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Rússia e Ucrânia trazem para casa, cada uma, 95 prisioneiros de guerra em troca mediada pelos Emirados Árabes Unidos | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
A troca foi a 58ª realizada desde o início da guerra, diz a Ucrânia.
A Rússia e a Ucrânia trocaram 190 prisioneiros de guerra ao abrigo de um acordo mediado pelos Emirados Árabes Unidos.
A troca na noite de sexta-feira viu cada lado libertar 95 prisioneiros.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os militares russos que regressavam estavam a ser submetidos a exames médicos na Bielorrússia, um dos aliados mais próximos da Rússia durante o conflito de dois anos e meio. Um vídeo militar russo mostrou soldados sorridentes embarcando em ônibus.
Enquanto isso, um vídeo postado na conta do Telegram do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy mostrou homens, alguns envoltos na bandeira ucraniana, descendo de um ônibus e abraçando entes queridos.
“Cada vez que a Ucrânia resgata o seu povo do cativeiro russo, aproximamo-nos do dia em que a liberdade será devolvida a todos os que estão no cativeiro russo”, disse o presidente.
O Ministério das Relações Exteriores dos EAU descreveu o intercâmbio como “um reflexo das relações cooperativas e amigáveis entre os EAU e ambos os países”. Foi a nona vez que mediou tal intercâmbio entre Moscovo e Kyiv.
O presidente ucraniano disse que os prisioneiros libertados serviram em várias frentes, incluindo aqueles que defenderam a cidade portuária de Mariupol durante quase três meses em 2022.
Lá, defenderam Mariupol e a siderúrgica Azovstal, que era amplamente vista como um exemplo furtivo de resistência contra a guerra russa. Desde então, Mariupol está sob ocupação russa.
“Noventa e cinco pessoas do nosso povo estão em casa novamente. Estes são os guerreiros que defenderam Mariupol e ‘Azovstal’, bem como as regiões de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kiev, Chernihiv e Kherson”, escreveu Zelenskyy num post no X.
A mídia ucraniana e organizações de direitos humanos relataram que o ativista de direitos humanos e membro do serviço ucraniano Maksym Butkevych, que foi condenado por um tribunal russo por atirar contra as forças russas, estava entre os libertados.
Quarenta e oito dos repatriados foram condenados pelo sistema judicial russo, de acordo com o órgão que coordena os assuntos dos prisioneiros de guerra.
Dmytro Lubinets, comissário do parlamento ucraniano para os direitos humanos, disse que a última troca foi a 58ª desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia em Fevereiro de 2022, e elevou para 3.767 o número total de prisioneiros que regressaram a casa.
A troca segue-se à repatriação dos corpos de 501 soldados para a Ucrânia na sexta-feira, no que parecia ser a maior repatriação de aqueles mortos durante o conflito desde que a guerra estourou.
A maioria desses soldados morreu durante o combate na região oriental de Donetsk, na Ucrânia, de acordo com a Sede de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra da Ucrânia.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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