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Sony, Kadokawa, e um indesejável monopólio do anime – Entretenimento – Meio Bit

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Consolidação corporativa está na moda, e não é exclusividade do ocidente. A japonesa Sony, uma das maiores companhias do globo, que através da divisão PlayStation absorveu diversos estúdios de games nos últimos anos, estaria negociando uma ousada aquisição da Kadokawa Corporation, uma gigantesca corporação de mídia do Japão, que controla inúmeras marcas entre games, animes, mangás, livros, e músicas.

Embora muitos veículos tenham sugerido que a intenção da Sony é de incorporar a desenvolvedora FromSoftware (série Souls, Sekiro, Bloodborne, Elden Ring), os mais atentos notaram a formação de um perigoso cenário, em que a gigante virtualmente se tornaria um monopólio da mídia anime, reunindo as marcas da Kadokawa às suas, que já são muitas, sem contar diversas propriedades intelectuais (IPs) em outros formatos.

Oshi no Ko é uma das marcas mais valiosas da Kadokawa, que produziu o anime e distribui o mangá fora do Japão (Crédito: Divulgação/Doga Kobo/Kadokawa Corporation/Sentai Filmworks/Medialink)

Oshi no Ko é uma das marcas mais valiosas da Kadokawa, que produziu o anime e distribui o mangá fora do Japão (Crédito: Divulgação/Doga Kobo/Kadokawa Corporation/Sentai Filmworks/Medialink)

Sony e o monopólio do anime

Segundo duas fontes ouvidas pela agência Reuters, a Sony estaria em um estágio de negociação para adquirir 100% da Kadokawa Corporation, um acordo que pode ser consolidado e anunciado “nas próximas semanas”. O conglomerado de mídia japonês sofreu duros baques recentemente, que incluem a prisão, e posterior renúncia, do então presidente Tsuguhiko Kadokawa em 2022, por uma acusação de suborno, e um ataque de ransomware em junho de 2024, em que 1,5 TB de dados diversos, de operações, funcionários e colaboradores, foram vazados.

Avaliada em ¥ 530,98 bilhões, ou cerca de US$ 3,45 bilhões (~R$ 20 bilhões, cotação de 19/11/2024), a Kadowaka não seria, nem de longe, uma das mais caras aquisições e consolidações dos últimos anos, mas seria de fato uma das mais significativas, se considerarmos todas as marcas que ela controla, e as que já estão nas mãos da Sony.

A mídia inicialmente apontou para a intenção, aparentemente óbvia, da gigante japonesa estar de olho na FromSoftware, a desenvolvedora responsável pelos bem sucedidos games produzidos por Hidetaka Miyazaki, da série Souls a Elden Ring, considerando especialmente o sucesso comercial deste último e do DLC recente Shadow of the Erdtree, que vai concorrer (de forma polêmica) ao prêmio de Melhor Game do Ano no próximo The Game Awards, mas a verdade é que a compra faria da Sony um monopólio dos animes, além de absorver uma grande quantidade de publicações impressas, entre mangás, livros e light novels (livros voltados para jovens, escritos com menos kanjis), ao concentrar nas mãos muitas e valiosas marcas.

Vejamos a mídia impressa primeiro. Uma das subsidiárias da Kadokawa Corporation, a editora Kadokawa Shoten, controla os direitos de inúmeros mangás e light novels de sucesso, como Neon Genesis Evangelion, Re:Zero, Record of Lodoss War, Slayers, Cowboy Bebop, Angelic Layer, Code Geass, X, Bungo Stray Dogs, Highschool of the Dead, The Melancholy of Haruhi Suzumiya, Konosuba, Lucky Star, The Vision of Escaflowne, Tenchi Muyo!, e várias outras obras.

Dos animes, a Kadokawa possui as marcas produzidas pelo estúdio subsidiário Doga Kobo, como o fenômeno Oshi no Ko (ela também distribui o mangá fora do Japão) e Koihime Musou, além dos direitos adquiridos de produções de outros estúdios que adaptam seus mangás e light novels.

O mangá de Evangelion também passaria para o controle da Sony, se a aquisição for bem sucedida (Crédito: Divulgação/Kadokawa Shoten/Viz Media/Editora JBC)O mangá de Evangelion também passaria para o controle da Sony, se a aquisição for bem sucedida (Crédito: Divulgação/Kadokawa Shoten/Viz Media/Editora JBC)

O mangá de Evangelion também passaria para o controle da Sony, se a aquisição for bem sucedida (Crédito: Divulgação/Kadokawa Shoten/Viz Media/Editora JBC)

O problema, a Sony já possui a Aniplex, estúdio de mídia que hoje é uma divisão da Sony Interactive Entertainment (SIE), que responde por animes como Naruto/Boruto, Bleach, Fullmetal Alchemist, Rurouni Kenshin/Samurai X, as franquias Fate e Monogatari, The Idolmaster, Ace Attorney, Black Butler, Blood: The Last Vampire/Blood+, Bocchi the Rock!, Cells at Work!, Darling in the FranXX, Kaguya-sama: Love is War, Kill la Kill, Persona, e vários outros.

Isso sem contar que a Sony detém também os meios de distribuição, ao ser dona do serviço de streaming Crunchyroll, e possuir originalmente o finado Funimation, que acabou incorporado ao primeiro, um movimento que despertou preocupação de reguladores na época, o que se provou real quando a companhia acabou com a “posse para sempre” de conteúdos digitais, adquiridos por usuários na plataforma descontinuada.

A Kadokawa também possui outros estúdios de games, além da FromSoftware, como a Kadokawa Games (Kantai Collection, bastante popular no Japão, que se desdobrou em animes, light novels e mangás), Spike Chunsoft (distribuidora da série Danganroppa, e de games baseados em animes), Gotcha Gotcha Games (franquia RPG Maker), e Acquire (Tenchu, Akiba’s Trip, Octopath Traveler), que, fato curioso, desenvolveu o recente Mario & Luigi: Brothership.

Caso a Sony de fato compre a Kadokawa, ela passará a receber parte dos royalties de um game para o Switch, estrelado pelos mais valiosos personagens da rival Nintendo.

Além de Elden Ring e demais games da FromSoftware, Kadokawa controla os estúdios Spike Chunsoft e Acquire (Crédito: Divulgação/FromSoftware/Kadokawa Corporation/Bandai Namco Entertainment)Além de Elden Ring e demais games da FromSoftware, Kadokawa controla os estúdios Spike Chunsoft e Acquire (Crédito: Divulgação/FromSoftware/Kadokawa Corporation/Bandai Namco Entertainment)

Além de Elden Ring e demais games da FromSoftware, Kadokawa controla os estúdios Spike Chunsoft e Acquire (Crédito: Divulgação/FromSoftware/Kadokawa Corporation/Bandai Namco Entertainment)

Por fim, a Kadokawa Corporation possui também divisões de telecomunicações, diversas editoras de mídia impressa, a gravadora Dwango Music, o canal de vídeo/streaming Niconico, participação acionária em estúdios de animação, como ENGI (Uzaki-chan) e Kinema Citrus (The Rising of the Shield Hero), e também em diversos empreendimentos no exterior, como a editora Yen Press, que publica vários mangás, como o já mencionado Oshi no Ko.

Adicionar o enorme portfólio da Kadokawa ao seu dará ainda mais poder de mercado à Sony no setor de entretenimento, se observarmos principalmente a mídia anime, com o mangá logo atrás. Claro que a FromSoftware é uma aquisição grande, considerando que seus games imprimem dinheiro, mas eles de qualquer forma não se tornarão exclusivos do PS5, já que a matriz expandiu seus lançamentos internos para as demais plataformas.

De resto, não se sabe se as leis japonesas representarão algum tipo de empecilho caso o acordo seja concluído, visto que o governo local tende a proteger muito bem as companhias que considera valiosas, principalmente contra concorrência externa.

Como esperado, Sony e Kadokawa Corporation não comentaram o assunto.

Fonte: Reuters

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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