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Solteiros podem ter maior risco para depressão, diz estudo – 06/11/2024 – Equilíbrio

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Samuel Fernandes

Uma pesquisa que avaliou a relação entre estado civil e depressão observou que aqueles sem um relacionamento apresentam um risco cerca de 80% maior para o aparecimento do distúrbio mental em comparação a pessoas casadas. A conclusão ainda é preliminar –mais estudos são necessários para entender se a correlação realmente existe.

Publicada na segunda-feira (4) na revista Nature Science Behaviour, o artigo envolveu dados de sete países: Estados Unidos, Reino Unido, México, Irlanda, Coreia, China e Indonésia. O objetivo dos cientistas era utilizar informações de diferentes regiões do globo. Segundo os autores, outras pesquisas já haviam investigado a mesma associação, mas com informações somente de países ocidentais.

Os pesquisadores partiram de dados de cerca de 106 mil participantes e, destes, 20 mil foram acompanhados por um período de 4 a 18 anos. Além do estado civil, variáveis como educação, sexo, país de origem e consumo de álcool ou tabaco foram outros fatores incluídos.

Foi observado que, dos cerca de 20 mil avaliados no decorrer do estudo, 4.486 foram identificados com um quadro depressivo. Então, eles compararam os dados para averiguar se havia alguma associação entre o estado civil desses indivíduos e a doença –a resposta foi que sim.

No geral, aqueles categorizados como não casados, o que também inclui divorciados, separados e viúvos, apresentaram um risco de cerca de 80% maior de depressão em relação aos casados. Esse índice foi até maior quando se trata especificamente dos divorciados ou separados: esse percentual foi de 99%, ou seja, quase o dobro do risco.

Os autores também se atentaram aos outros fatores incluídos na pesquisa. “A diferença de risco entre pessoas solteiras e casadas foi maior entre participantes do sexo masculino com alto nível educacional em países ocidentais, incluindo EUA, Reino Unido e Irlanda”, escreveram no artigo.

Em relação a tabagismo e alcoolismo, foi percebido que esses aspectos estiveram associados com o aumento do risco da depressão em solteiros somente em três países incluídos na análise: China, Coreia e México.

Hipóteses

A pesquisa é preliminar e apresenta uma série de limitações. Um dos pontos em aberto é por que pessoas sem um casamento seriam mais suscetíveis a apresentar quadros depressivos. As hipóteses levantadas pelos pesquisadores são relacionadas a particularidades sociais. Indivíduos casados tendem a ter maior suporte emocional com seu cônjuge, maiores recursos financeiros e melhor qualidade de vida. Casais também apresentam menores taxas de consumo de álcool e tabagismo.

Esses aspectos sociais também podem explicar por que alguns subgrupos de solteiros contaram com ainda maior risco de evoluir para quadros depressivos. Esse foi o caso quando se compara mulheres e homens solteiros.

“Uma possível explicação para essa diferença de sexo é que as mulheres tendem a ter redes de apoio social maiores e mais fortes do que os homens, particularmente entre indivíduos nunca casados”, escreveram os autores no artigo.

Mesmo preliminares, os dados compilados pelos cientistas podem ser um indicativo para outras pesquisas que investiguem o tema em mais detalhes. “Essas descobertas ressaltam a importância de considerar contextos culturais, socioeconômicos e comportamentais em pesquisas futuras para entender e abordar melhor as disparidades de saúde mental associadas ao estado civil”, concluem os autores.



Leia Mais: Folha

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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre

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Ações de projeto da Ufac previnem violência sexual contra crianças — Universidade Federal do Acre

O projeto de extensão Infância Segura: Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Ufac, realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Flaviano Flavio Batista, marcou oficialmente a realização de suas ações no local com a solenidade de descerramento de uma placa-selo, ocorrida na sexta-feira, 6.

O objetivo do projeto é promover a proteção integral da infância por meio de ações educativas, formativas e preventivas junto a escolas, famílias e comunidades. O evento contou com a presença do pró-reitor de Extensão e Cultura em exercício, Francisco Gilvan Martins do Nascimento, professores da escola e uma manhã de recreação com os estudantes.

Entre setembro e dezembro de 2024, o projeto, coordenado pela professora Alcione Maria Groff, desenvolveu sua experiência-piloto na escola, com resultados positivos. A partir disso, recebeu apoio do senador Sérgio Peteção (PSD-AC), que abraçou a causa e garantiu recursos para que mais cinco escolas de Rio Branco sejam contempladas com ações do Infância Segura.

 



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