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Saúde e CNJ apoiam parecer que pode impactar autistas – 12/12/2024 – Vidas Atípicas
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1 ano atrásem
Johanna Nublat
Em meio a cancelamentos de planos de saúde e pressão das operadoras para contornar a maior demanda por terapias, dois pareceres técnico científicos publicados com as marcas do Ministério da Saúde e do CNJ desacreditam a eficácia da principal abordagem terapêutica usada por autistas — o que pode ter consequências negativas para quem acessa tais terapias.
Os pareceres “Método ABA (Applied Behavior Analysis) para Transtorno do Espectro Autista” e “Método Denver para Transtorno do Espectro Autista“, de 26 de novembro, foram elaborados pelos núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde e de Evidências do Hospital Sírio-Libanês.
Segundo o Ministério da Saúde, esses documentos são fruto de um acordo de cooperação com o CNJ que visa “oferecer subsídios técnicos baseados em evidências científicas para apoiar decisões judiciais em saúde pública e suplementar”.
Os documentos têm erros básicos sobre o autismo.
A partir da análise de um compilado de 11 ensaios clínicos randomizados (incluindo três no Irã, quatro nos Estados Unidos, um na China e um na Índia), o parecer conclui que “benefícios e riscos do ABA estruturado para o tratamento de pessoas com TEA, quando comparado a nenhum tratamento, lista de espera, ou outras psicoterapias são incertos”.
O texto continua: “Essa incerteza é devida à baixa qualidade metodológica e ao alto risco de viés destes estudos, da heterogeneidade das estratégias utilizadas para aplicação do ABA, da diversidade de desfechos e ferramentas utilizadas para mensurar os efeitos deste método, à imprecisão dos resultados numéricos apresentados e a incompletude das informações relatadas nos ensaios incluídos. Diante desta incerteza, é importante discutir a indicação rotineira ou não do ABA”.
O parecer sobre o Denver avaliou 13 ensaios clínicos randomizados e traz conclusões semelhantes: “Considerando os ensaios clínicos randomizados publicados até o momento, os benefícios e riscos do método Denver para o tratamento de pessoas com TEA são incertos”.
Segundo o CDC americano, a abordagem comportamental “tem a melhor evidência para tratar sintomas do TEA”, e a ABA “é um notável tratamento comportamental”. Denver é uma variante mais lúdica e social da ABA, voltada para crianças pequenas. Em um documento de 2019, a Sociedade Brasileira de Pediatria também recomendava Denver a ABA nos casos de TEA.
Ambos os pareceres de novembro têm erros sobre o autismo, a começar por se referirem aos autistas como “portador de TEA” (termo em desuso há tempos).
Outros erros são afirmar que 1) “Os sintomas de TEA podem começar a manifestar-se entre 6 e 18 meses” (o entendimento mais consolidado é que a pessoa nasce autista e, assim, os sintomas podem ser identificados desde cedo); 2) Que o tratamento busca controlar “comportamentos indesejados (como movimentos estereotipados)”, quando, na verdade, a compreensão atual é que as estereotipias — que são movimentos ou vocalizações repetitivas, muitas vezes usados para auto-regulação — não devem ser reprimidas; e 3) Que o início das terapias ocorre entre os 3 e 4 anos, quando deveria ocorrer quando identificados atrasos.
Um dos documentos chega a afirmar que ABA “não se encontra disponível no SUS”, o que não é verdade. O governo do Pará, por exemplo, tem uma política pública estruturada, o Natea, em que oferece terapia ABA pelo sistema público — o blog visitou esse serviço em agosto.
Segundo o CNJ, “os pareceres não têm caráter vinculativo, ou seja, não determina qualquer decisão que a Justiça venha a tomar, e não há qualquer custo por parte do CNJ”. O Sírio-Libanês não respondeu ao blog.
Esses documentos se tornam públicos — e se propõem moldar a opinião da Justiça — num contexto conturbado e de incerteza sobre a continuidade da cobertura ampla das terapias.
Em novembro, num evento do CNJ (mais uma vez), o ministro do Superior Tribunal de Justiça Antonio Saldanha afirmou, de maneira jocosa, que “para os pais é uma tranquilidade, saber que seu filho que tem um problema vai ficar de seis a oito horas por dia numa clínica, com gente especializada, passeando na floresta, mas isso custa“, se referindo ao tratamento ABA. Ninguém se retratou desde então.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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