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São Paulo: pedágio urbano reduziria congestionamentos? – 10/01/2025 – Mauro Calliari

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No comecinho do ano, em 5 de janeiro, Nova York implantou o pedágio urbano com o objetivo de reduzir os congestionamentos. Será que isso é uma ideia que merece ser discutida em nossas cidades?

Como funciona

Câmeras fotografam as placas dos carros e a cobrança é feita diretamente ao proprietário. O valor é relativamente alto: US$ 9 dólares para carro, US$ 4.50 para moto e a área de restrição é grande: vai da borda do Central Park até o sul da Ilha de Manhattan.

Como era de se esperar, a medida gerou reações acaloradas, principalmente por parte dos que entram e saem da cidade para trabalhar –os “commuters”, adicionando a nova taxa ao pedágio que já pagavam.

Com poucos dias de operação, porém, começaram a surgir alguns resultados. O movimento do metrô subiu 13% e o de ônibus 10%. Há menos filas de automóveis nos túneis. O dinheiro gerado, algo como US$ 15 bi, deve ser investido obrigatoriamente em melhorias no transporte público.

Londres – Aprendizados de quem começou antes

O pedágio na região central de Londres já tem mais de 20 anos e não se discute voltar atrás. Nesse período, o trânsito diminuiu 15% e o uso dos ônibus aumentou 30%. Vários trechos das ruas foram destinados a bicicletas e aumento das calçadas. A operação ganhou apoio como um instrumento para reduzir emissões de poluentes.

A taxa gerou um fundo destinado exclusivamente ao transporte público, pagando, inclusive pelas passagens de pessoas sem condições ou moradores da região afetada.

E aqui, faz algum sentido pensar nisso?

Congestionamentos são ruins para a qualidade da vida e para a economia. Quem mora em São Paulo sabe disso. Perdemos tempo, respiramos fumaça e ouvimos barulhos. A cidade perde vitalidade quando ninguém tem paciência para sair de casa.

Num contexto assim, qualquer ideia para melhorar a mobilidade precisa ser discutida. Entretanto, antes que o pedágio urbano, com seus muitos prós e contras, entre na pauta, há coisas que poderiam ser feitas já para melhorar a qualidade e os tempos de deslocamento na cidade.

Para começar, faz falta um pensamento mais estratégico da prefeitura e do governo estadual que resulte na prioridade inequívoca para o transporte público.

Sem alguma disposição intelectual para a conversa, qualquer ideia isolada não ganhará nem tração nem sentido.

Estamos dividindo adequadamente o espaço das ruas entre o transporte coletivo e o individual? Precisamos pensar em aumentar a restrição à circulação de carros ou podemos ir aumentando as vantagens relativas do transporte público? O rodízio de automóveis está funcionando? Faz sentido rediscutir a inspeção veicular? Quais são as opções para transportar as dezenas de milhares de pessoas da Grande São Paulo que hoje cruzam a cidade?

O fato de Nova York, a maior cidade do país que popularizou o automóvel, estar questionando a prioridade absoluta do transporte individual sobre o coletivo, é simbólico e deveria ser inspirador para a maior cidade brasileira.


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PZ da Ufac promove curso sobre uso do tomógrafo em árvores — Universidade Federal do Acre

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2026.11.04 Curso de tomografia em árvores-PZ (2).JPG

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac promoveu o curso Tomografia de Impulso Ultrassônico Aplicada ao Diagnóstico Não Destrutivo de Árvores, ministrado pelo professor Moisés Lobão. A ação ocorreu na quarta-feira, 4, na sala ambiente e floresta do PZ, reunindo 16 participantes: servidores do parque, estudantes do programa de pós-graduação em Ciência Florestal e técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

O curso teve como objetivo capacitar os participantes no uso do tomógrafo de impulso RINN-ABT06-P (sistema Arbotom). O equipamento avalia a saúde interna e a integridade do tronco e identifica apodrecimentos, ocos e outras anomalias sem cortar ou danificar a árvore.

A atividade consistiu em aula teórica e prática, com grupos que foram a campo para medir árvores do PZ, realizando inspeção visual, definição da altura de medição, instalação dos sensores, teste de sinal, coleta de dados, verificação da qualidade das medições e interpretação dos tomogramas para subsidiar laudos técnicos.

Os técnicos da Semeia e do Imac presentes na capacitação atuam no licenciamento e na fiscalização ambiental e analisam, entre outras demandas, pedidos de poda e supressão de árvores em vias, escolas e prédios públicos.

Funcionamento do tomógrafo

Sensores são fixados ao redor do tronco e, com um martelo de impacto, o operador bate em cada um deles. O aparelho registra o tempo que a onda leva para atravessar a madeira até os demais sensores. Em regiões comprometidas, a onda se propaga mais devagar. A partir desses dados, o software gera um tomograma, uma imagem colorida da seção transversal do tronco que mostra onde estão as áreas degradadas e qual é sua extensão.

2026.11.04 Curso de tomografia em árvores-PZ (3).png



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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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Ciências Contábeis debate auditoria e perícia em semana acadêmica — Universidade Federal do Acre

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3ª Semana Acadêmica de Ciências Contábeis-2026 (2).jpg

O curso de Ciências Contábeis da Ufac realizou, na terça-feira, 3, no anfiteatro Garibaldi Brasil, a abertura da sua 3ª Semana Acadêmica (Semacon), com o tema “Auditoria e Perícia Contábil: Conectando Conhecimentos e Práticas Profissionais”. O evento continua até sábado, 7, com palestras, mesa-redonda, atividades práticas e oficinas. A programação visa aproximar a teoria acadêmica das demandas reais do mercado.

“Preparamos uma programação diversificada para ampliar as perspectivas de nossos acadêmicos e reforçar o compromisso da universidade”, disse o coordenador do evento, Marconde Silva. “Queremos que essa semana seja um marco de valorização do curso e da profissão.”

Também compuseram o dispositivo de honra na abertura do evento o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro (representando o reitor Josimar Ferreira); a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o diretor do CCJSA, Francisco Raimundo Neto; a coordenadora do curso de Ciências Contábeis, Oleides de Oliveira; a presidente do CA de Ciências Contábeis, Hanara Ferreira; e o presidente do CRC-AC, Edberto Gomes.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

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