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Rússia e Ucrânia negociam os maiores ataques de drones em conflito | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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A Rússia e a Ucrânia lançaram ataques recordes de drones entre si durante a noite, com os ataques ucranianos a Moscou fechando temporariamente três aeroportos da capital russa.
A Rússia disparou 145 drones contra a Ucrânia durante a noite, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy no domingo – mais do que em qualquer ataque noturno até agora durante o conflito de dois anos e meio.
“Ontem à noite, a Rússia lançou um recorde de 145 Shaheds e outros drones de ataque contra a Ucrânia”, disse Zelenskyy nas redes sociais, instando os aliados ocidentais de Kiev a fazerem mais para ajudar a defesa da Ucrânia. Kyiv disse que suas defesas aéreas derrubaram 62 drones.
A Rússia também disse ter abatido 34 drones de ataque ucranianos que visavam Moscovo no domingo, a maior tentativa de ataque à capital desde o início da ofensiva em 2022, com o governador regional de Moscovo, Andrei Vorobyov, a chamar o ataque de “massivo”.
Os ataques ucranianos forçaram o fechamento temporário de três aeroportos, feriram uma mulher de 52 anos e incendiaram duas casas na vila de Stanovoye, na região de Moscou, disseram autoridades.
Embora a capital ucraniana, Kiev, seja regularmente alvo de ataques massivos de drones e mísseis russos, os ataques a Moscovo são muito menos frequentes.
O Ministério da Defesa da Rússia disse que suas defesas aéreas derrubaram um total de 70 drones ucranianos entre 04h00 GMT e 07h00 GMT em seis regiões. O documento disse que 34 foram abatidos na região de Moscou e o restante em Bryansk, Orlov, Kaluga, Tula e Kursk.
Na região de Moscovo, as autoridades locais afirmaram que os drones foram abatidos nos distritos de Ramenskoye, Kolomna e Domodedovo.
No maior ataque anterior de drones em ou perto de Moscou em Setembro, uma mulher foi morta em Ramenskoye – a primeira vez que alguém foi morto num ataque ucraniano perto da capital.
Em maio de 2023, dois drones foram destruídos perto do Kremlin e, no mesmo ano, ocorreram vários ataques de drones no distrito comercial da cidade de Moscou.
Os recentes ataques de drones ocorreram depois que o presidente russo, Vladimir Putin, assinou um pacto entre a Rússia e a Coreia do Norte na noite de sábado.
O pacto obriga os dois países a fornecer ajuda militar imediata utilizando “todos os meios” caso algum deles seja atacado. O acordo marca o elo mais forte entre Moscovo e Pyongyang desde o fim da Guerra Fria.
Rússia diz que ‘sinais de Trump são positivos’
A guerra da Rússia contra a Ucrânia está a entrar no que algumas autoridades dizem que poderá ser o seu acto final, depois de as forças de Moscovo terem avançado ao ritmo mais rápido desde os primeiros dias da guerra e desde Donald Trump foi recentemente eleito o 47º presidente dos Estados Unidos.
O líder republicano dos EUA disse durante a campanha que poderia acabar com os combates entre a Rússia e a Ucrânia dentro de horas e indicou que falará diretamente com Putin – uma grande ruptura com a abordagem adotada pelo atual presidente dos EUA, Joe Biden.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse numa entrevista à imprensa estatal publicada no domingo que os “sinais são positivos” após a reeleição de Trump, que serviu como presidente dos EUA de 2017 a 2021 e que só tomará posse em 20 de janeiro.
“Trump durante a sua campanha eleitoral falou sobre como ele vê tudo através de acordos, que ele pode fazer um acordo que pode levar à paz”, disse Peskov.
“Pelo menos ele está falando de paz e não de confronto. Ele não está a falar do seu desejo de infligir uma derrota estratégica à Rússia – isso o distingue da atual administração.”
Peskov também alertou sobre a imprevisibilidade de Trump e disse que o tempo dirá se a sua vitória poderá pôr fim ao conflito na Ucrânia.
“É difícil dizer o que acontecerá a seguir”, disse Peskov, acrescentando que Trump era “menos previsível” do que Harris e Biden.
“Também é menos previsível até que ponto ele se aterá às declarações que fez durante a campanha”, acrescentou Peskov.
Putin exigiu que a Ucrânia se retirasse de áreas do seu território oriental e meridional como pré-condição para negociações de paz.
Após a eleição de Trump, Zelenskyy alertou que “não deveria haver concessões” a Putin, dizendo que ceder terras ou ceder a qualquer uma das suas outras exigências de linha dura apenas encorajaria o Kremlin e levaria a mais agressão.
Zelenskyy também avisou anteriormente que sem Ajuda dos EUAKyiv perderia o conflito.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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