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Papa Francisco exorta o mundo a ‘silenciar o som das armas’ no discurso de Natal | Papa Francisco

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Agence France-Presse

O Papa Francisco exortou o mundo a “silenciar os sons das armas e a superar as divisões”, na sua tradicional mensagem de Natal, usando o seu discurso para apelar à paz no Médio Oriente, na Ucrânia e no Sudão, e expressar preocupação com a situação humanitária “extremamente grave” situação em Gaza.

Francisco abordou diretamente o conflito na Ucrânia na sua mensagem Urbi et Orbi, apelando a “gestos de diálogo e encontro, a fim de alcançar uma paz justa e duradoura”. Sua mensagem chegou horas depois da Rússia lançou uma antena enorme ataque, usando mísseis de cruzeiro para atingir infra-estruturas energéticas em toda a Ucrânia.

Falando da varanda central da Basílica de São Pedro, o papa apelou aos líderes para “abrirem a porta” às negociações. “Que o som das armas seja silenciado na Ucrânia devastada pela guerra”, acrescentou o pontífice de 88 anos.

Em março deste ano, Francisco foi criticado por autoridades ucranianas depois de ele ter dito que o país deveria ter “a coragem de hastear a bandeira branca” e negociar o fim da guerra com a Rússia. O diretor de comunicações do Vaticano esclareceu mais tarde que Francisco apelava a uma “solução diplomática em busca de uma paz justa e duradoura”.

Francisco também usou seu Natal Mensagem do dia para abordar o conflito no Médio Oriente, apelando a que “as portas do diálogo e da paz sejam abertas”.

Ele acrescentou: “Penso nas comunidades cristãs em Israel e na Palestina, particularmente em Gaza, onde a situação humanitária é extremamente grave”, disse ele. “Que haja um cessar-fogo, que os reféns sejam libertados e que seja dada ajuda às pessoas desgastadas pela fome e pela guerra.”

O conflito dura há quase 15 meses, enquanto repetidos esforços de cessar-fogo pararamcom ambos os lados mais uma vez no dia de Natal culpando-se mutuamente pelo fracasso em chegar a uma trégua.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde de Gaza disse num comunicado que mais de 45.361 palestinos foram mortos desde que militantes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Milhares de pessoas a mais são acreditados foram soterrados sob os escombros e dezenas de milhares de pessoas ficaram feridas.

Falando na quarta-feira, Francisco exortou as pessoas a “derrubar todos os muros de separação”, citando exemplos que vão desde as ideologias que “tantas vezes marcam a vida política”, até aos muros físicos. Ele apelou a uma “solução mutuamente acordada” para derrubar o muro fronteiriço que dividiu a ilha mediterrânea de Chipre entre a República de Chipre e a República Turca do Norte de Chipre desde 1974.

Ele também apelou a um cessar-fogo no Sudão, que foi devastado por 20 meses de guerra civil brutal, deixando milhões de pessoas sob a ameaça da fome.

“Que o filho do Altíssimo apoie os esforços da comunidade internacional para facilitar o acesso à ajuda humanitária para a população civil do Sudão e para iniciar novas negociações para um cessar-fogo”, disse ele.

Francisco, na véspera de Natal, abriu a “porta santa” da Basílica de São Pedro, dando início ao ano jubilar das celebrações católicas que se espera que atraiam mais de 30 milhões de peregrinos a Roma.

Na quarta-feira, Francisco exortou as pessoas a aproveitarem ao máximo o ano jubilar. “Convido cada indivíduo e todas as pessoas de todas as nações a terem a coragem de atravessar a porta, de se tornarem peregrinos da esperança, de silenciar os sons das armas e de superar as divisões”, disse ele.

Com contribuições da Agence France-Presse, Associated Press e Reuters



Leia Mais: The Guardian

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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