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Sem Marina, Brasil perde uma mulher múltipla em talentos – 29/01/2025 – Tom Farias
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1 ano atrásem
Conheci Marina Colasanti, morta ontem (28), aos 87 anos, no Rio de Janeiro, no início da década de 1990, quando o marido, o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, ocupou a presidência da Fundação Biblioteca Nacional, em cuja gestão criou a revista “Poesia Sempre”, da qual participei como colaborador.
Aliás, no dia do anúncio da nomeação de Romano, eu estava na companhia do casal, na casa deles, em Ipanema. Em uma certa hora da tarde, o telefone toca e Marina anuncia que era de Brasília. Depois de uma espera de alguns minutos, volta Romano sorridente, para dizer: “Pronto, já sou presidente da Biblioteca Nacional”. E no lugar de sairmos logo, comemoramos.
Eu trabalhava com Romano no projeto de levar o acervo do poeta catarinense Cruz e Sousa (1861-1898) para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ele era professor. A notícia da nomeação, aguardada por semanas, mudou nosso rumo e intenção. Os manuscritos do poeta simbolista tomaram o destino do prédio da Avenida Rio Branco, onde estão conservados até hoje, na Seção de Manuscritos.
O último evento que participei com Marina foi do Fliaraxá, festival literário organizado pelo gestor cultural Afonso Borges, em Minas Gerais, no ano de 2019. Lembro-me que, no voo de ida, tiramos uma bela foto, onde Marina estampa o seu clássico sorriso – marca registrada de sua personalidade.
Logo em seguida, neste mesmo ano, voltamos a nos encontrar na praça General Osório. Ela e Romano caminhavam pela praça, de braços dados, a caminho de um restaurante. Uma coisa é certa: eram eternos namorados. Foi a última vez que os vi presencialmente. Ela, sempre bastante envolvida em eventos literários e no ofício de escrever, pelo qual foi merecidamente premiada, pouco tinha tempo para encontros e conversas, que muito gostava; ele, Romano, por estar debilitado pela doença, passou a manter-se longe dos holofotes e da escrita, sobretudo da poesia, marca de sua trajetória de vida.
Quem conheceu Marina, melhor do que eu a conheci, sabe o quanto sua personalidade de mulher e intelectual, impôs outro olhar sobre a questão de gênero na literatura brasileira, tanto no campo da ficção, quanto do jornalismo.
Marina Colasanti é de origem africana, nascida na Eritreia, país localizado no Chifre da África, com fronteira entre o Sudão e a Etiópia. Quando nos conhecemos, ela me dizia que tínhamos, de algum modo, uma origem comum, descontado tempo e circunstância diferentes, ao se referir de um lado à escravidão, e de outro, a Segunda Guerra Mundial, conflito determinante da vinda de família para o Brasil.
Agora ela se foi, mas nos deixa o seu talento e a saudade, já tão sentida. Seus livros, para mais de 70 títulos, iluminaram minha geração. Ainda guardo, na parte nobre da estante, o exemplar de 1985 de “Mulher Daqui Pra Frente”, com seu autógrafo carinhoso, em letras miúdas e cursivas.
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A morte, essa loba inclemente, veio lhe cobrar a vida em grande preço. Mas Marina sabia o valor da vida. Só ficava triste diante das partidas.
“Envelhecer não é das coisas muito fáceis, é bonito, emocionante, faz parte da vida, mas têm sido muitas despedidas.”
Adeus, querida, descanse.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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