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CRIME

Seis membros de facção são condenados a mais de 178 anos por homicídio de adolescente

Gecom TJAC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Após dois dias de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Vara Única da Comarca de Manoel Urbano condenou seis integrantes de facção criminal pela morte de uma adolescente de 15 anos de idade. Ao todo as penas dos réus somaram mais de 178 anos de reclusão.

O julgamento foi conduzido pela juíza de Direito Ana Paula Saboya e começou na quarta-feira, 28, encerrando às 22h da quinta-feira, 29. Foram ouvidas 14 testemunhas e os seis réus foram condenados pelos crimes de: homicídio qualificado, corrupção de menores e por integrar organização criminosa (artigo 121,§2°, I e IV do Código Penal, art. 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 2º, da Lei 12.850/2013, nos termos do art. 29 e na forma do art. 69 do Código Penal).

Caso, envolvidos e sentença

O crime aconteceu no dia 31 de janeiro de 2017 em uma via pública do município. A adolescente foi emboscada e morta pelas costas com tiro de escopeta. Segundo os autos, os membros da facção criminosa teriam dado a ordem de execução da menina, pois ela teria delatado a organização para polícia.

Ainda de acordo com denúncia, os seis réus planejaram juntos o homicídio da adolescente e outra ação da facção na cidade. Além disso, eles também envolveram quatro adolescentes na prática do crime.

Por isso, dois dos acusados foram condenados, cada um a 28 anos de reclusão e pagar 220 dias multa. Já outros dois réus, que tinham antecedentes criminais, devem cumprir 31 anos de reclusão e pagar 250 dias multa. E a líder da facção no município e prima da vítima foi sentenciada a 28 anos e oito meses, assim como, deve pagar 200 dias multa. Por último, o réu reincidente foi condenado a 32 anos, oito meses de reclusão e ao pagamento de 270 dias multa.

Todos devem iniciar o cumprimento da pena em regime fechado e não podem recorrer em liberdade contra a sentença. Na dosimetria da pena dos réus, a magistrada destacou a culpabilidade deles, tendo em vista a repercussão do fato na cidade e a maneira que o crime foi cometido.

“O crime foi realizado para acobertar a prática do crime de organização criminosa, punir a vítima adolescente por ter, supostamente, delatado seus comparsas à autoridade policial. Fato que abalou a população de Manoel Urbano, fato notório, realizado em local público, em plena luz do dia”, escreveu Ana Paula Saboya.

Suporte do Júri

Para a juíza de Direito, titular da Comarca, o apoio do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) com a logística para os jurados e a garantia da segurança durante o julgamento foram essenciais para que o júri pudesse acontecer. Além disso, a magistrada também destacou a atuação do Ministério Público do Acre (MPAC) e da equipe de servidores.

“O Tribunal disponibilizou transporte para os jurados. Também destaco a atuação da Assessoria Militar no acompanhamento do julgamento, uma vez que se tratava de facção criminosa, porque foi um crime que abalou a sociedade. Nós tivemos o apoio total e irrestrito do Tribunal de Justiça e também do Ministério Público. Foi a primeira vez que tivemos um júri com mais de um dia e minha equipe cumpriu o desafio de forma brilhante”, comentou.

Bujari

No Bujari, padrasto é condenado a nove anos de reclusão por estupro de vulnerável

Gecom TJAC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Crime aconteceu em setembro de 2019 e foi julgado pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Bujari.

O Juízo da Vara Única da Comarca do Bujari condenou homem a nove anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto. O denunciado foi sentenciado por cometer o crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, contra vítima que tinha 12 anos de idade na época dos fatos.

Conforme os autos do processo, em setembro de 2019 o acusado, padrasto foi até a cama da vítima de madrugada e ficou tocando em partes do corpo dela enquanto dormia. Mas, a adolescente acordou e saiu correndo até as autoridades policiais.

A sentença é assinada pelo juiz de Direito Anastácio Menezes, que estava respondendo pela unidade judiciária. O magistrado explicou que nesses casos a palavra das vítimas tem alto valor de comprovação.

Além disso, o juiz de Direito discorreu que “(…) as testemunhas policiais afirmaram que a vítima foi registrar o ocorrido tão logo aconteceu e estava chorando, na madrugada, tamanha violência que sofreu e o desespero por socorro”.

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CRIME

Corpo achado carbonizado dentro de carro em rodovia de Rio Branco é enterrado sem ser identificado

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Corpo foi enterrado dia 4 de maio. Peritos colheram material para fazer o exame de DNA.

Capa: Corpo achado carbonizado dentro de carro em rodovia de Rio Branco é enterrado sem ser identificado — Foto: Iryá Rodrigues/G1.

O corpo encontrado carbonizado dentro de um carro, por moradores do Ramal do Ouro, na Rodovia Transacreana, zona rural de Rio Branco, foi liberado para o enterro sem ser identificado.

Ele foi enterrado no dia 4 de maio sem ser identificado porque o corpo estava em estado de putrefação e não tinha condições de ser levado para o freezer, segundo informações do Instituto Médico Legal (IML).

Os peritos recolheram o material genético para realizar um exame de DNA no corpo e fizeram a liberação. A suspeita é de que o homem seja o que tentou matar a mulher a facadas no dia 21 de abril, no bairro Joafra.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou ao G1 que, devido existir a suspeita de quem é o homem, os familiares assinaram um documento e o corpo foi liberado para o sepultamento. Porém, mesmo com esse documento, o homem foi enterrado como indigente e só depois do exame de DNA, se der positivo, é feita a identificação.

Um dia depois da tentativa de matar a mulher, a polícia foi acionada para a atender a ocorrência, no dia 22. Na época, a polícia disse que possivelmente o corpo seria do companheiro de Zuleide de Souza Pessoa, de 40 anos, que levou quatro facadas dele, mas que somente após os exames que vai ser possível confirmar.

Ainda conforme o IML, não tem uma data prevista para que saia o resultado do exame que comprova a identidade da homem.

Paciente em recuperação

Após 18 dias de ser esfaqueada Zuleide se recupera bem, e já deixou a Unidade de terapia Intensiva (UTI), informou a filha dela Karolaine Pessoa do Nascimento.

“Ela não tem previsão de alta ainda. Mas, ela já está no leito, e se recupera bem. Tirou um dreno do pulmão do lado direito, e continua com o do lado esquerdo. Ela tem reagido bem e não tem mais dificuldade respiratória”, informou a filha.

Zuleide foi ferida na frente do filho de 11 anos e da neta, de 5, no Conjunto Joafra. O marido, principal suspeito, fugiu após o crime. No dia seguinte o carro dele foi achado com um corpo carbonizado dentro e aguarda o exame de DNA para comprovar se era ele.

Por G1AC. 

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