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Site de notícias do governo do Acre é um dos vencedores do Prêmio Ampla de Jornalismo, conquistando 3º lugar na categoria Digital

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Da Redação

Com a reportagem “Entrega de tablets em escolas indígenas fortalece educação e preserva cultura: ‘internet veio para somar’”, a Agência de Notícias do Acre se tornou um dos vencedores do 1º Prêmio Ampla de Jornalismo, alcançando o terceiro lugar na categoria Digital. O resultado foi divulgado na terça-feira, 15, e contou com a participação de grandes veículos de comunicação.

Com o tema “Desenvolvimento Regional da Amazônia – Práticas e Soluções”, o 1° Prêmio Ampla de Jornalismo tem o objetivo de reconhecer o trabalho de profissionais que produzem reportagens sobre a Amazônia, além de incentivar a produção de conteúdo sobre o desenvolvimento social, cultural, ambiental e econômico da região por parte da imprensa regional e nacional.

Reportagem vencedora mostrou como a chegada de tablets nas aldeias ajuda na educação e preservação da cultura indígena. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A reportagem especial, que ficou com o terceiro lugar da categoria Digital, foi publicada na Agência de Notícias do Acre em 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, e demonstrou como a chegada de tablets em aldeias do estado tem contribuído para o avanço na educação indígena e preservação da cultura e identidade desse povo.

O trabalho foi desenvolvido com produção e texto da jornalista Tácita Muniz, fotos de Marcos Vicentti e vídeo de Pedro Devani. O prêmio foi dividido em três categorias, sendo a Estadual para trabalhos publicados em veículos do estado especificamente do Pará; a Nacional dedicada a qualquer veículo com alcance nacional e o Digital, que engloba qualquer trabalho publicado exclusivamente em portais. Foi nessa categoria que a reportagem da Agência alcançou o terceiro lugar.

Para a jornalista Tácita, o resultado é um reconhecimento do trabalho que tem dado transparência às ações desenvolvidas no estado. “Estou há quase um ano na Agência de Notícias e, desde que passei a integrar a equipe, tenho trabalhado materiais que mostram como é a vida na Amazônia e suas especificidades. Mais do que falar em desenvolvimento, avanços, a gente precisa mostrar o impacto disso na comunidade. Então, esse é o tipo de material que gosto de pensar e trabalhar”, diz.

A repórter agradeceu à equipe e também à secretária de Comunicação, Nayara Lessa, pela oportunidade e estrutura para que todo o material fosse realizado.

“Quando a gente pensa em um conteúdo como esse, há um envolvimento de muita gente, desde a logística, equipe de redação e, claro, estrutura. Então, isso só é possível porque tem gente acreditando no nosso trabalho e uma equipe unida e engajada”, destaca.

Pedro Devani é repórter cinematográfico e tem profundo conhecimento sobre a Amazônia, sendo uma referência no estado. Para ele, são reportagens como essa que engrandecem e resultam em um conteúdo robusto: “Esse foi um material que ficamos orgulhosos de produzir, porque é uma forma de mostrarmos, de fato, como as ações, sejam elas governamentais ou não, impactam diretamente na vida das pessoas. É um conteúdo que demanda tempo, estrutura e muita dedicação, mas que nos enche de orgulho do resultado. Então, esse reconhecimento dá gás a mais e mostra que estamos no caminho certo”.

O prêmio tem como curador Klester Cavalcanti, que é jornalista e escritor, autor de livros que tratam de temas fortes e relevantes para o Brasil, e como apresentadora Cristiane Pelajo, que começou a trabalhar na Globonews em 1996, comandando jornais como Em Cima da Hora e o programa Pelo Mundo.

O prêmio teve, ao todo, cem matérias inscritas. A premiação será no dia 7 de novembro, às 19h, no restaurante Manjar das Garças, em Belém, no Pará.

Para a secretária de Comunicação do Estado, Nayara Lessa, a premiação foi uma grata surpresa e gerou muita alegria. “Ficar em terceiro lugar, ao mesmo tempo que é uma alegria também é fruto de todo um trabalho de dedicação de uma equipe que vem trabalhando muito tempo para que esse trabalho seja reconhecido em nível nacional. É resultado de muito trabalho, muito esforço, muita dedicação e muito estudo”, destaca. 

Além disso, a gestora destaca que o tema da reportagem ganhadora é de fundamental relevância, já que trata de ações voltadas para estudantes. 

“A matéria ganhadora prova que a educação é a única maneira de mudarmos o futuro de uma sociedade. Como secretária, estou extremamente feliz e grata pela dedicação dessa equipe.”

Ela enfatizou ainda que esta conquista é uma grande contribuição para a comunicação pública do estado, com reconhecimento nacional. “Parabenizo esse trio, meu muito obrigada a todos e o meu pedido é que todos os profissionais continuem se dedicando porque, com certeza, quando a gente se dedica o resultado de tudo isso aparece. Esse prêmio é resultado dessa dedicação, dessa equipe que tem trabalhado muito para poder obter esse tipo de resultado”, finaliza.

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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