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Santuário da Romênia busca salvar ursos enquanto a caça recomeça | Ambiente
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2 anos atrásem
Num santuário de ursos no coração dos Cárpatos romenos, vários filhotes que se acredita terem sido órfãos acabaram de chegar.
Há receios de que mais pessoas necessitem de abrigo agora que o país autorizou a caça desta espécie protegida, anulando efetivamente uma proibição em vigor desde 2016.
Florin Ticusan e sua equipe cuidam de 128 ursos pardos no Libearty Bear Sanctuary, que afirma ser o maior refúgio desse tipo no mundo. A instalação está localizada em Zarnesti, 180 km (111 milhas) ao norte da capital, Bucareste.
Os ursos são oficialmente protegidos na Roménia. O governo estima que existam 8.000 deles, a maior população da Europa fora da Rússia.
Havia uma cota de caça de 220 no ano passado e de 140 no ano anterior, mas, nesses casos, as licenças vinham com restrições rígidas.
O país da União Europeia está permitindo que 481 dos animais sejam mortos este ano. O governo argumenta que a população de ursos é muito grande e os ataques têm aumentado.
Ativistas do bem-estar animal e do ambiente dizem que os conflitos entre pessoas e ursos são causados pelo comportamento humano, mas há falta de vontade política para abordar o assunto.
Os ursos estão sendo expulsos da floresta, seu habitat natural, devido ao desmatamento e à escassez de alimentos, disse a fundadora do santuário, Cristina Lapis.
A Roménia é um grande exportador de frutos silvestres e cogumelos que os animais normalmente comem.
O refúgio, que recebe 30 mil visitantes por ano, também acolhe ursos resgatados de zoológicos da vizinha Ucrânia, bem como da Albânia, Armênia e até dos Estados Unidos.
O centro procura educar seus visitantes sobre as necessidades e o comportamento natural dos ursos.
“Os ursos mudaram fundamentalmente o seu comportamento ao longo dos últimos anos e a mendicância na estrada tornou-se a sua principal fonte de alimento”, disse recentemente o Ministro do Ambiente, Mircea Fechet.
Fechet argumentou que os ursos representam “um perigo iminente para os turistas” que os abordam e sugeriu que deveriam ser transferidos para locais como Libearty.
O santuário acredita que existem outras soluções para gerir a população de ursos, como colocar os caixotes do lixo fora do seu alcance, instalar vedações eléctricas quando necessário e educar as pessoas sobre como conviver com os animais.
Embora seja demasiado cedo para avaliar o impacto que o reinício da caça terá, Lapis teme que isso possa levar a que ainda mais ursos órfãos sejam trazidos para o seu centro, que já está a lutar para encontrar fundos para alimentar todos os seus residentes.
Ela disse que o santuário não colocará ursos reabilitados de volta na floresta porque a recente lei de abate significa que eles correm o risco de se tornarem “bucha de canhão”.
Ioan Banucu, chefe de uma empresa que organiza “férias de caça e tiro no deserto romeno”, disse que organizou expedições para caçadores estrangeiros.
Cinco ursos foram mortos a tiros desde outubro, disse ele. “Mas alguns clientes têm reservas”, reconheceu sem dar mais detalhes, acrescentando que o interesse por outras espécies, como os javalis, era maior.
A caça ao urso não sai barata. Custa até 8.000 euros (8.500 dólares) por urso, dependendo do tamanho.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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