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Sem anistia para Bolsonaro, por tentativa de golpe ou cloroquina – 22/12/2024 – Marcelo Leite
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1 ano atrásem
Quantas das 700 mil mortes por Covid teriam sido evitadas no Brasil se Jair Bolsonaro (PL) não tivesse feito propaganda de cloroquina até para as emas do Planalto? Cem mil, 200 mil?
Nesta antevéspera de Natal, cristãos que ainda incensam o presidente mais impio já visto no país deveriam fazer exame de consciência. É hora de penitenciar-se por tamanho pecado de lesa-humanidade, que médicos possuídos por ideologia simularam contar com apoio da ciência.
O famigerado Didier Raoult é um deles. Pesquisador francês invocado pelos charlatães que tomaram a liderança da classe médica brasileira, o microbiologista acaba de rolar escada abaixo, em direção ao inferno, com o cancelamento do artigo mais célebre de Raoult (3.858 citações na literatura científica).
Em março de 2020, Raoult e 17 coautores publicaram no International Journal of Antimicrobial Agents estudo dizendo que a droga antimalárica hidroxicloroquina associada ao antibiótico azitromicina havia reduzido ou eliminado a carga de coronavírus, após seis dias, em 20 pacientes comparados com grupo de controle.
Governantes de extrema direita como Donald Trump e Bolsonaro apregoaram o remédio que supostamente resolveria a pandemia. Até o Exército brasileiro foi mobilizado para produzir o composto.
A tênue demão de verniz científico logo começou a craquelar. Apenas quatro dias depois, a especialista em integridade de pesquisa Elisabeth Blik divulgou em seu blog uma série de problemas no artigo.
Para começar, o fato de ter sido submetido, revisado, aceito e publicado em meros quatro dias. Publicações científicas costumam levar semanas ou meses no processo de revisão por pares, e tanta velocidade já serviria para suscitar suspeita, mesmo num clima de urgência como o criado pela pandemia.
Havia mais problemas, inclusive éticos. Bik levantou indícios de que os pacientes não teriam dado consentimento informado para participar do teste clínico. Os perfis dos participantes nos grupos de tratamento e de controle eram muito díspares (idade etc.), quando o correto seria comparar pessoas semelhantes.
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Originalmente havia 26 pacientes em tratamento, mas o artigo só mostrava resultados para 20 deles. Dos 6 que faltam, 3 foram parar na UTI, 1 morreu e 2 saíram do hospital antes do sexto dia. Se incluídos os quatro casos de piora evidente, seriam bem menos animadores os números do estudo.
Demorou quatro anos, contudo, para a publicação do grupo Elsevier terminar a investigação e decidir-se pela retratação do artigo. Lentidão incompreensível, tendo em vista a rapidez –ou leviandade– com que o trabalho foi aceito.
“Este estudo altamente controverso foi a pedra angular de um escândalo global. A promoção dos seus resultados levou à prescrição excessiva de hidroxicloroquina a milhões de pacientes, resultando na adoção de riscos desnecessários para milhões de pessoas e potencialmente em vários milhares de mortes evitáveis”, afirmou a Sociedade Francesa de Farmacologia após o cancelamento de Raoult.
Milhares de mortes evitáveis. Elas devem ser lançadas nas contas de Raoult, Trump, Bolsonaro e médicos acumpliciados contra os mandamentos da profissão –para não falar dos impenitentes que ainda os apoiam. Nada de perdão para eles.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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