NOSSAS REDES

ACRE

Seleção do Brasileiro mostra carências que o Brasil tem – 12/12/2024 – O Mundo É uma Bola

PUBLICADO

em

Luís Curro

Encerrado o Campeonato Brasileiro, vencido merecidamente pelo Botafogo, costumam pulular algumas listas que apresentam os melhores jogadores, e o melhor treinador, da competição.

A mais tradicional é a contida na premiação Bola de Prata, organizada atualmente pela ESPN. O troféu idealizado pelo jornalista Michel Laurence, da revista Placar, é entregue desde 1970 ao melhor de cada posição, em escolha de jornalistas. Já são 55 as edições do evento.

Também recebem prêmio o artilheiro do campeonato (desta vez foram dois: Alerrandro, do Vitória, e Yuri Alberto, do Corinthians) e o melhor jogador, que ganha a cobiçada Bola de Ouro, conquistada por Estêvão, 17, do Palmeiras.

Em 1970, a escalação Bola de Prata foi: Picasso (Bahia); Humberto Monteiro (Atlético-MG), Brito (Cruzeiro), Francisco Reyes (Flamengo) e Everaldo (Grêmio); Zanata (Flamengo), Dirceu Lopes (Cruzeiro) e Samarone (Fluminense); Vaguinho (Atlético-MG), Tostão (Cruzeiro) e Paulo Cézar Caju (Botafogo). Um estrangeiro, o paraguaio Reyes. À época, não se elegia um técnico.

Agora, em 2024, o time é este: John (Botafogo); William (Cruzeiro), Gustavo Gómez (Palmeiras), Bastos (Botafogo) e Bernabei (Internacional); Marlon Freitas (Botafogo), Alan Patrick (Internacional), Rodrigo Garro (Corinthians) e Savarino (Botafogo); Estêvão (Palmeiras) e Luiz Henrique (Botafogo). Técnico: Artur Jorge (Botafogo).

A lista atual conta com cinco forasteiros (os zagueiros Gustavo Gómez, do Paraguai, e Bastos, de Angola; o lateral-esquerdo Bernabei, da Argentina; e os meias Garro, da Argentina, e Savarino, da Venezuela), além do treinador português.

Não surpreende a grande presença de não brasileiros, já que o Brasil faz algum tempo é importador maciço de pé de obra, especialmente o oriundo de países próximos, da América do Sul. Tanto que em 2023 estiveram na seleção Bola de Prata outros cinco gringos (Piquerez, Villasanti, Pulgar, De Arrascaeta e Luis Suárez), mais o técnico português Abel Ferreira.

A fotografia de momento exibe carências do futebol brasileiro em alguns setores, notadamente de contenção (zagueiros) e de criação (meias).

É preocupante verificar que os beques escolhidos são o ótimo Gómez, 31, mesmo estando neste ano aquém de seu melhor desempenho, e Bastos, 33, atleta que tem origem em um país de pujança zero no futebol e que antes de chegar ao Rio atuava na Arábia Saudita.

O quadro denota que o Brasil não conseguiu colocar na vitrine, de forma contundente, um único zagueiro que obtivesse notas suficientes para superar a dupla estrangeira de trintões.

Isso significa que, se pensarmos em seleção brasileira, ninguém que joga em território nacional é merecedor inconteste de uma vaga na equipe de Dorival Júnior.

Os zagueiros titulares, atualmente, são Marquinhos, 30, do PSG (França), e Gabriel Magalhães, 26, do Arsenal (Inglaterra), e as opções imediatas para eles (Éder Militão, do Real Madrid, e Bremer, da Juventus) também atuam fora do Brasil.

A Bola de Prata mostra ainda que, na armação de jogadas e na aproximação para realizar arremates, brasileiros não sobressaíram no Brasileiro. Não a ponto de ter mais destaque que Garro e Savarino.

Novamente olhando para a seleção, fica um ar de desalento, já que é evidente a escassez de meias de ligação de categoria.

O atacante Neymar, 32, novamente contundido, pode recuar e fazer o papel, assim como Lucas Paquetá, 27, relegado à reserva de seu clube. Os dois jogam além-mar (Al Hilal e West Ham, respectivamente).

Daqui, o único brasuca escalado nessa função na premiação é o colorado Alan Patrick. Que, na falta de alternativa melhor e mais jovem, talvez mereça, aos 33 anos, sua primeira convocação para a seleção brasileira principal.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS