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Rio Juruá atinge cota de 13,02 metros e volta a transbordar em Cruzeiro do Sul

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O Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, voltou a transbordar e atingiu a cota de 13,02 metros, na manhã desta terça-feira (15). O Corpo de Bombeiros informou que ainda não foi retirada nenhuma família e permanece o número de 500 pessoas nos abrigos do município. Cota de transbordo é de 13 metros.

“Após um período de vazante, o rio voltou a subir e na noite de ontem [segunda, 14] alcançamos a cota de transbordo. A gente continua fazendo o monitoramento no Alto Juruá, em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Temos a informação de que o rio continua subindo lá também e nos próximos dias a gente deve ter o rio se elevando aqui, dependendo da quantidade de chuva”, disse o Comandante Josadac Cavalcante.

Com isso, cerca de 500 pessoas continuam desabrigadas e estão em abrigos montados em escolas da cidade. Pelo menos 800 famílias estão atingidas.

“Com esse nível não têm famílias ainda para sair porque todas as famílias que tinham para sair foram retiradas na última vez em que o rio subiu e ainda não retornaram, então, até o nível de 13,40 metros, não devemos ter solicitação para retirada”, explicou.

As famílias desabrigadas só devem retornar para as casas quando o rio estiver abaixo da cota de alerta, que é de 11,80 metros.

Com a elevação do rio, o comandante alerta não apenas as pessoas que moram nas áreas com risco da alagação, mas também para quem costuma tomar banho e navegar.

“A gente segue monitorando e orientando nossa população que tenha cuidado ao navegar porque quando o nível sobe começa novamente a descer os balseiros e isso potencializa o risco de acidentes com embarcações. As pessoas evitem tomar banho porque têm os troncos descendo, tem material submerso que a pessoa não vê e ela, ao mergulhar, pode ser enroscar em um material destes e causar um acidente até fatal”, pontuou.

O rio saiu da cota de transbordo na semana passada e com isso a energia elétrica foi restabelecida nas seis localidades que estavam com o serviço comprometido para evitar acidentes por conta da alagação. Mas, no meio da semana, o manancial voltou a subir.

Com a cota atual, cerca de sete localidades estão afetadas. Entre elas:

  • Lagoa
  • Miritizal
  • Cruzeirinho
  • Várzea
  • Saboeiro
  • Olivença
  • Comunidade Rural Florianópolis

A cidade chegou a ter 28 mil pessoas atingidas e a prefeitura decretou situação de emergência no dia 28 de janeiro. Foram nove dias com o nível acima da cota de transbordo, uma vez que o rio ultrapassou os 13 metros no dia 26 de fevereiro.

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Extensão do PZ da Ufac conquista 1º e 2º lugares em Feira do Mel — Universidade Federal do Acre

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Meliponicultores dos seringais Porongaba e Filipinas, na reserva extrativista (Resex) Chico Mendes, obtiveram o 1º e o 2º lugares na 1ª Feira do Mel, ocorrida de sábado, 31, a segunda-feira, 2, no Horto Florestal, em Rio Branco. Os premiados participaram de atividades de extensão desenvolvidas pelo Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac para implantação e manutenção de meliponários em propriedades rurais na Resex.

A premiação ocorreu na categoria Melhor Mel de Abelha sem Ferrão. O 1º lugar foi concedido ao mel da espécie ‘Melipona crinita’, conhecida como uruçu-amarelo; o 2º lugar ficou com o mel de ‘Melipona eburnea’, conhecida como uruçu-roxo. No concurso, também houve participação de outras duas variedades de mel de abelhas sem ferrão, provenientes do meliponário didático do PZ, das espécies ‘Melipona titania’ (uruçu-boi) e ‘Melipona grandis’ (uruçu-cinzenta).

O trabalho da equipe do PZ teve início no seringal Porongaba, foi ampliado para o seringal Filipinas e, atualmente, também alcança o seringal Venezuela. As ações envolvem acompanhamento técnico e troca de conhecimentos com os produtores. Na feira, foram expostos méis de abelhas ‘Apis mellifera’, com ferrão, e de abelhas sem ferrão, além de outros produtos.

A diferença de preço entre os tipos de mel evidencia o potencial econômico da meliponicultura. Na feira, o mel de ‘Apis mellifera’ foi comercializado de R$ 100 a R$ 120 por litro, enquanto o mel do gênero ‘Melipona’ alcançou média de R$ 300 por litro. A valorização varia conforme a produtividade entre os tipos comercializados. Uma colônia de abelhas ‘Apis mellifera’, como as italianas, pode alcançar aproximadamente 50 quilos anuais em condições favoráveis. Já para as melíponas abordadas, uma colônia pode produzir cerca de dois a quatro litros de mel por ano.

Estiveram presentes na 1ª Feira do Mel os servidores do PZ Nilson Alves Brilhante, responsável pelo setor de Entomologia e pelo Meliponário Didático; Plínio Carlos Mitoso; e Wanderson da Silva Gomes, coordenador administrativo.



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Projeto do Hospital Universitário da Ufac tem continuidade garantida — Universidade Federal do Acre

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O reitor Josimar Ferreira se reuniu com o presidente da HU Brasil (novo nome da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Arthur Chioro, para tratar da retomada do projeto do Hospital Universitário da Ufac. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 4, em Brasília.

“Está garantida a continuidade do nosso Hospital Universitário”, afirmou Josimar após a reunião. Ele comemorou o resultado das discussões e classificou o momento como uma retomada de uma ação importante para a instituição.

Para o diretor do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, professor Carlos Viga, a retomada do planejamento do Hospital Universitário é resultado das articulações conduzidas pela gestão superior. “O hospital é extremamente importante para nossa sociedade, em especial para comunidade acadêmica da universidade”, disse.

Também participaram da reunião o professor do curso de Medicina, Nilton Ghiotti de Siqueira; e o professor João Batista Francalino da Rocha, coordenador do curso de bacharelado em Enfermagem e coordenador pró-tempore do PPG em Ciências da Saúde na Amazônia Ocidental.



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Reitor da Ufac participa de encontro sobre censo da educação superior — Universidade Federal do Acre

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Reitor da Ufac no 11º Ences-2026 (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, participa do 11º Encontro Nacional do Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira, 4, e quinta-feira, 5, em Brasília. O evento visa discutir procedimentos de coleta, qualidade das informações e indicadores utilizados no planejamento e na avaliação da educação superior brasileira.

“Enquanto reitor, conhecer o censo e os sistemas de coleta de dados é importante, considerando que nós estamos alimentando as informações que gerarão relatórios técnicos, tanto para o MEC [Ministério da Educação] quanto para o orçamento”, afirmou Josimar.

Segundo ele, a qualidade das informações depende da integração entre as coordenações de cursos, os setores de registro acadêmico e as unidades administrativas responsáveis pela alimentação dos sistemas institucionais. Ele ressaltou a necessidade de acompanhar os fluxos de informações desde o ingresso e a matrícula dos estudantes até a integralização curricular e a conclusão dos cursos.

Além disso, Josimar lembrou que os dados do levantamento integram indicadores relacionados à matriz orçamentária das universidades federais. Para ele, o aperfeiçoamento dos procedimentos internos de coleta e conferência das informações é fundamental para que os dados encaminhados ao Inep representem a realidade institucional da Ufac.

Realizado anualmente pelo Inep, o Censo da Educação Superior reúne informações sobre instituições, cursos, vagas, matrículas, ingressantes, concluintes, docentes e infraestrutura. Os dados subsidiam a produção de estatísticas e indicadores utilizados no acompanhamento, na avaliação e no planejamento da educação superior brasileira.

A programação do primeiro dia do encontro contempla a avaliação do Censo-2025, o novo cronograma de preenchimento, as boas práticas de coleta, a evolução da classificação Cine Brasil e os indicadores da educação superior. Nesta quinta-feira, 5, os debates abordam as perspectivas para o Censo-2026, o sistema e-MEC, o diploma digital, a qualificação dos dados de cor/raça e o Censo da Pós-Graduação Stricto Sensu, além da apresentação de experiências institucionais.

O coordenador da Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Alex Souza Mello, da Pró-Reitoria de Planejamento, também está no evento, onde estão participando da programação representantes do Inep, do MEC, do IBGE, da Capes e de instituições de ensino superior de diferentes regiões do país.



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