POLÍTICA
Senadores do DF querem ouvir chefes do BRB e do Ba…
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Nicholas Shores
Os senadores Damares Alves (Republicanos), Izalci Lucas (PL) e Leila Barros (PDT), todos do Distrito Federal, assinam juntos um pedido para convidar o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, a comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para prestar informações sobre a transação envolvendo as duas empresas.
No fim de março, o BRB anunciou a decisão de comprar 58% do capital do Master. Estimado em 2 bilhões de reais, o negócio precisa ser autorizado pelo Banco Central (BC) e pelo Cade.
“O problema é que agora o BRB, um banco estatal que deve ter como objetivo principal a promoção do desenvolvimento econômico e social do DF, está assumindo esse risco imenso”, disse Leila em pronunciamento recente na tribuna do Senado.
“A operação de aquisição pelo BRB ocorre em um cenário em que o Banco Central já expressou preocupação com as práticas de captação agressivas do Banco Master, principalmente por meio da emissão massiva de CDBs garantidos pelo Fundo Garantidor”, acrescentou.
No requerimento de convite aos executivos dos dois bancos, os senadores do Distrito Federal afirmam que o Master é “conhecido por uma política agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) a quem compra papéis da instituição financeira, bastante superiores às taxas médias para bancos pequenos, em torno de 110% a 120% do CDI”.
Os parlamentares também lembram os relatos de uma tentativa anterior do BTG Pactual de comprar o Master por apenas 1 real para assumir o controle e o passivo da instituição financeira, transação que não se concretizou.
“Qualquer operação de aquisição, sobretudo de uma instituição privada com perfil agressivo de mercado e ativos de alta volatilidade ou liquidez duvidosa — como é o caso do Banco Master, notadamente exposto em precatórios — deve ser precedida por uma análise rigorosa de viabilidade, risco sistêmico e interesse público envolvido”, escrevem.
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A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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