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“Se a França não coabitou com Michel Barnier, este instalou uma alternância de estilo”

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Eà espera de 49,3… Enquanto os debates orçamentais começavam, segunda-feira, 21 de outubro, na Assembleia Nacional, em grande confusão, Michel Barnier demora a utilizar esta ferramenta da Constituição que permite a aprovação de um projeto de lei sem votação. No outono de 2023, a ex-primeira-ministra Elisabeth Borne retirou 49,3 antes mesmo de examinar os artigos, para que uma das secções da lei financeira de 2024 fosse adotada sem demora.

Por seu lado, Michel Barnier, que beneficia de uma base parlamentar muito menor do que aquela em que Elisabeth Borne e Gabriel Attal podiam contar – que só faltavam cerca de quarenta votosoptou neste momento por não apressar este Parlamento, que pode derrubá-lo a qualquer momento. “Estou ouvindo”repete aquele que destrói a comunicação sendo ele próprio um comunicador habilidoso, fazendo-nos esquecer que às vezes parece rígido, até frágil.

O Primeiro-Ministro, que ainda goza de uma popularidade decente, apesar de ter perdido pontos desde a sua nomeação em 5 de Setembro, também está a jogar para a opinião pública, potencialmente o seu melhor aliado. Deixar um tempo para debate antes de usar o 49,3 lhe permite demonstrar a irresponsabilidade de certos deputados, atolados em brigas intermináveis ​​e superlicitações fiscais.

No centro de fogo cruzado

Cauteloso, dança sobre um vulcão: os primeiros dias de discussão parlamentar, tal como a votação dos cargos de responsabilidade na Assembleia, mostraram as fragilidades da coligação no poder, fraturada e cheia de ressentimentos. O chefe do governo tentou unir as coisas indo à festa organizada na noite de segunda-feira no Ministério das Relações com o Parlamento, uma estranha vigília armamentista de um campo heterogêneo, sem pressa de entrarem juntos na batalha. Todas as terças-feiras, recebe também os líderes dos grupos parlamentares integrantes do “bloco central”.

Mas o chefe do governo, que se recusa a « microgestão »tem o cuidado de não se envolver demasiado em conflitos entre grupos (nomeadamente entre a Direita Republicana e o Ensemble pour la République), não pretendendo enfraquecer a sua autoridade. Ao brincar com o tempo e o distanciamento, Michel Barnier impõe a ideia de que está a agir de forma altruísta para reparar a situação catastrófica que herdou. “As pessoas dizem para si mesmas: “ainda assim, coitado do velhinho, não é fácil, temos que ajudá-lo”…”observa um ex-ministro, que considera a sua estratégia inteligente. Cansados ​​de tensões, jogos de ego e palavras vazias, os franceses mostram neste momento uma certa clemência para com ele, se quisermos acreditar no que relatam os deputados dos seus círculos eleitorais.

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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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