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São Paulo não está na direção certa, senhor governador! – 13/01/2025 – Opinião

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Professora Bebel, Paulo Fiorilo

No artigo-propaganda denominado “São Paulo avança na direção certa”, publicado nesta Folha, o governador Tarcísio de Freitas apresenta uma visão fantástica de seu governo, recheada de autoelogios e desvinculada da realidade. A suposta “direção certa” esconde uma gestão marcada por retrocessos na educação e na segurança e pelo uso indevido do aparelho estatal para beneficiar apadrinhados políticos.

Indague-se: qual é o projeto do governador Tarcísio de Freitas para São Paulo?

Na educação, Tarcísio demonstra total falta de compromisso com a rede pública. Entre as propostas de seu plano de governo, passados dois anos, a recomposição e o aumento da aprendizagem não se concretizaram. São Paulo, o estado mais rico do país, viu seu desempenho educacional cair para níveis anteriores à pandemia, enquanto a média nacional subiu. Esse retrocesso reflete escolhas equivocadas, como o uso excessivo de plataformas digitais, que desconectou alunos e professores, e o veto ao projeto que visava contratar psicólogos e assistentes sociais para escolas, contradizendo suas promessas de apoio à saúde emocional da comunidade escolar.

Além disso, o governador extinguiu programa de transferência de renda que combatia a evasão escolar e priorizou escolas cívico-militares, uma bandeira ideológica sem comprovação de eficácia, que agrada sua base bolsonarista mas ignora soluções estruturais para os desafios da educação.

Não fosse o Pé-de-Meia, programa do governo Lula, os estudantes estariam à deriva. Na contramão da melhoria da educação, Tarcísio destruiu uma conquista histórica do estado ao aprovar uma emenda constitucional que corta R$ 11 bilhões anuais da área, condenando a rede estadual a problemas crônicos, como escolas precárias, falta de equipamentos e professores desvalorizados.

Na segurança pública, a situação é ainda mais alarmante. Tarcísio não apenas retrocedeu como institucionalizou uma política de truculência e autoritarismo.

Entre janeiro e novembro de 2024, 702 pessoas foram mortas por policiais, um aumento de 98% em relação ao mesmo período de 2022, último ano da gestão anterior. Essa tragédia não é resultado de ações isoladas, mas de um modelo que legitima abusos. Enquanto o crime organizado expande sua atuação, o governo mantém uma retórica vazia de “cancelar CPF”, que nada resolve, mas amplia o medo e o distanciamento entre polícia e população.

Guilherme Derrite, secretário de Segurança, intensificou a politização da tropa, afastando críticos e promovendo aliados, ao mesmo tempo em que enfraqueceu controles essenciais, como o uso de câmeras corporais. Não fossem as correções de rumo propostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na obrigatoriedade de uso das câmeras corporais e o decreto federal, assinado pelo presidente Lula, que estabelece diretrizes para a atuação dos agentes de segurança, com foco na eficiência nas ações, valorização dos profissionais e respeito aos direitos humanos, a segurança pública de São Paulo continuaria sob risco.

No republicanismo, o cenário é igualmente preocupante. Embora pregue austeridade, Tarcísio destina milhões em “jetons” para conselhos e comitês estaduais, beneficiando aliados políticos, incluindo seu próprio cunhado e figuras controversas, como o coronel Aleksander Toaldo Lacerda, afastado da PM por incitar atos antidemocráticos.

O “rumo certo” a que o governador se refere não é aquele que favorece os trabalhadores, seus filhos e filhas e a população das periferias. É um rumo que beneficia o “ambiente de negócios” e entrega patrimônio público a interesses privados, como ocorreu na privatização da Sabesp. O governador parece mais preocupado em atender a interesses privados do que em oferecer segurança, educação e qualidade de vida à população.

Não é esse o rumo de que São Paulo precisa. É necessário um governo que priorize o povo, que invista em políticas públicas para todos e que enfrente desigualdades com coragem e competência, senhor governador.

Seguiremos atentos.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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