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Selic acima de 13% em 2025: o que ninguém esperava há seis meses – 16/11/2024 – De Grão em Grão

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Michael Viriato

Imagine planejar uma viagem, onde tudo parece seguir um roteiro tranquilo, mas de repente o clima muda drasticamente, exigindo ajustes rápidos. No mercado financeiro, algo semelhante aconteceu com a taxa Selic. No início do ano, a previsão era de um cenário bem mais ameno: a Selic, que chegou a 13,75% em 2022, deveria encerrar 2024 abaixo de 9%. Porém, as “condições climáticas” mudaram, e agora o mercado projeta que a taxa pode ultrapassar 13% novamente em 2025.

Desde setembro, o Banco Central iniciou um novo ciclo de alta de juros. O movimento começou tímido, com uma elevação de 0,25%, mas ganhou intensidade. Em novembro, a alta foi de 0,5%, e a próxima reunião, marcada para 11 de dezembro, deve trazer mais um aumento de 0,75%, levando a Selic para 12% ao ano. Se confirmada, essa taxa será superior ao início de 2024, quando estava em 11,75%, e marca uma mudança significativa nas expectativas do mercado.

A última vez que a Selic permaneceu acima de dois dígitos por mais de três anos foi em 2008. Se o cenário atual se confirmar, com projeções de uma taxa de 14% ao ano até o fim de 2025, a Selic média de 2025 será a maior desde 2016. Mas há uma diferença importante: naquela época, a inflação era muito mais alta. Em 2015, o IPCA acumulado foi de 10,7% e, em 2016, de 6,3%. Hoje, o IPCA acumulado dos últimos 12 meses está em 4,7%, e as expectativas para 2025 giram em torno de 5%.

Como explicar juros tão altos com uma inflação relativamente controlada? A resposta está na meta de inflação. Em 2016, a meta era de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos. Isso significava que uma inflação de 6,3% ainda estava dentro da faixa aceitável. Hoje, a meta é de 3%, com tolerância de 1,5%, o que coloca o IPCA atual acima do teto. Essa diferença obriga o Banco Central a adotar uma política monetária mais rígida.

Outro fator relevante é o crescimento econômico acima das expectativas. O PIB brasileiro, que no início do ano era projetado para crescer em torno de 1,5%, agora deve encerrar 2024 próximo de 3%. Essa aceleração trouxe ganhos no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego caindo para 6,4%, mas também aumentou as pressões inflacionárias. A expansão fiscal do governo ajudou a impulsionar o consumo, mas sem ajustes estruturais, o crescimento elevou os preços e forçou o Banco Central a agir.

No cenário internacional, a vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos adicionou mais volatilidade. A plataforma política dele inclui medidas que tendem a pressionar a inflação global, elevando as taxas de juros e fortalecendo o dólar. Isso cria um ambiente mais desafiador para mercados emergentes como o Brasil.

Diante desse contexto, como ajustar sua estratégia de investimentos? Para novos aportes, a melhor escolha é aproveitar produtos referenciados à taxa Selic ou CDI, que acompanham a alta de juros sem sofrer com a marcação a mercado. CDBs e fundos de renda fixa que oferecem 110% a 120% do CDI podem proporcionar retornos superiores a 15,5% ao ano, equivalentes a IPCA+10% ao ano, quando consideramos um IPCA de 5% ao ano.

Por outro lado, não há necessidade de vender títulos adquiridos no passado, pois isto pode gerar perdas pela marcação a mercado, mas redirecionar novos recursos para essas opções pode trazer maior segurança e rentabilidade no atual cenário. Com a Selic em alta, é hora de ajustar as velas e aproveitar o vento a favor para as taxas de juros.

Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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