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Sajad Shakoor leva esperança e refeições halal para prisioneiros da Califórnia | Bifurque o sistema
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Uma visita à mesquita não era a única coisa na mente de Shakoor depois que ele recuperou sua liberdade.
Tal como acontece com muitas pessoas anteriormente encarceradas que regressam à sociedade, havia uma longa lista de necessidades a satisfazer, muitas delas complicadas pelo seu estatuto de pessoa condenada por crime: garantir habitação, encontrar entes queridos, encontrar trabalho.
Ele se saiu melhor do que a maioria, conseguindo um emprego em um restaurante do Oriente Médio na Bay Area, chamado Falafel Corner, várias semanas após sua libertação. As habilidades que ele aprimorou com fogões improvisados em sua cela e nas cozinhas da prisão foram agora postas em prática na construção de uma nova carreira, e ele rapidamente passou a administrar o restaurante.
Em 2016, o restaurante abriu um segundo local em Sacramento e, em 2018, Shakoor comprou a parte do antigo proprietário. Ele diz que a empresa agora tem mais de 30 franquias no norte da Califórnia.
Se cozinhar era uma habilidade que Shakoor continuou a desenvolver depois de sair da prisão, seu interesse no trabalho de reforma da justiça criminal era outra.
Em 2014, Shakoor, que obteve remotamente um diploma da Universidade de Ohio enquanto estava encarcerado, testemunhou no Senado Estadual em apoio ao SB 1391, que expandiu o acesso à educação universitária para pessoas encarceradas nas prisões da Califórnia. O projeto foi aprovado e sancionado em setembro de 2014.
Em 2023, ele também se tornou um defensor vocal do SB 309, que criou padrões universais aplicáveis à higiene religiosa e aos chapéus em todos os centros de detenção da Califórnia.
Ele baseou-se nas suas próprias experiências de assédio para expressão de devoção religiosa atrás das grades, recordando um incidente em 2002, quando foi enviado para confinamento solitário durante sete dias por se recusar a retirar o seu boné de chitrali, importante para a sua identidade como muçulmano de herança paquistanesa.
Mas talvez o seu tipo favorito de ativismo tenha surgido na forma de partilha de comida e adoração com outros muçulmanos nas prisões de todo o estado, uma prática que ele começou em 2017.
Ele diz que normalmente faz cerca de cinco visitas desse tipo por ano, às vezes até 10. Não são tarefas fáceis, exigindo horas de cozinha e a provação ainda mais árdua de navegar na exaustiva burocracia do sistema prisional.
Mas Shakoor vê os acontecimentos como uma fonte de companheirismo e otimismo para os prisioneiros numa situação que, de outra forma, poderia parecer opressivamente desesperadora.
Durante sua estada em San Quentin, quando ainda acreditava que passaria o resto da vida atrás das grades, ele se lembra de ter se apaixonado por um par de flores que conseguiu brotar de um penhasco de rocha inóspita.
“Nem sempre podemos mudar o que nos rodeia, tal como aquela flor não conseguiu”, diz ele. “Mas podemos aprender a superar as coisas que nos prendem e usar o que nos rodeia para nos cultivar.”
De volta ao quarto em Solano decorado com murais coloridos, Kali, o homem de 69 anos saboreando seu burrito, que Shakoor conhece desde que ambos foram encarcerados na Prisão Estadual de Pleasant Valley, fala sobre o propósito e a sensação de paz que ele tem encontrado através do Islã.
Ele se converteu pela primeira vez em 1992, durante um período em confinamento solitário, onde fez o que chamou de “inventário moral” de si mesmo, mergulhando na Bíblia e no Alcorão.
Para muitos condenados à prisão perpétua, a religião oferece um meio de resistir, se nunca de escapar totalmente, à pressão descendente do desespero que acompanha uma vida que está para sempre confinada.
A proximidade física do mundo livre, muitas vezes visível logo além de uma janela ou de uma cerca de sanfona, apenas contribui para a tentadora sensação de possibilidade excluída. Em tais circunstâncias, parece milagroso que surjam fontes de calor, criatividade e companheirismo.
É um sentimento que Shakoor compreende profundamente, e que Kali diz que agora ajuda outras pessoas a tentar conviver, ministrando aulas de controle da raiva em Solano.
Ele cita seu versículo favorito do Alcorão: “Na verdade, com as dificuldades, vem a facilidade”.
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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