró-democracia em Hong Kong – Philip Fong – 13.dez.19/AFP.

PROTESTOS EM HONG KONG

Manifestantes ocupam as ruas de Hong Kong desde junho para protestar contra a intervenção crescente de Pequim no território semi-autônomo.

Há registros de abusos policiais e episódios de vandalismo por parte de manifestantes nesta que é a pior crise desde que a cidade deixou de ser uma colônia britânica.

Para as forças pró-democracia, os protestos são uma batalha épica para preservar as liberdades individuais que ainda existem em Hong Kong. 

O jornal honconguês South China Morning Post defende que as demandas dos manifestantes são legítimas, desde que eles não recorram à violência. A publicação também critica a chefe-executiva local, Carrie Lam, por fracassar em encontrar uma saída política para o impasse e pela leniência com abusos da polícia.

Já as forças pró-governo enxergam na revolta popular uma ameaça à autoridade da China, provocada por grupos radicalizados que estariam a serviço dos interesses dos EUA. 

O jornal China Daily, porta-voz do regime de Pequim, enfoca episódios de violência provocados pelos manifestantes e sugere que os jovens nas ruas são ingênuos, deixando-se manipular pela cobertura “enviesada” da imprensa estrangeira.

Ademais, o jornal reitera o apoio às medidas da administração local e busca justificar o uso da força pela polícia.

Ativistas fazem procissão em Guwahati contra lei de cidadania do governo indiano
Ativistas fazem procissão em Guwahati contra lei de cidadania do governo indiano – Biju Boro – 9.dez.19/AFP.

MUÇULMANOS NA ÍNDIA

Meses após conquistar a maioria das cadeiras no Parlamento nas eleições gerais da Índia, o premiê Narendra Modi revogou a autonomia constitucional da Caxemira, a única região de maioria muçulmana no país e alvo de disputas territoriais com o vizinho Paquistão. 

A decisão, anunciada em agosto, foi acompanhada do envio de tropas e da interrupção das comunicações na área.

As forças seculares da Índia viram a decisão como afronta aos direitos dos muçulmanos e outras minorias na democracia mais populosa do mundo. 

No Paquistão, a publicação Dawn chamou a ofensiva do governo indiano sobre a Caxemira de “anexação” e tachou as restrições impostas à população local de “desumanas”.

O jornal também saudou os esforços do premiê do país, Imran Khan, de denunciar as violações cometidas pelo governo de Nova Déli perante a ONU. 

Já os partidários de Modi viram na mudança do status da Caxemira um passo importante para a consolidação de seu projeto nacionalista hindu.

O jornal Times of India justificou a decisão sob o pretexto de combater grupos terroristas apoiados pelo Paquistão. 

A publicação rechaçou as tentativas de pressão internacional dizendo que a Caxemira é um “assunto doméstico” da Índia, mas depois passou a considerar desnecessárias as medidas restritivas na região. 

AMAZÔNIA EM CHAMAS

O aumento dos focos de incêndio na Amazônia se transformou na maior crise externa do primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

O episódio gerou críticas por parte do presidente francês, Emmanuel Macron, e outras autoridades estrangeiras, que afirmam temer que a destruição da floresta tenha impactos negativos sobre o equilíbrio ambiental no mundo todo.

Em vários países, o fogo na mata foi narrado como uma consequência desastrosa das políticas ambientais do governo brasileiro.

A revista britânica The Economist, uma das mais prestigiadas do mundo, publicou em agosto uma extensa reportagem de capa intitulada “Velório para a Amazônia”, pondo em evidência o avanço do desmatamento na região. 

A publicação criticou Bolsonaro por dar sinal verde a grileiros e descreveu o líder brasileiro como “um dos chefes de Estado mais ambientalmente perigosos no mundo”.

Os apoiadores do presidente saíram em sua defesa e consideraram as críticas estrangeiras um ataque à soberania nacional.

Nas redes sociais, canal prioritário de comunicação do governo, havia uma enxurrada de teorias da conspiração em que a a culpa pelo fogo na Amazônia era de ONGs ambientalistas.

Sobrou até para o ator americano Leonardo DiCaprio, que não tinha nada a ver com a história.

Por Daniel Avelar. Folha SP. 

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Governo divulga resultado final das isenções do concurso para o Idaf

Folha do Acre, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) divulgaram na edição do Diário Oficial desta segunda-feira, 17, um edital com as respostas aos recursos e o resultado final das isenções deferidas e indeferidas referentes ao concurso público para a formação de cadastro de reserva do Idaf.

O concurso será realizado pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade). As inscrições devem ser feitas no site do Ibade até o dia 19 de fevereiro. As provas objetivas e discursivas serão aplicadas no dia 15 de março.

O prazo de validade do certame é de dois anos, a contar da data da publicação da homologação de seu resultado final, podendo ser prorrogado, uma vez, por igual período.

Os candidatos poderão obter informações gerais referentes ao processo seletivo no site www.ibade.org.br ou por meio dos telefones: 0800 668 2175, (21) 3674-9190/3527-0583 – Rio de Janeiro, ou pelo e-mail atendimento@ibade.org.br

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Unidade do IBGE no Acre já se prepara para o Censo 2020; edital sai no começo de março

Redação do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Com atraso de quase um ano, o edital com mais de 200 mil vagas para o Censo 2020, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será publicado no início do mês de março, segundo previsão divulgada na semana passada pelo órgão. O processo para contratar trabalhadores temporários para o censo demográfico brasileiro, nas funções de recenseador e agente censitário, foi anunciado em maio do ano passado.

A banca organizadora do concurso, será o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). Serão 196 mil vagas para recenseador, mais de 23 mil para agente censitário supervisor e pouco mais de 6 mil para agente censitário municipal. Segundo o IBGE, os detalhes adicionais, como o nível de escolaridade exigida, só serão divulgados na publicação do edital.

No Acre, a Secretaria Estadual de Educação do Acre vai ceder espaços em escolas e equipamentos multimídia para o treinamento das equipes que vão trabalhar no Censo Demográfico 2020 no estado. A parceria foi firmada com a Unidade Estadual do IBGE (UE/AC) durante reunião realizada no último dia 4 de fevereiro, na capital, Rio Branco.

No encontro, a equipe da UE/AC também apresentou ao secretário estadual de Educação, Mauro Sérgio Ferreira da Cruz, o projeto IBGEeduca, ferramenta que pode auxiliar os professores na sala de aula. A plataforma online reúne conteúdos didáticos criados a partir das pesquisas do IBGE e disponibilizados gratuitamente na internet.

O encontro aconteceu na sede da secretaria Estadual de Cultura e Esportes e contou também com a participação do professor José Rego, chefe do Departamento de Gestão da pasta. Rego fará as intermediações entre o IBGE e as coordenações dos núcleos de educação do estado para que os espaços sejam cedidos instituto.

A Unidade Estadual do IBGE (UE/AC) também recebeu, no último dia 3 de fevereiro, os novos agentes censitários operacionais (ACOs) e os coordenadores censitários subáreas (CCS) para formalização dos contratos. Eles vão atuar no Censo Demográfico 2020, no Acre.

A recepção dos novos servidores temporários foi feita pelo coordenador operacional, Sebastião Júnior, pela coordenadora de treinamento, Gardênia de Oliveira, e pelo coordenador da área Rio Branco, Gilvan Ferreira. Também participaram da primeira interação o coordenador de informática, Raphael Dias, e o coordenador de área de Brasiléia, Ednaldo da Silva.

Com o objetivo de ambientar os novos colaboradores com as atribuições de seus respectivos cargos, foram citadas algumas das atividades que serão desenvolvidas por eles durante a operação censitária. Foram abordadas também, metodologias de treinamento de pessoal, bem como demais trabalhos de preparação prévia que antecedem o processo de coleta do Censo.

Os ACO’s e os CC’s também estão conhecendo, na prática, os principais conceitos apresentados pelo IBGE como Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), através do acompanhamento das equipes em campo.

Com informações do Portal do IBGE.Por Raimari Cardoso 

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