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Rosatom da Rússia ameaça processar a Siemens Energy da Alemanha – DW – 12/01/2025
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A empresa estatal russa de energia Rosatom planeja processar um fabricante alemão por não entregar equipamentos destinados à construção do Akkuyu potência nuclear planta no sul Peru.
A fábrica seria a primeira desse tipo na Turquia. É também o maior projecto energético da história da Turquia. Em 4 de janeiro, o chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, fez graves acusações contra o fornecedor alemão e referiu-se ao gigante industrial alemão Siemensembora na verdade ele estivesse falando de outra empresa, a Siemens Energy.
“Observamos relatos da mídia sobre isso, mas atualmente não temos uma ação judicial”, disse o porta-voz da Siemens Energy, Tim Proll-Gerwe, à DW.
A Siemens Energy era anteriormente a divisão de tecnologia energética da Siemens, mas em 2020 tornou-se uma empresa independente e foi listada em bolsa. A Siemens detém atualmente 17% da Siemens Energy.
A Proll-Gerwe confirmou que a Siemens Energy deveria fornecer equipamento isolado a gás para o sistema de distribuição de energia da central nuclear, equipamento crítico necessário para a ligar à rede eléctrica turca.
O contrato para isso foi assinado com a empresa russa Elektroavtomatika em 2020, dois anos antes A invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. De acordo com seu site, a empresa com sede em São Petersburgo é fornecedora regular da Rosatom.
Permissões de exportação concedidas
A Siemens Energy estava esperando há “muito tempo” permissões de exportação do Departamento Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportações, ou BAFA, disse Proll-Gerwe à DW, acrescentando que a empresa cumpre todas as regulamentações locais.
Entretanto, as licenças necessárias para a exportação dos componentes foram obtidas, disse Proll-Gerwe, acrescentando que a Siemens Energy poderá cumprir as suas obrigações contratuais em Akkuyu “se o cliente ainda quiser”.
No entanto, aparentemente já foram encontrados produtos substitutos para os componentes atrasados da Siemens Energy e a Rosatom poderá estar a procurar uma compensação pelas suas perdas. Foi a isso que Likhachev pareceu aludir nos comentários sobre despesas adicionais e o “ajuste das datas de instalação” da usina.
Parece que a empresa russa gostaria de atribuir a culpa dos atrasos na construção na Turquia, pelo menos parcialmente, à Siemens Energy e à burocracia alemã. O contrato para a construção de centrais nucleares na Turquia foi assinado pela primeira vez em 2010. A pedra fundamental para a primeira secção da central foi lançada em 2018 e o primeiro reator deverá entrar em funcionamento, no mínimo, este ano. Todo o projeto deve ser concluído até 2028.
Os componentes substitutos na Turquia parecem ser chineses. Em setembro passado, o ministro da Energia turco, Alparslan Bayraktar, disse que a Rosatom encomendou peças alternativas à China. De acordo com a agência de notícias russa Interfax, o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, explicou que componentes substitutos foram adquiridos de “países amigos” e que alguns já haviam chegado à usina de Akkuyu.
No tempo que as autoridades alemãs demoraram a aprovar as exportações, a permissão para exportar outros equipamentos foi concedida muito mais rapidamente, informou o meio de comunicação alemão NTV em Setembro de 2024.
Problemas de segurança?
Mas é permitido às empresas alemãs trabalhar com empresas russas num sector tão sensível como a energia nuclear, dadas as actuais tensões entre a Rússia e a União Europeia?
“A Siemens Energy encerrou todas as atividades na Rússia mais cedo e não tem mais nenhuma relação contratual lá”, disse Proll-Gerwe, porta-voz da Siemens Energy, à DW. “A Siemens Energy agora só tem de cumprir contratos pendentes mais antigos, celebrados antes do início da guerra na Ucrânia. Mas, claro, isto deve sempre ocorrer de acordo com quaisquer sanções aplicáveis e restrições de controle de exportação.”
Se a BAFA emitiu agora uma licença de exportação, isso significa que a entrega de equipamento da Siemens Energy à central nuclear turca não viola nem as regras de exportação alemãs nem as sanções da UE à Rússia.
Parece improvável, no entanto, que a Rosatom substitua as entregas chinesas pelo equipamento alemão atrasado. Portanto, há uma chance de a Siemens Energy acabar no tribunal em frente à empresa de energia russa.
Esta história foi publicada originalmente em russo.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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