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Senado tenta fazer o que Aneel não faz pelo consumidor – 22/10/2024 – Maria Inês Dolci

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Enquanto a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) diz que fiscaliza e pune a Enel, o Senado talvez faça isso por meio do projeto de lei 4.009/2024. Protocolado na última sexta-feira, exatamente uma semana depois que chuvas e fortes ventos deixaram mais de dois milhões de pessoas sem energia elétrica em São Paulo e região metropolitana, o PL propõe, por exemplo, ressarcimento automático para todos os danos materiais causados aos consumidores, decorrentes da interrupção do fornecimento de energia.

Agora, depois dos apagões, a Aneel intimou a Enel e começou um processo que poderia até encerrar a concessão em São Paulo. Mas o presidente da agência, Sandoval Feitosa, disse que a caducidade da concessão da Enel é uma “medida extrema”. Pois é… Se a agência tivesse agido com mais firmeza durante o apagão ocorrido em novembro de 2023, talvez a situação tivesse sido diferente este ano.

No PL, divulgado pela Agência Senado, há proposta de isenção de pagamento das tarifas de energia elétrica durante o período de interrupção para consumidores de baixa renda, e de criação de duas indenizações: uma por danos ou lucros perdidos, a ser paga pela empresa distribuidora em casos em que a interrupção do fornecimento ocorra por falha de manutenção; e outra, emergencial, para consumidores que tiverem o suprimento de energia interrompido por calamidade pública. Também suspende o pagamento das dívidas de energia elétrica dos consumidores afetados até que os créditos e as indenizações sejam integralmente concedidos.

O projeto também determina que as concessionárias de energia elétrica apresentem relatórios detalhados dos períodos de interrupção, incluindo data e hora de início e de término. E que a Aneel garanta que as empresas geradoras e distribuidoras de energia elétrica criem planos de contingência para evitar apagões, por meio de redes de fornecimento redundantes, manutenção periódica e preventiva das redes de energia, com relatórios públicos, e instalação de sistemas de backup de energia em regiões críticas e em áreas não integradas ao Sistema Interligado Nacional.

Ouso sugerir mais duas medidas: instituir, dentro da estrutura do Judiciário, plantão para julgamento imediato de apagões, interrupção do fornecimento de água, caos aéreo, dentre outras graves consequências da inação das concessionárias de serviços públicos privatizados. E, por lei, criação de uma via rápida para pagamento das multas.

Em médio e longo prazos, será necessário rediscutir o papel das agências reguladoras, que foram instituídas sob a forma de autarquias de regime especial, para regulamentar, controlar e fiscalizar a execução de serviços públicos transferidos para o setor privado por meio de concessões e de permissões. Mas que, na prática, geralmente desequilibram a balança em benefício das empresas.

E mais: a infraestrutura de energia elétrica na cidade de São Paulo e nas maiores cidades brasileiras deve, urgentemente, ser atualizada, tendo em vista o boom imobiliário, que expõe a fragilidade da fiação, dos postes e dos transformadores. Com apagões ocorridos e outros prováveis no futuro, governos, concessionárias e Aneel têm de agir já.


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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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