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Sai ranking dos melhores vinhos tintos brasileiros; guia internacional
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Saiu o ranking Guia Descorchados 2025 e 19 vinhos tintos brasileiros estão entre os melhores da América latina. Que orgulho!
O guia é um dos mais respeitados da América do Sul e os brasileiros Tannat 2023, Potter 2024 Tannat e Sabina Syrah, conseguiram, cada um deles, 93 pontos. O trio foi reconhecido pela qualidade, identidade e potencial das uvas cultivadas no Brasil.
O setor de vinho nacional tem ganhado cada vez mais espaço entre os grandes produtos do continente. Ao todo, 47 vinícolas brasileiras participaram da degustação.
Guia Descorchados
Criado pelo jornalista especializado Patricio Tapa, o Descorchados é uma referência quando o assunto é vinho sul-americano.
Em 2025, mais de 4 mil rótulos foram avaliados por uma equipe especializada,em três volumes: um para a Argentina, outro para o Chile, e um terceiro que reúne Brasil, Uruguai, Peru e Bolívia.
Questionado pela Exame sobre o que leva um vinho a receber os 100 pontos, nota total do ranking, Patricio explicou: “Sempre me perguntam o que precisa ter um um vinho para receber 100 pontos. O rótulo precisa expressar a variedade da uva e o lugar de onde vem.”
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Top 3 do Brasil
Os três vinhos brasileiros que receberam 93 pontos mostram o quanto o país avançou na produção de tintos com bastante qualidade.
- Belmont Tannat 2023 (RS): produzido na Serra Gaúcha, esse vinho é feito a partir da uva tannat. Tido por especialistas como um vinho elegante e com bastante equilíbrio, o Belmont fez bonito!
- Guatambu Potter 2024 Tannat (RS): da região da Campanha Gaúcha, o Potter 2024 é um vinho bem intenso, mas ao mesmo tempo mantém um certo frescor.
- Sabina Syrah Seleção de Parcelas 2024 (MG): diretamente da Serra da Canastra, em Minas Gerais, o Sabina foi considerado um dos melhores vinhos da lista.
Outros brasileiros
Além dos três primeiros, o Brasil também colocou outros 16 vinhos na lista com pontuações bem altas. Veja abaixo!
- Arte da Vinha Francamente Franc Cabernet Franc 2023 (92)
- Artesã Íngreme Syrah 2021 (92)
- Casa Almeida Barreto Piano Syrah Syrah 2023 (92)
- Família Arte Líquida Vila Flores Cabernet Franc 2022 (92)
- Guatambu Épico Edição IX Tannat, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo N/V (92)
- Guatambu Lendas do Pampa Tannat 2024 (92)
- Guatambu Rastros do Pampa Merlot 2024 (92)
- Guatambu Rastros do Pampa Tannat 2024 (92)
- Luiz Argenta Cuvée L.A. Cave Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot 2020 (92)
- Sacramentos Vinifer Sabina Mescla de Serras Syrah 2024 (92)
- Amare Vinhos Amor Perfeito Tannat 2023 (91)
- Artesã Mar de Morros Blend Cabernet Franc, Syrah, Cabernet Sauvignon 2023 (91)
- Belmonte Vinho Frugalle Gamay 2023 (91)
- Luiz Argenta L.A. Cave Cabernet Franc 2018 (91)
- Vinícola Tramarin Gran Linaggio Merlot 2023 (91)
- Vinícola Tramarin Gran Linaggio Tannat 2023 (91)
Quase perfeitos
Entre os mais de 4 mil vinhos avaliados, apenas dois atingiram a pontuação máxima de 100 pontos: o argentino Adrianna Vineyard Mundus Bacillus Terrae 2022 e o chileno Altazor 20221 Cabernet Sauvignon.
Os dois foram elogiados pela pureza e equilíbrio.
O Potter Tannat, da vinícola Guatambu, conseguiu uma ótima pontuação. – Foto: Guatambu Vinhos
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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