ACRE
Sem vacina contra a Covid-19, alunos de saúde da Ufac não podem realizar estágio e concluir curso
PUBLICADO
5 anos atrásem
Mais de 100 alunos dos cursos de enfermagem, saúde coletiva, psicologia e nutrição da Universidade Federal do Acre (Ufac) estão vivendo uma situação dramática devido aos critérios de escolha da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Rio Branco em relação à vacinação contra a Covid-19, na capital.
Em março, o secretário municipal de saúde, Frank Lima, enviou um documento às instituições explicando os novos critérios para vacinação dos estudantes da área de saúde contra o novo coronavírus em Rio Branco.
O documento contém quatro critérios:
1- a solicitação da vacinação cabe à instituição de ensino que deverá enviar planilha padrão à Semsa;
2 – só podem estudantes que estejam realizando o estágio em Hospital, Unidade Básica de Saúde, Clínicas e Laboratórios da rede pública;
3 – por um período não inferior a 90 dias;
4 – os alunos têm que estar matriculado no último período do curso.
No entanto, os alunos dos cursos citados acima estão com dificuldades, já que o regulamento da Universidade Federal do Acre (Ufac) só permite a realização dos estágios supervisionados daqueles que forem imunizados contra o vírus.
Em ofício à Semsa, a pró-reitora de educação da Universidade Federal do Acre (Ufac), Ednaceli Abreu Damasceno, pediu que o secretário reconsiderasse os itens 2, 3 e 4 para a vacinação dos alunos.
“Em relação ao item 2, as disciplinas de estágio supervisionado nos cursos de saúde estão suspensas aguardando que os alunos possam ser vacinados para que eles não corram o risco de se infectar com o vírus antes de tomar a vacina. Em relação ao item 3º esclarece que as disciplinas de estágio possuem cargas horárias diferenciadas e que o estabelecimento de no mínimo de 90 dias de estágio não condiz com a realidade de todos os cursos da área de saúde da instituição. Em relação ao item 4º, as disciplinas de estágio supervisionado se encontram nos últimos períodos dos respectivos cursos, ou seja, no 7º e 8º. Essas turmas fazem os dois estágios seguidos, portanto, exigir que estejam no último período, não condiz com a realidade da estrutura curricular dos cursos de graduação”, afirmou.
Em resposta à UFAC, a gerente do departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Semsa, Socorro Martins, afirmou que a secretaria está impossibilitada de atender os pleitos da Universidade Federal do Acre (Ufac) devido a falta de envio de novos imunizantes para os profissionais de saúde.
Enquanto isso, os alunos vivem um impasse, já que sem a vacinação, eles não podem realizar o estágio supervisionado e consequentemente se formarem.
Uma aluna do curso de enfermagem, que não quis se identificar, criticou a falta de isonomia em relação à vacinação contra à covid-19. Ela citou o caso dos alunos do 6º período de medicina da Ufac que foram vacinados contra à Covid-19 que nem começaram o estágio supervisionado, em detrimento dos alunos da área de saúde que estão no 7º ou 8º período sem realizar o estágio devido a falta da vacina contra o vírus.
“Em todas as respostas foram criadas regras novas, que não foram cumpridas anteriormente para os alunos das particulares ou até mesmo de medicina da Ufac se vacinarem. 2021 vai ser o segundo ano sem profissionais da enfermagem formados pela Ufac. A instituição só autoriza se tiver vacina, a prefeitura só autoriza vacinar se a gente já tiver no estágio, e vivemos esse ciclo”, lamentou a estudante.
Relacionado
ACRE
Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
7 dias atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.