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Sindicato vai MP-SP contra Tarcísio por violência policial – 16/12/2024 – Mônica Bergamo

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O Sindicato das Advogadas e Advogados de São Paulo (Sasp) acionou o Ministério Público contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pedindo a abertura de um inquérito por supostamente violar direitos humanos e incentivar a violência policial.

O pedido ocorre em um momento em que o estado vive uma crise na segurança pública frente aos recentes casos de abuso de força de integrantes da Polícia Militar (PM) ocorridos no estado, alguns deles registrados por câmeras corporais, câmeras de monitoramento ou testemunhas.

Ao menos dois PMs foram presos em um intervalo de uma semana. Um deles por matar um homem com 11 tiros pelas costas quando estava de folga. E um outro por jogar um homem de cima de uma ponte.

O documento afirma que Tarcísio “sempre se posicionou contra a utilização das câmeras [corporais]”, e que só teria voltado atrás e dito que errou nas críticas que fez por estar sendo pressionado pela opinião pública.

“Não adianta, contudo, ficar fazendo discurso pronto para a imprensa. Não é suficiente. É preciso ação administrativa e institucional efetiva”, diz o texto enviado ao MP-SP.

A entidade ainda critica a permanência do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, no cargo diante da alta de casos de violência. Segundo a Ouvidoria da Polícia, a quantidade de denúncias de agressão cometidas por policiais militares em serviço no estado registrou alta de 40% nos primeiros 11 meses de 2024, na comparação com o mesmo período de 2023.

O documento também recorda a reação do governador frente às denúncias de abuso na Operação Verão, realizada na Baixada Santista após a morte do soldado Samuel Wesley Cosmo. Na época, ao ser questionado sobre o tema, Tarcísio afirmou que não estava “nem aí”.

“Ao fazer declarações tão infelizes, o Governador do Estado parece ter esquecido que, como chefe das polícias e maior autoridade pública do Estado, seus discursos surtem efeito, estimulam, e até legitimam posturas de agentes públicos”, diz a Sasp.

“O governador de São Paulo negligenciou, se omitiu e/ou incentivou a violência policial, através de sua política para segurança pública, violando assim, direitos humanos fundamentais, consistente no sofrimento, ou contribuindo gravemente com danos à integridade física ou a saúde física ou mental, por intermédio de seus agentes diretos ou indiretos”, segue a denúncia.

Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, na noite de domingo (15), Tarcísio afirmou que “combate ao crime não pode ser justificativa para o erro policial”.

“A gente tem uma deficiência na formulação de políticas públicas na segurança. Isso não é apenas em São Paulo, isso é geral. Mas a gente está fazendo essa reflexão aqui no estado de São Paulo”, disse o chefe do Executivo paulista.

Tarcísio afirmou que está fazendo “correções de rota” na segurança pública paulista.

Quando questionado sobre os casos mostrados em vídeos nas últimas semanas envolvendo violência policial, o governador disse repudiar veementemente e que sua gestão conduz esses profissionais para corregedoria.

“Isso mexe com a gente. Essa não é uma imagem que a gente quer ver. Isso não representa a Polícia Militar de São Paulo”, disse.

com KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH


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Reitora visita obra da passarela do curso de Medicina Veterinária — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, visitou, nesta quinta-feira, 6, a fase final da obra da passarela do curso de Medicina Veterinária, no campus-sede. A estrutura liga a Clínica de Medicina Veterinária ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) e deve ser entregue em duas semanas.

Segundo Guida, a construção da passarela atende a uma antiga reivindicação dos estudantes e integra os compromissos assumidos pela gestão. “Em breve estará pronta, em torno de duas semanas, e esse será mais um legado da nossa gestão”, afirmou. A reitora também agradeceu à equipe pelo trabalho, dedicação e compromisso ao longo dos últimos oito anos.

Além da passarela de Medicina Veterinária, a obra do novo Colégio de Aplicação da Ufac também está em fase de conclusão e deve ser entregue em breve.
Participaram da visita pró-reitores e membros da administração superior da Ufac.

 



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Ufac entrega equipamentos para rede wi-fi do campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou, na terça-feira, 4, a entrega dos equipamentos que compõem a primeira fase da implantação da rede wi-fi do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul.  O investimento inicial de R$ 553 mil também contempla a internet sem fio no novo Colégio de Aplicação (CAp), conforme licitação que totaliza R$ 2,47 milhões para renovação completa da infraestrutura da universidade.

Durante a cerimônia, foram apresentados os equipamentos, entre eles, access points com tecnologia wi-fi 7, fontes injetoras PoE e a controladora de rede responsável pelo gerenciamento do sistema. A iniciativa integra o plano institucional de modernização da infraestrutura de tecnologia da informação e tem como objetivo substituir integralmente a atual rede sem fio, que já não atende às crescentes demandas acadêmicas e administrativas da universidade.

 



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Projeto de implantação de unidades rurais seleciona produtores — Universidade Federal do Acre

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O projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, lançado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, em 3 de julho, está em execução e selecionou os produtores que serão parceiros e atuarão como agentes multiplicadores de tecnologias em comunidades rurais do Acre.

Os produtores selecionados estão presentes em oito municípios do Acre: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Senador Guiomard e Xapuri. O objetivo do projeto é conectar ensino, pesquisa e extensão, formando servidores, alunos e produtores rurais. Sua metodologia se baseia na construção participativa de unidades demonstrativas, internacionalmente conhecidas como “on farm demonstration”.

Orçado em R$ 5,7 milhões e executado em parceria com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, o projeto investirá parte do recurso para melhorias de laboratórios e unidades de ensino da universidade, como o Ufac Leite e o Horto das Plantas Alimentícias Não Convencionais, os quais atendem as comunidades interna e externa.

Outra parte do recurso será aplicada em propriedades rurais, fomentando unidades de referência em produção, com técnicas sustentáveis, como integração entre produção animal e produção vegetal, recuperação de solos degradados, manejo integrado de pragas e doenças, agregação de valor, manejo do uso da água e adoção de rotação e consórcio de plantas. O projeto também custeará contratação de técnicos extensionistas para trabalho nas comunidades envolvidas.

No final do projeto, estudantes, produtores e técnicos farão visitas de campo para observação das tecnologias construídas. No 9º Interpet Ufac-2026, ocorrido em 16 e 17 de julho, no campus-sede, reunindo Programas de Educação Tutorial (PETs) da Ufac, a coordenadora do projeto, professora Marilene Santos, apresentou-o na palestra de abertura do evento.

“Foi uma oportunidade para dar transparência ao uso do recurso público e, mais ainda, de evidenciar os parceiros do projeto [Secretarias de Agricultura Municipais e o Incra], a pluralidade e o protagonismo feminino presentes, os planejamentos participativos adotados, a logística desafiadora e a participação e alunos de graduação e pós-graduação”, disse Marilene.

Idealização do projeto

O projeto foi idealizado e escrito por uma equipe multidisciplinar/interdisciplinar, com experiência em projetos socioambientais e agricultura familiar, a qual também atua em dois programas de pós-graduação da Ufac. A equipe é composta por servidores com atuação acadêmica destacada na aprovação de projetos em chamadas públicas nacionais (CNPq, Capes, Finep), publicação de artigos científicos, registro de patentes, condução de orientações e aplicação de políticas sociais. A equipe conta com um bolsista de produtividade do CNPq e com profissionais formados em Agronomia, Nutrição, Medicina Veterinária, Serviço Social e Administração.

 



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