ACRE
Saúde adota novo esquema vacinal contra a poliomielite no Acre
PUBLICADO
2 anos atrásem
Luana Lima
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), iniciou um novo protocolo vacinal contra a poliomielite, conhecida popularmente como paralisia infantil. Todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do estado passam a oferecer exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), que é aplicada com injeção. A mudança marca o fim da famosa “gotinha” da vacina oral bivalente (VOPb), substituindo-as por uma única dose da VIP, que é trivalente e oferece uma proteção mais completa, prevenindo contra os três tipos de poliovírus.

A decisão de adotar exclusivamente a VIP foi tomada pelo Ministério da Saúde, com base em novas evidências científicas que apontam maior eficácia do imunizante injetável. Até agora, o esquema vacinal contra poliomielite no Brasil era composto por três doses da VIP (aos 2, 4 e 6 meses de idade), complementadas com duas doses de reforço da vacina oral bivalente (VOPb), administradas aos 15 meses e aos 4 anos. Com a atualização, o reforço será agora realizado com uma única dose da VIP, aos 15 meses.

Segundo o secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, a mudança representa um avanço para a saúde pública e para a proteção infantil no estado. “Essa atualização do esquema vacinal é uma medida estratégica para aumentar a proteção de nossas crianças contra a poliomielite. Com a adoção da vacina inativada, estamos alinhando o Acre com as melhores práticas de saúde pública mundial, garantindo uma cobertura vacinal mais segura e eficaz para nossa população”, afirma.
Novo calendário de vacinação
- 2 meses: 1ª dose (VIP)
- 4 meses: 2ª dose (VIP)
- 6 meses: 3ª dose (VIP)
- 15 meses: dose de reforço (VIP)
O Brasil está há 34 anos livre da poliomielite, graças ao sucesso das campanhas de vacinação em massa. O Ministério da Saúde tem como meta atingir 95% de cobertura vacinal em todo o país até o fim do ano e, atualmente, cerca de 38 mil UBSs em todo o Brasil oferecem a VIP. Em 2023, as coberturas vacinais de VIP e VOP no Brasil foram de 86,5% e 78,2%, respectivamente. No Acre, esses índices ficaram em 74,35% para a VIP e 60,34% para a VOP, indicando a necessidade de ampliar os esforços para alcançar a meta nacional.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles, ressaltou o compromisso do Estado em aumentar a adesão à vacinação e proteger a população infantil. “Nosso objetivo é garantir que nenhuma criança fique desprotegida. Estamos intensificando campanhas e parcerias, para alcançar a meta de 95% de cobertura vacinal no Acre, e acreditamos que a vacina inativada trará mais segurança e eficácia na prevenção da poliomielite”, destacou.

Apesar da mudança, o emblemático personagem Zé Gotinha, símbolo da luta contra a poliomielite desde os anos 1980, continuará a desempenhar seu papel na promoção da vacinação.
A atualização do esquema vacinal contra a poliomielite no Acre, que agora se alinha às recomendações internacionais, reforça o compromisso do país com a erradicação da doença. Com o apoio da população e dos profissionais de saúde, o Brasil pretende manter suas crianças protegidas e continuar sendo um exemplo de sucesso na prevenção de doenças imunopreveníveis.
Visualizações: 8
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
Relacionado
ACRE
Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoUfac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoSeminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
ACRE2 dias agoEgressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login