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Silêncios constrangedores e romances no banco de trás: o que uma semana de passeio no Uber Pool revela sobre Sydney | Transporte
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2 anos atrásem
Elias Visontay Transport and urban affairs reporter
UMs crianças somos avisados para não aceitarmos caronas com estranhos. Mas quando meus editores me disseram para usar o Uber Pools Sidney e escrever sobre os personagens que conheci, eu não tinha ideia de que receberia críticas de moda, histórias de romances no banco de trás, muitos silêncios constrangedores – e principalmente passeios solo.
Quando foi lançado antes da Covid, Uber A piscina era talvez a forma mais verdadeira de compartilhamento de carona.
Os passageiros não só partilhavam literalmente as viagens, como também ofereciam tarifas muito baratas – até mesmo inferiores às taxas artificialmente baixas que a Uber cobrou inicialmente nos primeiros anos para conquistar quota de mercado.
A novidade de viajar com um estranho e as rotas mais tortuosas a preços não muito superiores aos de uma passagem de ônibus provaram ser populares. Também era como jogar roleta russa – os passageiros ainda recebiam uma tarifa significativamente mais barata, mesmo que o algoritmo não conseguisse combiná-los com um companheiro de viagem.
A opção de pool do Uber desapareceu com o início da pandemia e, embora tenha sido reintroduzida desde então, suas economias são agora menos pronunciadas e marginais se o algoritmo não encontrar um co-piloto para você.
Fiquei curioso para saber se os passageiros haviam voltado a compartilhar espaços confinados com pessoas aleatórias. Dados pós-pandemia mostram que os australianos dirigem carros particulares mais do que nunca. Os Sydneysiders se tornaram uma raça especial de reclusos excessivamente preciosos?
Para descobrir, comecei a passear pelo Uber Pool sem rumo por Sydney durante quase uma semana.
Marcado pelo meu experiências da ex-colega Brigid Delaney com co-pilotos ignorando-afiz um esforço para me projetar como alguém com quem você gostaria de conversar.
Para mim, isso significa o oposto da energia do agente imobiliário. Fui educado com os motoristas, evitei colônias fortes e me vesti de maneira casual, como se estivesse encontrando amigos em um pub.
Mas, como logo aprendi, andar em Uber Pools pode fazer com que até mesmo aqueles com padrões rígidos de higiene comecem a se perguntar se têm odor corporal.
‘Eles não querem falar um com o outro’
Na primeira noite, saí pouco depois das 19h.
Saúdo a minha primeira companheira – uma mulher na casa dos 20 anos – quando ela entra no carro e recebo um sorriso e uma resposta de uma palavra.
Logo, ela está ignorando minhas perguntas, aparentemente fingindo estar no fundo do telefone, navegando.
Eu entendo perfeitamente que alguém pode querer evitar uma conversa com um cara aleatório. Mas não posso deixar de me perguntar: por que fazer um passeio na piscina?
Assim que meu companheiro de viagem é deixado, meu motorista me diz que é raro os passageiros da piscina conversarem.
Ele diz que, como motorista, despreza passeios noturnos na piscina, pois muitas vezes são passageiros bêbados que tentam trazer amigos.
“Eles não percebem que quando estão bêbados, estão reservando apenas um assento, não o carro inteiro”, diz ele. “Eles só veem o preço mais barato”, explica. Isso se torna uma reclamação comum dos motoristas. Alguns admitem que rejeitam instintivamente viagens para piscina, já que passageiros bêbados que desejam assentos extras para amigos têm sua entrada recusada e deixam críticas negativas.
Embora eu receba um co-piloto ocasional, é uma mistura de coisas. Há o aluno que pegamos na escola de engenharia da Universidade de Sydney, que ignora meus cumprimentos enquanto finge estar ocupado lendo o rótulo de sua garrafa de água, como se estivesse conversando pelo Facetiming com o Monte Franklin. O motorista se sentiu tão mal que entrou correndo e falou comigo sobre sua família.
Os cancelamentos também são uma dor. Ao reservar uma viagem de Redfern para Marrickville, no interior oeste de Sydney, meu primeiro motorista cancela por minha conta. Meu segundo também. Claramente, o fenómeno dos motoristas da Uber cancelarem viagens mais curtas também se aplica ao pool.
Um motorista finalmente chega e, após alguns minutos de viagem, fico emocionado com um ping do meu aplicativo Uber informando que outro passageiro está entrando.
Enquanto desviamos para buscá-los, meu motorista explica sua teoria: a maioria dos passageiros da piscina tem entre 20 e 30 anos e geralmente volta para casa à noite, quando não está com pressa. “Eles querem economizar dinheiro, não querem conversar uns com os outros.”
Meu co-piloto, Rama, junta-se a Erskineville. O jovem profissional de finanças está voltando para casa depois das bebidas do trabalho. Ela diz que, embora opte pelo Uber Pool com frequência, esta é apenas a segunda vez que ela encontra outro passageiro.
“É uma espécie de aposta, na verdade eu esperava ter sorte esta noite e que estivesse vazio”, diz ela. Mas o azar dela é a minha sorte, pois ela me conta mais sobre o apelo que vê no Uber Pool – viagens mais baratas de uma empresa que ela acredita ter oferecido serviços piores ao longo do tempo.
Descontos e casamentos em segundo plano
Não está claro quanto dinheiro estou economizando. Em uma viagem de Marrickville a Edgecliff, a cotação da piscina é de US$ 23 a US$ 24, em vez de US$ 30 para a viagem particular do UberX. Reservo a piscina, mas no final do passeio em que sou o único passageiro, fui cobrado $ 31, porque meu motorista pegou uma estrada com pedágio, o que acho que nem nos poupa muito tempo.
Um porta-voz do Uber disse que as viagens em piscina são até 10% mais baratas que o UberX, com potencial de economizar até 30% mais se combinadas com outros passageiros. Na minha experiência, o valor real economizado não era confiável.
No final das contas, menos de um quarto dos passeios na piscina que reservei tinham um co-piloto. O que acontecia com frequência, no entanto, era no meio de uma viagem, eu recebia uma notificação de que havia sido combinado com um co-piloto. Dizia que iríamos buscá-los em breve, antes que cancelassem imediatamente.
Um motorista me disse que isso era comum; alguém se sentiu tentado pelo desconto na página de reserva, mas assim que viu que haveria um co-passageiro e uma viagem mais longa, cancelou para tentar a sorte novamente.
Essa tendência torna difícil saber o quão popular é o Uber Pool na Austrália. Um porta-voz do Uber disse que as viagens à piscina cresceram 3,7 vezes no ano passado, e o número de viagens à piscina foi 65% maior no primeiro semestre de 2024 do que no mesmo período de 2019.
Mas estes números não diferenciam entre viagens partilhadas reais e viagens em piscina onde nenhum co-piloto é compatível – o que considero a norma.
No entanto, há evidências anedóticas de australianos ficando amigáveis em Uber Pools. Um colega se lembra de ter puxado conversa com um estranho em um passeio compartilhado. Depois de se dar bem com eles, ela saiu com eles na festa em casa para a qual estavam indo.
após a promoção do boletim informativo
Também há relatos de romance florescendo. “Tivemos até alguns casais caminhando pelo corredor depois de pegarem carona juntos!” O porta-voz do Uber afirma.
Na verdade, um motorista, em seu inglês ruim, me contou que certa vez teve dois passageiros que fizeram uma “amizade” durante a viagem.
“Eles estavam se tornando muito amigos lá atrás”, ele ri ao relembrar a viagem da cidade até Manly em uma tarde de fim de semana. “Eles saíram juntos na casa dele.”
Parecia que eu estava destinado a ser ignorado pelos outros passageiros ou a conhecer minha futura esposa.
Os passageiros deixam claramente impressões nos motoristas. Durante uma viagem, um motorista se gabou de algumas personalidades esportivas famosas que havia dirigido. Concordo com a cabeça, mas fico desconfortável quando ele recita o endereço residencial de uma estrela na tentativa de impressionar.
Na maioria das vezes, sou só eu no carro, conversando com os motoristas sobre o quão anti-social é o passageiro médio.
Um motorista me contou que dois passageiros iniciaram recentemente uma conversa sobre a política dos EUA, antes de discutirem acaloradamente sobre Trump.
Quebra-gelos e críticas de moda
Uma noite, indo de Ashfield para Moore Park no final da noite, estou conversando com meu motorista Francis, um homem sino-australiano mais velho, na casa dos 60 anos, que usa óculos grossos estilo anos 80 e uma peruca terrivelmente torta.
Estou lamentando com ele o quão solitárias foram minhas viagens ao Uber Pool. Ele balança a cabeça e me diz que faz exercícios para quebrar o gelo.
“Gosto de apresentá-los uns aos outros e fazer com que façam perguntas uns aos outros para encontrar algo em comum.”
A maioria das pessoas é receptiva, mas algumas lhe disseram para “ir embora”.
Ele diz que fez 6.500 viagens – tanto reservadas de forma privada quanto na piscina – em seus anos como motorista do Uber, e dessas apenas 20 foram viagens na piscina com mais de um passageiro.
Uma dessas cerca de 20 viagens resultou num encontro, diz ele, entre dois viajantes – um italiano e uma escocesa.
Francisco acredita que isto diz muito sobre quem somos.
“Turistas e pessoas de fora de Sydney gostam de conversar. Mas os habitantes de Sydney acham que estão ocupados demais. Esta é uma cidade movida a dinheiro, então as pessoas não querem se atrasar para onde estão indo, então, mesmo que façam uma viagem na piscina, ficam preocupadas durante a viagem, pensando muito em si mesmas.”
“Sinceramente, acho que as pessoas em Sydney são muito solitárias”, diz ele.
Meu telefone toca. Estaremos pegando um co-piloto.
Lynn, uma jovem de 26 anos com um vestido vermelho glamoroso, entra no carro. Ela está voltando para casa depois de um show.
Fiel à sua palavra, Francis nos apresenta, e quando menciono que estou pesquisando hábitos do Uber Pool para um artigo de notícias, Lynn fica “emocionada”.
Lynn, uma personal stylist, não gosta de transporte público e não tem carteira de motorista.
Isso explica por que ela é uma fiel ciclista de piscina.
“Sei que é um hábito caro levar Ubers para todo lado, mas ou alguém me leva ou não vou voltar para casa. Só não me importo de dirigir, nunca tive interesse em ficar ao volante.”
Quando digo como é revigorante encontrar um companheiro falante, Lynn me diz que encontrei o ouro.
“Sou a pessoa mais conversadora do mundo e tenho boas histórias.”
O que é uma boa história, eu pergunto?
“Fui assistente pessoal de Azealia Banks durante três dias”, diz ela.
Lynn então se pergunta em voz alta: talvez eu estivesse vestido com muita simplicidade para convidar uma conversa em Uber Pools. “Um pouco mais de cor poderia combinar bem com você. Tente algo estranho.
A crítica de moda leva a uma conversa bizarra com alguém com quem eu nunca teria cruzado o caminho.
Enquanto continuamos conversando no banco de trás, posso ver que Francis está exultante, tirando às vezes as mãos do volante para bater palmas enquanto nos observa pelo espelho retrovisor.
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16 de outubro de 2026Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizaram oficinas de audiovisual na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A iniciativa ensinou técnicas de produção de vídeos a moradores da reserva, com atividades de roteiro, gravação e edição, para incentivar o registro da história, da cultura e do cotidiano das comunidades.
As oficinas começaram em 6 de outubro e ocorreram em duas escolas: José Siqueira dos Santos, na comunidade Cazumbá, e Francisco Siqueira Moura, no Seguro. As atividades tiveram duração de um dia e meio em cada local e reuniram 20 participantes por comunidade, entre crianças, adolescentes e adultos.
Estudantes do ensino médio, professoras, funcionárias e bolsistas participaram da capacitação na escola José Siqueira dos Santos, localizada no núcleo da reserva.
- Foto: Beatriz Guedes
A formação foi ministrada por sete estudantes do 4º período de Jornalismo da Ufac, que desenvolveram atividades teóricas e práticas de produção audiovisual. Durante as aulas, os participantes aprenderam técnicas de elaboração de roteiros, captação de áudio e imagem, gravação e edição de vídeos. Na etapa prática, dividiram-se em grupos para produzir conteúdos sobre temas relacionados à comunidade.
A equipe foi formada pela professora Aleta Dreves e pelos estudantes Beatriz Oliveira, Islana Wiciuk, Railan Costa, Gabriela Guedes, Lauana Brito, Beatriz Guedes e Joás Linhares.

A atividade integra uma ação de extensão do curso de Jornalismo, desenvolvida em parceria com o projeto Tecendo Teias de Aprendizagem e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Demanda da comunidade
A oficina surgiu a partir de uma solicitação dos próprios moradores da reserva. Segundo a professora Aleta Dreves, responsável pela ação de extensão, a proposta inicial era oferecer uma atividade voltada à fotografia, mas a comunidade manifestou interesse em aprender também técnicas de produção audiovisual.
A intenção é ampliar o acesso ao conhecimento na área e incentivar os moradores a produzir registros sobre a própria realidade. A formação também busca contribuir para a criação de agentes comunicadores na reserva, capazes de compartilhar histórias, tradições e experiências sem precisar sair do território para adquirir esse conhecimento.
“Os objetivos são qualificar a população da Resex para despertar conhecimento nessa área, para que, somada a outras qualificações, possamos formar agentes comunicadores, visando à possibilidade de esses jovens e adultos não precisarem sair de dentro da reserva para obter o conhecimento”, explicou Aleta.
Para adaptar as aulas à realidade dos participantes, a equipe priorizou conteúdos básicos e ferramentas acessíveis, como celulares e tablets.

- Foto: Beatriz Guedes
A proposta também considerou a possibilidade de os moradores utilizarem a internet para aprimorar o aprendizado e divulgar as próprias produções.
Durante as oficinas, os estudantes da Ufac utilizaram exemplos próximos da rotina dos participantes para facilitar a compreensão das técnicas. A produção dos vídeos também permitiu que os moradores escolhessem temas ligados à cultura, ao trabalho e às experiências vividas na reserva.
Beatriz Guedes, uma das universitárias que ministraram as aulas, explicou que o foco foi ensinar a produção de vídeos curtos, desde a gravação até a edição. A proposta é que os participantes utilizem o conhecimento para registrar acontecimentos do cotidiano e desenvolver novas produções por conta própria.
“Estamos trabalhando com produção de audiovisual e tendo uma troca de conhecimento com os alunos. Ensinamos outros modelos, mas o nosso foco é vídeos curtos, para que eles registrem o seu cotidiano e publiquem nas redes sociais”, explicou Beatriz.
Entre os temas escolhidos pelos grupos estão a castanha e as lendas da comunidade. A estudante afirmou que a escolha de assuntos conhecidos pelos moradores ajuda a aproximar o conteúdo das oficinas das experiências de cada participante.
Um dos participantes da oficina é Kairo Siqueira, de 17 anos, que integra um grupo responsável pela produção de um vídeo sobre a seringueira, o látex e o artesanato. Para ele, a oficina permitiu conhecer novas técnicas de gravação e pensar em outras possibilidades de produção de conteúdo.
“Está sendo engraçado e bem produtivo. Nós estamos aprendendo mais sobre as filmagens, sobre as nossas formas de filmagem e sobre várias outras coisas”, relatou o estudante.
Kairo Siqueira, de 17 anos, participou da oficina de audiovisual e pretende utilizar o aprendizado para produzir vídeos próprios.

Kairo pretende aproveitar o aprendizado para criar vídeos sobre jogos, experiências pessoais e atividades realizadas na floresta. Segundo ele, a vontade de gravar já existia, mas a oficina apresentou conhecimentos que podem ajudar a desenvolver essas produções.
A experiência também pode ampliar o uso do audiovisual por quem já tinha contato com a fotografia e a gravação de vídeos. Keven dos Santos, de 19 anos, conta que acompanha registros da reserva desde a infância, quando o pai participava de projetos com fotógrafos de Brasília. Com o tempo, ele próprio passou a gravar momentos do cotidiano e publicar vídeos em uma conta privada.
Para Keven, o audiovisual também pode ajudar a apresentar diferentes perspectivas sobre a vida na comunidade, especialmente as diferenças entre as gerações.

- Foto: Beatriz Guedes
Troca de experiências
Além dos moradores, os estudantes da Ufac também aproveitam a experiência para colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação. Para Railan Costa, as oficinas aproximam os conteúdos teóricos das situações que os futuros jornalistas encontram fora da universidade.
“A gente espera que fiquem boas sementes, pessoas interessadas em ser comunicadoras na questão de reproduzir tudo aquilo que a comunidade tem a oferecer. E que, assim como nós viemos ensiná-los a fazer, eles também possam ensinar as outras crianças, os outros jovens, que também possam somar junto com eles aqui na comunidade”, declarou.
A ação também prevê novas etapas de formação. Segundo Aleta Dreves, estão planejados um curso mais aprofundado de audiovisual em Rio Branco, oficinas de podcast e fotografia, além de uma atividade de fotografia na comunidade, voltada ao registro do artesanato local e à produção de fotografia artística.
Tecendo Teias de Aprendizagem
A oficina de audiovisual faz parte de uma iniciativa mais ampla de extensão universitária desenvolvida na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema. O projeto Tecendo Teias de Aprendizagem surgiu a partir de demandas da própria comunidade por ações nas áreas de educação, saúde e oportunidades para jovens e trabalhadores extrativistas.
Segundo a pedagoga Socorro Siqueira, que atua na coordenação local, o projeto foi elaborado em 2025 e assumido pela Ufac no fim do mesmo ano, como um programa de extensão. As ações começaram a ser executadas no início de 2026 e incluem atividades de apoio à educação, preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e produção de materiais pedagógicos para as escolas da reserva.
Para Socorro, a oficina de audiovisual contribui para aproximar os jovens da comunidade dos universitários e incentivar a expressão de suas próprias ideias. A convivência entre os grupos também permite a troca de conhecimentos entre pessoas com experiências diferentes.
“Um dos objetivos é fazer com que os jovens da comunidade se sintam em pé de igualdade, apesar de terem saberes diferentes. Perder a timidez, conseguir expressar-se como eles querem. Então, a comunicação é de fundamental importância para eles poderem conquistar os objetivos que têm”, afirmou a pedagoga.
A pedagoga Socorro Siqueira destaca a importância da comunicação para que os jovens da comunidade expressem suas ideias.

- Foto: Beatriz Guedes
Participantes da primeira etapa do projeto na escola Francisco Siqueira Moura.

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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16 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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