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Revisão de 5 de setembro – procedimentos tensos da mídia revisitam as Olimpíadas de Munique | Filmes dramáticos

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Peter Bradshaw

Tele história do Massacre terrorista nas Olimpíadas de Munique de 1972 – em que 11 reféns israelitas foram mortos pelo grupo Setembro Negro Palestiniano, morrendo juntamente com cinco membros do grupo e um agente da polícia da Alemanha Ocidental – é recontado pelo realizador e co-roteirista suíço Tim Fehlbaum como um thriller tenso e tenso. O filme deixa para nós fazermos o que quisermos com os paralelos modernos.

A situação é reinventada como uma espécie de procedimento mediático, mostrado puramente do ponto de vista da divisão desportiva da ABC TV, que, a partir da sua galeria apertada e claustrofóbica, se viu responsável por transmitir os eventos ao vivo para o mundo. A equipe é vista empurrando uma câmera de estúdio pesada ao alcance da vila dos atletas para capturar imagens, discutindo com outras empresas de TV americanas sobre espaço para transmissão de satélite. Eles estão sob pressão para fazer declarações não verificadas para garantir que seus rivais não recebam o furo, tomando decisões editoriais em frações de segundo, sem experiência em notícias, enquanto fazem caretas diante de telas de TV como o Controle da Missão de Houston assistindo à Apollo 13. E eles estavam apenas conscientes tarde demais de que estavam influenciando diretamente o que estava acontecendo, à beira do pânico diante da responsabilidade e do puro pesadelo pós-moderno do que estava acontecendo.

Os atores interpretam os executivos em manga de camisa conversando uns com os outros e gritando instruções aos microfones, efetivamente em diálogo com os verdadeiros apresentadores em clipes de TV de arquivo. A ação ficcional é intercalada com imagens reais e emissoras reais (nosso próprio jornalista britânico Trevor McDonald é visto).

É uma imagem muito inteligente, envolvente e escrita de forma despretensiosa, com algo do Broadcast News de James L Brooks e não pude deixar de pensar que talvez este seja o filme que Steven Spielberg poderia ter feito, em vez de Muniqueseu thriller forsythiano bastante pesado sobre as consequências, embora o melhor filme sobre o assunto certamente ainda seja o documentário de 1999 de Kevin Macdonald, vencedor do Oscar Um dia em setembro.

John Magaro interpreta o assediado jovem diretor de estúdio Geoffrey Mason, movido por uma energia nervosa e uma euforia não reconhecida enquanto improvisa e inventa efetivamente novas técnicas de transmissão ao vivo enquanto o caos se desenrola ao seu redor. Peter Sarsgaard é o executivo Roone Arledge e Ben Chaplin o produtor supervisor Marvin Bader. O ator franco-argelino Zinedine Soualem interpreta o engenheiro Jacques Lesgards; o filme ampliando sua ascendência árabe para equilibrar a presença judaica na redação. A atriz alemã Leonie Benesch interpreta uma personagem ficcional, Marianne Gebhardt, a jovem assistente idealista, mortificada com os pecados da geração mais velha, colocada em serviço para traduzir o que estava acontecendo.

O filme nos mostra os dois pesadelos da ABC: a equipe inicialmente triunfou ao colocar câmeras e comentaristas em posição para assistir às tentativas iniciais da polícia alemã local, sem treinamento, empunhando rifles de nível militar, de escalar os telhados e com a vantagem da surpresa. invadindo os apartamentos onde os reféns estavam mantidos. Eles mostraram-no ao vivo, mas a sua auto-felicitação durou pouco, pois perceberam que os terroristas também podiam ver o filme nas suas televisões. Dado que a polícia alemã era quase bizarramente incompetente e mal treinada (tendo recusado o pedido de Israel para enviar a sua própria equipa de forças especiais), provavelmente não teria funcionado. Mas quem sabe? A televisão ABC mudou o curso da história da pior maneira possível?

E então, depois que os reféns foram levados da vila olímpica para um campo de aviação militar, a equipe ABC começou a ouvir rumores (dolorosamente errados) de que todos os reféns estavam livres, e seguindo o exemplo de uma declaração precipitada na rádio estatal da Alemanha Ocidental, encorajar seus apresentadores a reciclar essas falsas boas notícias. Qualquer nervosismo que tenham é aparentemente anulado pelos relatórios de confirmação subsequentes – mas não estarão estas confirmações simplesmente a inspirar-se na voz autoritária da América?

Este é um filme que tem sucesso porque não se sobrecarrega com a história ou a política, ou com as suas questões auto-reflexivas; simplesmente transcreve a insensibilidade profissional e o voyeurismo do jornalismo televisivo ao vivo, preocupado apenas em captar as imagens e envolvê-las com um final elegante. O filme se move com mais liberdade devido à sua despreocupação voluntária com as implicações históricas do massacre de reféns em Munique; o público moderno pode sentir que o contexto contemporâneo o torna ingênuo ou obtuso. Mas é uma imagem musculosa e bem feita, com cheiro de suor frio.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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