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Russos na região de Kursk ‘abalados’ quando a Ucrânia lança nova ofensiva | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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No domingo, o fotógrafo e ativista social Oleg Pogozhikh foi trabalhar em seu estúdio em Kursk, no oeste da Rússia, sob o estrondo de explosões.
Situada na fronteira, a região de Kursk foi alvo de bombardeamentos ocasionais no início da guerra em grande escala com a Ucrânia. Os combates intensificaram-se em Agosto do ano passado, quando a Ucrânia lançou uma ousada incursão na área, capturando vários assentamentos. Desde então, a Rússia retomou grande parte do território confiscado.
Mas este fim de semana assistimos ao ressurgimento de batalhas quando a Ucrânia lançou uma nova ofensiva em Kursk.
“Tudo está como sempre: sirenes de alerta de mísseis, explosões em algum lugar próximo”, escreveu Pogozhikh em seu feed do Telegram, intitulado Eye of Kursk.
“Hoje está especialmente barulhento. Estou no estúdio e algumas vezes fiquei tão abalado que bloqueei meus ouvidos. Fechar. Tão perto que surge a pergunta: o que o inimigo está tentando alcançar? Claro, o objetivo deles é estragar a temporada de férias, semear o pânico, distrair a atenção.”
Por volta das nove da manhã, as forças ucranianas retomaram a sua ofensiva, avançando do seu território ocupado de Sudzha em direcção às aldeias de Berdin e Bolshoye Soldatskoye, a caminho da cidade de Kursk.
“Os acontecimentos começaram a ocorrer mais cedo, nomeadamente depois da meia-noite”, disse à Al Jazeera Yan Furtsev, um responsável local do partido liberal da oposição russa, Yabloko.
“Começaram a soar alertas de ameaça de mísseis, ouviram-se explosões nas ruas de Kursk, resultado do funcionamento de sistemas de defesa antimísseis. Mas a frequência das explosões nesta noite foi maior do que nas noites anteriores de janeiro e até mesmo em dezembro. Quase 16 alertas de mísseis e um aviso sobre um ataque de drone foram ouvidos em quase 24 horas.”
Durante a incursão, o vice-ministro da Defesa, Yunus-bek Yevkurov, viajou para Kursk e encontrou-se com o governador local. Embora os motivos da sua visita não tenham sido divulgados oficialmente, pensa-se que ele veio supervisionar pessoalmente as defesas da região.
“Tudo isto não pode deixar de causar preocupação entre os cidadãos que vivem na cidade de Kursk, uma vez que o som e as ondas de choque dos drones e mísseis abatidos são visivelmente transmitidos pelos arredores da cidade”, continuou Furtsev, acrescentando que os habitantes locais estão a sentir uma ansiedade acrescida porque a primeira semana O mês de janeiro é feriado governamental na Rússia, o que significa que as informações são escassas.

Mas nem todos os residentes estão encolhidos de medo.
“Tudo está tranquilo e bem em Kursk”, disse Pogozhikh à Al Jazeera.
“Estou confiante no exército russo. Pode ser alto, mas as pessoas não estão preocupadas. O ataque das tropas (inimigas) parece ser apenas no Telegram. Na realidade, isso está longe de ser verdade. A vida continua normalmente. As defesas aéreas russas estão a abater os seus drones e mísseis, por isso poucas pessoas lhes prestam atenção. É claro que quando o inimigo tem como alvo objetos civis e mulheres, crianças e idosos morrem, isso nos irrita um pouco.”
Oleg Ignatov, analista sênior do Crisis Group, disse à Al Jazeera que a escala do último ataque da Ucrânia “ainda é pequena”.
“Nenhum ganho significativo foi obtido até agora”, disse ele. “As forças russas estão mais bem preparadas para se defenderem desta vez. Mas talvez o que aconteceu seja uma distração ou um teste a ser seguido por uma tentativa de um grande ataque, talvez em outro lugar.”
Ele acrescentou que a Ucrânia precisa de “novos sucessos no terreno” antes da administração do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump começa, um momento que muitos esperam que mude a trajetória da guerra Rússia-Ucrânia, possivelmente em direção a um cessar-fogo.
“Os objetivos aqui são novamente políticos, não militares, como na operação de Kursk no verão”, disse Ignatov.
Em Outubro, as autoridades russas relataram que pelo menos 398 civis foram mortos como resultado das hostilidades nas zonas fronteiriças russas desde Fevereiro de 2022.
“Se falarmos da cidade de Kursk, então nos meses anteriores estava mais calmo – em alguns dias, o alerta de ameaça de mísseis poderia ser uma ou duas vezes por dia”, disse Furtsev.
“Se falamos da região de Kursk em geral, então na segunda quinzena de dezembro e nos primeiros dias de janeiro, as cidades fronteiriças de Rylsk e Lgov, a aldeia de Ivanovskoye no distrito de Rylsk foram atacadas pelas Forças Armadas Ucranianas, como resultado as cidades foram significativamente danificadas. A restauração de objetos destruídos ainda está em andamento. Nas zonas fronteiriças, as pessoas têm maior probabilidade de morrer devido a ataques. Em 3 de janeiro, um homem de 63 anos morreu no distrito de Rylsk após ser atingido por um drone de combate.”
Segundo o Ministério da Defesa russo, a incursão de domingo consistiu em “dois tanques, um veículo contra-obstáculos e 12 veículos blindados de combate”.
Desde então, os militares russos alegaram ter repelido o ataque, destruindo parte da coluna blindada da Ucrânia com pesado fogo aéreo e de artilharia.
Em Agosto do ano passado, as tropas ucranianas tomaram uma faixa de território mesmo depois da fronteira dentro da Rússia propriamente dita, incluindo a cidade de Sudzha, que abriga um gasoduto crucial que fornece gás russo à Europa. No entanto, o o gás parou de fluir em 1º de janeiro, quando o acordo entre os dois lados em conflito expirou.
Durante a ocupação de Sudzha, a Ucrânia assumiu a responsabilidade de manter a lei e a ordem, bem como o fornecimento de bens essenciais como alimentos, água e medicamentos, mas confiscou telemóveis para dissuadir os restantes habitantes locais de reportar movimentos ao inimigo.
Numa entrevista à NBC, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy deu a entender em Setembro que o destino de Kursk poderia desempenhar um papel nas futuras negociações de cessar-fogo. Em Novembro, pessoas deslocadas de Sudzha organizaram um pequeno protesto em Kursk, acusando as autoridades de não as protegerem.
Mas, apesar do sucesso inicial da Ucrânia, os russos têm vindo lentamente a recuperar terreno, com a própria Sudzha a ser bombardeada enquanto a Rússia tenta recuperá-la.
As forças russas na área terão sido reforçadas por 12.000 reforços do seu aliado, a Coreia do Norte, embora o Kremlin tenha rejeitado todas as alegações sobre as tropas norte-coreanas. Se os norte-coreanos estão lá, eles têm se mantido discretos e raramente são vistos em público.
“Existem todos os tipos de rumores”, disse Pogozhikh.
“Já ouvi falar dos coreanos, mas considero isso uma história. Mas que os deuses e o Todo-Poderoso ajudam os russos é um facto.”
Ainda assim, os militares de Moscovo poderiam ter sido incapazes de derrotar de forma decisiva os ucranianos.
Antes da operação de domingo, Zelenskyy afirmou que pesadas perdas foram infligidas a soldados russos e norte-coreanos, com um batalhão norte-coreano inteiro supostamente exterminado perto da vila de Makhnovka.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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